Política Nacional

Izalci diz que condenação de Bolsonaro já está definida no STF

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (3), o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que já existe uma decisão antecipada no Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar Jair Bolsonaro e outros acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro. Ele disse que a Procuradoria-Geral da República (PGR) construiu a acusação sem provas, baseada apenas na delação de Mauro Cid, que foi alterada várias vezes.

— Todo mundo já sabe que [Bolsonaro] será condenado, porque essa decisão já está tomada há muito tempo. Todo mundo já sabe que está pronta a decisão de mandar prender Jair Bolsonaro — protestou.

O parlamentar citou a situação do general da reserva Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, que está preso desde dezembro do ano passado, acusado de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Izalci disse que faltam de provas para sustentar essa prisão.

— Não tem nenhuma prova no processo [que levou à prisão de Braga Netto]. É uma injustiça muito grande, e eu espero que a gente possa reverter isso aí. (…) A gente precisa de pessoas imparciais no Judiciário, na Procuradoria-Geral da República e no Ministério Público — declarou.

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O senador também criticou a presença de policiais na residência de Bolsonaro. Para ele, a medida é desproporcional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova divulgação da Educação de Jovens e Adultos em contas de luz e água

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que torna obrigatória a divulgação de informações sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas contas de luz e de água (impressas ou digitais).

A EJA é destinada a pessoas que não concluíram os estudos na idade prevista. A modalidade permite terminar o ensino fundamental e o ensino médio em horários adaptados à rotina dos estudantes.

O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), para o Projeto de Lei 1189/25, do deputado Pedro Uczai (PT-SC). A proposta original previa a divulgação apenas pelas concessionárias de energia elétrica. A relatora incluiu também as empresas de abastecimento de água.

“Um dos motivos de ausência de procura pelo direito à educação é a falta de informação sobre a oferta de vagas nas redes de ensino”, afirmou Melchionna.

A relatora citou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2022, segundo os quais 9,6 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não foram alfabetizadas. Ela acrescentou que o Censo Escolar mostra queda de 36,8% nas matrículas da EJA nos últimos dez anos.

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Regras de divulgação
A mensagem deverá ter linguagem de fácil compreensão e ocupar espaço de destaque na fatura.

O conteúdo trará orientações sobre os canais de atendimento e as formas de matrícula na EJA, com atualizações de acordo com a oferta local de vagas.

O texto autoriza parcerias entre concessionárias de energia elétrica e de saneamento e órgãos públicos de educação para o fornecimento das informações divulgadas.

Caberá às agências reguladoras, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), fiscalizar o cumprimento da norma.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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