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Com novo aeroporto e túnel de ligação com Santos, Baixada Santista entra em nova rota de desenvolvimento

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Após décadas de espera, duas grandes obras de infraestrutura saem do papel e começam a se tornar realidade para a cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo. Estamos falando do Aeroporto Civil Metropolitano, que está em fase de conclusão das obras e deverá ser entregue no início de 2026, e do túnel imerso Santos-Guarujá, esperado há 100 anos e que irá a leilão nesta sexta-feira (5). Juntos, os dois empreendimentos vão inaugurar uma nova era de mobilidade na Baixada Santista.

O que antes eram apenas projetos e promessas, hoje estão bem próximo de uma realidade que vai mudar a paisagem local. Com o túnel, a ligação entre as duas cidades será feita de forma mais rápida e eficiente, com tempo de deslocamento em poucos minutos, o que vai beneficiar trabalhadores que fazem a travessia diariamente. Guarujá também abriga parte das instalações do Porto de Santos. A nova estrutura vai melhorar a logística portuária, aperfeiçoar o escoamento de mercadorias e reduzir o custo do transporte de cargas.

conexão urbana
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Enquanto o Aeroporto Civil Metropolitano, instalado na Base Aérea de Santos, permitirá voos comerciais regionais que farão a cidade entrar de vez no mapa do turismo, a nova infraestrutura também vai oferecer nova rota para executivos e técnicos do setor naval. A expectativa é de que o número de visitantes aumente significativamente e que a Baixada Santista, enfim, tenha um acesso aéreo compatível com sua importância econômica.

As duas obras contam com recursos do Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, e tem parceria com o governo do Estado de São Paulo. E ambas são acompanhadas por meio do Ministério de Portos e Aeroportos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os dois empreendimentos são grandes realizações não somente para as cidades, mas para São Paulo e para o Brasil.

“O aeroporto de Guarujá vai trazer para a Baixada Santista aviões de todo o Brasil, com turistas, com oportunidades de negócios e mais desenvolvimento para a cidade. E essa não é a única realização na região. Há o túnel, que junto com demais projetos para o Porto de Santos, o maior do Brasil e da América Latina, vai alavancar a região a níveis de excelência internacional e ajudar a incrementar a economia do Brasil”.

Para a publicitária de 26 anos, Giovanna de Brito Abreu, moradora do Guarujá, as obras representam oportunidade de transformação na cidade e mudanças para a população local. “O aeroporto e o túnel trazem esperança de desenvolvimento, mais investimentos e até novas obras que beneficiem toda a população. A expectativa é de mais empregos, mais oportunidades e uma cidade com mais qualidade de vida para quem vive aqui.”

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“O aeroporto vai abrir as portas de Guarujá para turistas de outros estados e até de fora do país. Isso vai movimentar nossas praias, hotéis, restaurantes e o comércio em geral, especialmente em Vicente de Carvalho, onde ele está localizado. Eu acredito que vai renovar o turismo e trazer um novo fôlego para a economia da cidade”, acrescentou. 

Conexão aérea

Com o aeroporto, Guarujá deve entrar em novos roteiros do turismo nacional, atraindo visitantes de diversas partes do país. A expectativa é de que o setor hoteleiro, a gastronomia e o comércio local sejam impulsionados com o aumento do fluxo de turistas, inclusive para eventos. Além disso, a valorização imobiliária e o aumento na circulação de pessoas e recursos devem aquecer ainda mais a economia da região.

Em abril deste ano, o Ministério de Portos e Aeroportos entregou as obras da primeira fase de melhorias dos aeroportos Civil Metropolitano, com destaque para a nova pista de pousos e decolagens, que tem 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura, maior, por exemplo, do que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A primeira etapa também incluiu pistas de táxi, o sistema de drenagem e barreiras de proteção contra a fauna.

Na ocasião da entrega, o prefeito da cidade, Farid Madi falou sobre a importância do aeroporto como um divisor de águas para o desenvolvimento da região. “É uma antiga reivindicação não só de Guarujá, mas de toda a Baixada Santista. Somando com o advento do túnel imerso Santos-Guarujá, vamos criar condições bastante propícias para Guarujá alcançar desenvolvimento social de forma sustentável”, destacou.

