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MMA participa de audiência pública no Senado que debate a criação de um estatuto para animais domésticos

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou na última segunda-feira (25/8) da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, do Senado Federal, que abordou a proposta de criação de um estatuto específico para cães e gatos.

Em sua fala, a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini, enfatizou que a Constituição Federal estabelece que o cuidado com os animais é um dever de todos. “Isso inclui o governo, os estados, os municípios, os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e a sociedade civil”.

Na sua avaliação, a criação do estatuto “caminha junto com uma série de medidas que o governo do presidente Lula vem adotando” para fortalecer o direito animal. As ações, explicou Vanessa Negrini, foram iniciadas já em 2023, com o estabelecimento do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais no MMA, em 2023, que atendeu “uma reivindicação da sociedade civil”.

Os esforços, seguiu a diretora, abrangem iniciativas como a instituição do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas), estratégia coordenada pelo ministério para fortalecer a proteção e o bem-estar de cães e gatos em todo o Brasil, e do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), mecanismo que registra cães e gatos de forma gratuita, com a disponibilização de um “RG Animal” único e válido em todo o território nacional. O objetivo é mapear os dados da população animal para subsidiar o planejamento de políticas públicas, como castração, vacinação, microchipagem e combate ao abandono.

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A atuação incluiu ainda a sanção da Lei 15.183/2025, que proíbe o uso de animais vivos em testes laboratoriais para o desenvolvimento de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Na oportunidade, o MMA atuou na fundamentação técnica que resultou na aprovação do substitutivo do PL do Senado Federal na Câmara dos Deputados. Saiba mais aqui.

Em outra frente, explicou Vanessa Negrini, o MMA atua para viabilizar a votação do PL 347/2003, que prevê o aumento de pena para tráfico de animais. O apoio aos animais vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em conjunto com a Defesa Civil, também foi pontuado. Na ocasião, houve a concessão de recursos para atendimento e envio de kits de medicamentos veterinários para 8,8 mil animais.

A proposta do estatuto foi iniciada por uma sugestão de projeto de lei. O texto foi protocolado no Senado no dia 22 de agosto e agora deverá ser apreciado pela comissão, sob a relatoria do senador Paulo Paim, autor do requerimento da audiência pública.

Assista à audiência aqui

Exportação de animais vivos por via marítima

Essa foi a segunda audiência pública relacionada à agenda de proteção animal que a diretora participou junto aos senadores neste mês. No dia 19 de agosto, Vanessa Negrini debateu os impactos da exportação de animais vivos por via marítima.

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A diretora reforçou que “a jornada até o abate é um dos maiores sofrimentos possíveis” para os animais que, salientou, são expostos a longas distâncias, com calor, sede, lesões e doenças.

Em sua avaliação, as consequências apresentam “múltiplos impactos” para o meio ambiente, a partir da geração de emissões de gases de efeito estufa e contaminação do ecossistema marinho, e para a economia, uma vez que o país deixa de gerar empregos e valor agregado, exportando não só animais, mas oportunidades de desenvolvimento e arrecadação.

Para avançar na agenda, Vanessa Negrini sugeriu a constituição de uma comissão formada por vários órgãos e representantes da sociedade civil para pensar caminhos possíveis para uma transição. “A gente realmente acredita que um novo pacto é necessário entre as nações, entre as lideranças religiosas, os produtores, os consumidores”, pontuou. “O sofrimento não pode seguir navegando impune pelos mares do mundo”, concluiu.

A discussão foi proposta pelo presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato, que também é relator de um PL 3.093/2021 que proíbe a exportação de animais vivos para abate.

Assista à audiência aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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