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Asteroide ganha nome da embaixadora mirim do MCTI

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Sabia que tem um asteroide batizado com o nome de uma brasileira? Nascida em Alagoas e moradora do Ceará, a divulgadora científica e embaixadora mirim do Pop Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Nicole Semião, de 12 anos, recebeu uma homenagem divulgada no Boletim nº 5, edição 19 do Working Group for Small Bodies Nomenclature (WGSBN) da União Astronômica Internacional (IAU). 

A publicação trouxe a informação de que o asteroide 2006 SU218, descoberto em 26 de setembro de 2006, no Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter, e confirmado recentemente, passou a se chamar (292352) Nicolinha, em homenagem à astrônoma mirim, referência na divulgação científica. 

“Fiquei muito feliz e emocionada com a homenagem e tem sido gratificante falar para as crianças que tudo que eu conquistei até hoje é resultado de muita dedicação aos estudos, pesquisas e participação em projetos de ciência cidadã. Acredito que o impacto maior ainda está por vir, porque está tudo muito recente ainda”, contou a alagoana.

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Nicolinha já ajudou a detectar 80 asteroides e, desde cedo, demonstrou uma grande afinidade com a área. Nascida em 2012, Nicolinha, desde os 6 anos, inspira crianças em projetos de ciência cidadã e promove palestras em escolas. Porém, quando ela iniciou essa jornada, enfrentou alguns desafios pela pouca idade.

“Comecei através do projeto Caça-Asteroides, e o maior desafio na época foi encontrar adultos que aceitassem criança na equipe, tanto que participei com meus pais, porque ninguém queria fazer equipe comigo. Mas eu não desisti”, relatou a embaixadora mirim.

Reconhecimento internacional

Em 2022, com apenas 8 anos de idade, ela foi incluída pela primeira vez na lista do Global Child Prodigy Awards (GCP Awards) como uma das 100 crianças-prodígio do mundo, sendo a única representante na categoria de astronomia. Este ano, ela voltou a ser selecionada pelo GCP Awards entre as 100 crianças prodígios na categoria em Ciências Espaciais e Astronomia. Ao lado da jovem, os também embaixadores mirins do MCTI, as irmãs Beatriz e Isabella Toassa, conhecidas nas redes sociais como Dupla Big Bang; e João Pedro Moreira, conhecido como JP das Galáxias, receberam o prêmio em cerimônia no Parlamento Britânico, em Londres.

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Referência para crianças e adolescentes interessados em ciência e astronomia, Nicolinha reforça a importância da dedicação e do esforço nos estudos e deixa um recado aos que sonham seguir carreira na área. “Estude bastante, se dedique e trace o seu objetivo. Mesmo que você mude de ideia no meio do caminho, lembre-se, você ainda é uma criança e não tem problema mudar de ideia e traçar novas metas adiante”. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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