Agora, estão sendo realizadas as obras da segunda fase do projeto, que compreende a implementação do terminal de passageiros e áreas de circulação externa, além de salas de embarque e desembarque, saguão, banheiros e balcões de check-in, e devem ficar prontas ainda neste ano. No total, os investimentos nas duas etapas de construção e melhorias do aeroporto totalizam investimento federal da ordem de R$ 26,8 milhões.

Após o final das obras, o aeroporto deve passar por processo de homologação junto aos órgãos competentes, momento em que se tornará apto para iniciar voos comerciais. A previsão é que isso ocorra no primeiro semestre de 2026.

Projeto histórico

A obra histórica do Túnel de Santos-Guarujá vai permitir maior mobilidade entre as duas cidades, reduzir o tempo da travessia, além de ajudar no desenvolvimento da região. O trajeto atual entre as duas cidades é feito por balsa, que pode levar de 20 minutos a algumas horas, dependendo da movimentação no porto e condições climáticas, ou pelo trajeto de 40 km pela rodovia Cônego Domênico Rangoni.

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Sobre o túnel, Giovanna afirmou que vai facilitar a vida de quem vive na região e também dos visitantes. “Quem depende da balsa, das barcas ou das catraias sabe o quanto é desgastante enfrentar filas em alta temporada, esperar em dias de chuva e neblina ou quando o porto está sobrecarregado. Com o túnel, a travessia será muito mais fácil, rápida e acessível.” Disse ainda acreditar que o comércio será um dos grandes beneficiados com a nova ligação. “Nós veremos crescer aquele “turismo de um dia”, ou seja, pessoas que vêm só para curtir a praia e acabam movimentando bares, restaurantes e lojas. Além disso, será uma rota a mais para entrar e sair da cidade, o que deve aliviar bastante o trânsito”, destacou.

A publicitária falou também sobre as suas expectativas de melhoras na qualidade de vida das pessoas, em relação ao tempo em que levam para se locomover entre as cidades. “Acho que o túnel vai representar uma Guarujá mais acessível, mais conectada com toda a região e isso trará muito mais desenvolvimento, melhorando a vida de quem vive aqui.”

O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros totalmente imersos, e contará com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem para pedestres e espaço reservado para o futuro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Atualmente, mais de 21 mil veículos passam diariamente pelas duas margens utilizando balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres.

O Governo do Estado estima que 9 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados ao com a construção do Túnel Imerso Santos-Guarujá, projeto pioneiro no Brasil.

Nesta sexta-feira (5), acontece na sede da B3, em São Paulo, o leilão do túnel que vai ligar a cidade de Santos ao Guarujá, uma obra esperada há 100 anos. O projeto será viabilizado por meio de parceria entre os governos Federal e Estadual, com participação da iniciativa privada, responsável pela construção, operação e manutenção da estrutura. O valor da obra é estimado em 6,8 bilhões e o contrato terá duração de 30 anos.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE

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Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24 anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de mudança” foi apresentado nesta quinta-feira (25), durante evento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.

Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da população do país. O número de jovens ocupados é de 13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos”, ponderou a subsecretária.

Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no início da trajetória profissional é fundamental, pois ajuda o jovem a compreender as regras e os benefícios do mundo do trabalho formal, além de proporcionar uma experiência prática valiosa que pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a subsecretária.

Em comparação a períodos anteriores, a taxa de informalidade recuou nas duas faixas etárias analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18 a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números de desocupados e subocupados também recuaram e estão entre os menores patamares da série histórica iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17 anos.

Os dados também mostram que a taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.

Onde estão os jovens

No mesmo período, observou-se que o grupo de jovens que apenas estudam (na escola ou na faculdade) é de 12,8 milhões (39%). Os que somente trabalham são 9,6 milhões (29,1%) e 4,3 milhões (13,2%) estudam e trabalham. Já os chamados “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) somam 6,2 milhões (18,7%).

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“A maioria dos jovens que integram esse grupo de “nem-nem” são meninas com filhos pequenos. É uma situação complexa porque só conseguimos alterar essa realidade fazendo com que essas jovens voltem a estudar ou a trabalhar. Para isso, precisamos que governos locais e empresas ofereçam creches em tempo integral e “cuidotecas”. Sem saber que seus filhos estão sendo cuidados, será muito difícil que essas meninas possam retornar ao mundo do trabalho”, alertou a subsecretária.

