Mato Grosso

Em artigo, governador defende equilíbrio fiscal como prioridade de governo

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Em artigo publicado na newsletter do portal Esfera News, o governador Mauro Mendes, defendeu a responsabilidade fiscal como ponto de partida para qualquer gestão pública que pretenda entregar resultados concretos à população.

O artigo foi publicado nesta terça-feira (2/7). O portal é do grupo Esfera Brasil, organização criada para fomentar o pensamento e o diálogo sobre o Brasil e que reúne grandes nomes de empresários, empreendedores e classe produtiva.

Leia a íntegra do artigo:

Saúde fiscal não é apenas uma questão contábil

“O orçamento é o coração do governo. Quem governa mal as contas, governa mal o povo” (Ulysses Guimarães). Essa frase, dita há décadas, é mais atual do que nunca. Nenhum governo consegue entregar políticas públicas de verdade se não tiver suas contas em ordem.

Saúde fiscal não é apenas uma questão contábil. É o ponto de partida para garantir o básico: salários em dia, investimentos estruturantes, credibilidade institucional e respeito ao cidadão.

Quando um estado ou país perde o controle do seu orçamento, o efeito é imediato: fornecedores não recebem, serviços travam, obras param e o investidor privado recua. Ninguém aplica dinheiro onde impera a instabilidade, onde há risco constante de aumento de impostos ou mudanças abruptas de regras. A desorganização fiscal vira sinônimo de insegurança.

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Por isso, defendo com firmeza que o equilíbrio fiscal seja tratado como prioridade absoluta em qualquer esfera de governo. Isso vale para municípios, estados e, principalmente, para a União, que tem registrado déficits bilionários nas contas primárias e já recebeu alerta do Tribunal de Contas da União de uma “quebradeira geral” em 2027.

Em Mato Grosso, enfrentamos essa realidade logo no início da primeira gestão, em 2019. Pegamos um estado quebrado, com salários atrasados e rombos acumulados. Optamos por fazer o que precisava ser feito: um ajuste fiscal duro, responsável e necessário. Cortamos gastos, reorganizamos contratos, acabamos com desperdícios e colocamos as finanças em ordem.

O resultado disso foi a recuperação da capacidade de investimento. Com as contas organizadas, conseguimos aplicar ano após ano quase 20% da receita em obras e serviços públicos, bem acima da média nacional. E não foi só isso: criamos um ambiente confiável para o setor produtivo, que passou a investir, gerar empregos e movimentar a economia do estado.

Hoje, Mato Grosso tem a menor taxa de desemprego do país. Estamos construindo seis grandes hospitais, reformando e ampliando escolas, dobrando a quantidade de asfalto, modernizando a segurança pública com armamentos, viaturas, câmeras e profissionais, valorizando os servidores com salário em dia, premiações, bônus por desempenho e pagando direitos que estavam esquecidos há anos, sem esquecer de investir forte no social, garantindo dignidade para quem mais precisa. Nada disso seria possível sem o ajuste fiscal lá atrás.

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Um exemplo claro dessa combinação de responsabilidade e ação foi a solução para a BR-163, uma rodovia federal que estava há anos no abandono. O Governo do Estado pegou o problema para si, comprou a concessão e hoje executa a maior obra rodoviária do país, com mais de 100 quilômetros de duplicação já entregues e outros 130 previstos até o final do ano.

Essa trajetória mostra que é possível, sim, aliar responsabilidade fiscal com entregas concretas que beneficiam diretamente o cidadão. E mais do que isso: mostra que boa gestão começa pelas finanças. Antes de pensar em grandes projetos, é preciso garantir que o caixa suporte as ideias.

Governo bom não é o que promete. É o que entrega para a população. E só entrega quem tem responsabilidade com o dinheiro público, sabe o que fazer, planeja e toma coragem para fazer. Essa é a escolha que fizemos em Mato Grosso. E que o Brasil precisa fazer com urgência.

Mauro Mendes

Governador do Estado de Mato Grosso

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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