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Programa Jovem da Pesca Artesanal é divulgado em escolas públicas e comunidades de Pernambuco

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Com a finalidade de divulgar o programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal para os professores, estudantes, pescadores e pescadoras artesanais de Pernambuco, a Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), realizou visitas em escolas públicas, universidade, fundação de pesquisa e em comunidades pesqueiras do estado, entre os dias 19 a 22 de agosto.

O primeiro encontro aconteceu na cidade de Itapissuma, na colônia de pescadores Z-10, com a presidente, Maria José da Cruz. A equipe da SNPA apresentou o programa que oferece 50 bolsas de R$ 300,00 a estudantes do Ensino Médio da rede pública interessados em desenvolver projetos de iniciação científica. Segundo Maria José, o programa irá beneficiar a juventude da pesca artesanal. “Essa oportunidade vai auxiliar os filhos, netos e parentes de pescadores, que estudam nas escolas públicas, a desenvolverem pesquisa em suas comunidades”, frisou a pescadora.

A iniciativa é realizada em parceria com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do (FACEPE) e está com inscrições abertas até o dia 30 de setembro. A diretora-presidente da FACEPE, Fernanda Pimentel, afirma que o programa visa também minimizar a evasão escolar. “É importante que os interessados leiam o edital e se engajem nesse programa. Os jovens envolvidos nos projetos vão entrar em contato com o mundo da pesquisa e terão a oportunidade de seguir novos caminhos”, destacou.

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Ao divulgar o programa com as lideranças da pesca do litoral sul de Pernambuco, o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, reforçou a necessidade do diálogo do MPA com as comunidades. “Esse é um momento valioso e, acima de tudo, de construção. O Ministério, ao ouvir os pescadores e pescadoras, garante a participação social nas ações do MPA”, afirmou.

A professora Roumeyne Medeiros Ferraz relatou que o programa estabelece laços com a comunidade e a escola pública. “Esse projeto é uma oportunidade ímpar para os estudantes que têm a pesca como cultura em sua comunidade. A escola, ao sair de seus muros, ganha o mundo. O aluno tem a oportunidade de aparecer para o mundo e conquistar novos espaços e horizontes”, finalizou.

Jovem Cientista da Pesca Artesanal

Para participar do edital os estudantes devem ter Registro de Pescador Profissional (RGP) ou possuírem parente em linha reta ou colateral/responsável com RGP. Além disso, os projetos devem ser submetidos por professores de Instituições de Ensino Superior (IES), em parceria com docentes da rede pública estadual do Ensino Médio.

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Parte integrante do Programa Povos da Pesca Artesanal, o Jovem Cientista da Pesca Artesanal abrange uma série de ações interligadas, incluindo extensão pesqueira, cadeia produtiva, formação, gênero, cultura, segurança alimentar, educação, inovação, tecnologia e comunicação, justiça climática, turismo de base comunitária e combate ao racismo ambiental.

Para acessar o edital clique aqui.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Boi gordo: mercado trava negócios, frigoríficos pressionam preços e arroba segue perto de R$ 350

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O mercado do boi gordo opera em ritmo lento nesta terça-feira, com negociações travadas em diversas regiões do país e pressão baixista sobre a arroba. A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, menor apetite dos frigoríficos e enfraquecimento do consumo interno na segunda quinzena do mês mantém o setor cauteloso.

Nas principais praças pecuárias, os frigoríficos seguem atuando de maneira seletiva nas compras, tentando alongar as escalas e reduzir os preços ofertados aos pecuaristas. Em contrapartida, parte dos produtores resiste às ofertas abaixo das referências consideradas ideais, o que reduz a fluidez dos negócios.

Em São Paulo, o boi gordo comum segue negociado ao redor de R$ 348/@ a prazo, enquanto o chamado “boi China” alcança até R$ 353/@ em negócios pontuais destinados à exportação. Dados do indicador Cepea/Esalq apontam média paulista próxima de R$ 349,17/@ a prazo.

Já em Minas Gerais, as referências giram em torno de R$ 330/@, enquanto a novilha gorda varia entre R$ 300/@ na região de Belo Horizonte e R$ 315/@ no Triângulo Mineiro.

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Mercado futuro do boi gordo na B3 mantém viés de cautela

Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguem oscilando com viés de baixa no curto prazo, refletindo o cenário mais pressionado do mercado físico. Os vencimentos de maio e junho operam próximos de R$ 337/@, enquanto os contratos para outubro permanecem acima de R$ 350/@, indicando expectativa de melhora no segundo semestre.

Segundo analistas do setor, a volatilidade segue elevada tanto no físico quanto na bolsa, especialmente diante das incertezas envolvendo consumo doméstico, exportações e comportamento da oferta de animais terminados.

Consumo enfraquecido limita repasses no atacado

No mercado atacadista, a carne bovina enfrenta maior dificuldade de escoamento. O enfraquecimento do poder de compra da população no fim do mês reduz a demanda no varejo e limita reajustes ao longo da cadeia produtiva.

Com isso, frigoríficos mantêm postura defensiva nas compras de gado, priorizando operações mais curtas e evitando formação excessiva de estoques.

Apesar da pressão no curto prazo, agentes do setor seguem atentos ao desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam sustentando parte importante da demanda. O mercado também monitora as condições climáticas e a capacidade de retenção dos animais nas propriedades, fatores que podem alterar o equilíbrio entre oferta e procura nas próximas semanas.

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O Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 fechou a última atualização próximo de R$ 345,30/@ à vista, enquanto a média paulista a prazo permaneceu acima de R$ 349/@.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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