Os jovens estão mais escolarizados e têm como credencial mínima o diploma, que funciona como porta de entrada no mercado de trabalho, mas a maioria ainda está em ocupações generalistas. A pesquisa mostrou que 73% têm ao menos o ensino médio; 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram a graduação.

Quanto às horas trabalhadas, a média semanal geral dos ocupados está em 39,2 horas, sendo 38,6 horas para a faixa de 18 a 24 anos. Os adolescentes entre 14 e 17 anos trabalham 27,3 horas por semana, com a carga horária superando o contraturno escolar. “Há, de fato, jornadas longas. É um sinal de que, para muitos, o trabalho está disputando espaço com a escola”, alerta Paula.

Tempo de permanência no emprego

O jovem tem encontrado mais oportunidades, mas, quanto mais jovem, menor é o tempo de permanência na ocupação. Mais da metade dos adolescentes de 14 a 17 anos, ou seja, 52%, deixam o trabalho em menos de um ano, em geral porque buscam outros tipos de ocupação.

Quanto mais velho, a rotatividade cai pela metade: entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa é de 38,2% e, entre 25 e 29 anos, de 25,3%. A baixa qualificação, os salários reduzidos e as jornadas longas explicam parte das dificuldades. Ao perceber que as empresas não investirão em seu desenvolvimento, alguns jovens buscam a demissão voluntária em busca de empregos similares que ofereçam alguma vantagem adicional.

Muitas vezes, a falta de informações claras leva esses jovens a aceitar oportunidades que nem sempre correspondem às expectativas.

Funções generalistas

A maioria dos jovens, cerca de 11,6 milhões, está em ocupações generalistas. Ou seja, 84% estão em funções de comércio e serviços que não exigem formação específica. Desse total, 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo e 2,7 milhões ganham até um salário mínimo. Apenas 2,15 milhões estão em ocupações técnicas ou de nível superior.

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As principais ocupações são as de balconistas e vendedores (1,24 milhão) e escriturários gerais (1,07 milhão).

“Essas são ocupações que tendem a sofrer muitas alterações porque possuem diversas tarefas repetitivas, mais sujeitas à automação. O jovem não pode se acomodar. Ele precisa, dentro desse posto de trabalho, descobrir as melhores ferramentas, inclusive a Inteligência Artificial (IA), utilizando-as para aprender mais e se desenvolver profissionalmente”, concluiu Paula.

Estagiários e aprendizes

O Brasil tem 1,77 milhão de estagiários, sendo 86% na modalidade não obrigatória e com bolsas médias em torno de R$ 1.075, conforme dados do eSocial.

Em relação aos aprendizes, o número total de jovens era de 716.742 em abril de 2026, com média salarial de R$ 1.160,17. Esse foi o maior estoque de jovens já registrado pela Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097). Em comparação com abril de 2025, quando eram 644.851 jovens, o crescimento foi de 11,15%.

Eles também estão concentrados em ocupações generalistas, o que precisa ser considerado, uma vez que, idealmente, esses profissionais deveriam estar mais presentes em áreas voltadas à especialização.

Desafios

Para superar os desafios que persistem, a subsecretária avalia que é necessário elevar a escolaridade por meio de políticas como o programa Pé-de-Meia, a EJA profissionalizante e cursos on-line de combate à evasão.

Além disso, destacou a importância de conectar trabalho e formação — tendo a aprendizagem profissional e o estágio como pontes para um mercado mais qualificado — e ampliar a participação dos jovens em funções de maior densidade tecnológica.

Também é prioritário focar em quem está fora do estudo e do trabalho, com ações que permitam que políticas de cuidado apoiem famílias com crianças pequenas, para que os pais possam voltar a estudar.

Por fim, a subsecretária reiterou a necessidade de garantir que as experiências de trabalho na juventude deixem de ser apenas uma ferramenta de subsistência imediata e passem a funcionar como base para a construção de uma trajetória profissional mais sólida, com postos de trabalho decentes e salários dignos.

Confira o estudo completo aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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