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Dólar cai diante do payroll dos EUA e Ibovespa inicia pregão em alta

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O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (5), enquanto o mercado acompanha de perto os novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. No Brasil, o Ibovespa opera em leve alta, refletindo a expectativa em torno de decisões sobre juros e indicadores locais.

Dólar e Ibovespa no início do pregão

Por volta das 10h08, a moeda norte-americana registrava desvalorização de 0,17%, cotada a R$ 5,438. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,05%, alcançando 141.070 pontos.

No dia anterior, o dólar havia encerrado em queda de 0,09%, a R$ 5,4473. Já a bolsa brasileira fechou em alta de 0,81%, aos 140.993 pontos.

Payroll dos EUA indica desaquecimento do mercado de trabalho

O relatório de emprego norte-americano apontou a criação de apenas 22 mil vagas em agosto, número bem abaixo da expectativa de 75 mil. Além disso, a taxa de desemprego subiu para 4,3%, reforçando sinais de desaceleração da economia.

A leitura do payroll aumenta as projeções de que o Federal Reserve (Fed) possa cortar os juros ainda em setembro, em resposta ao arrefecimento no ritmo de contratações. Analistas destacam que tarifas comerciais e restrições à imigração contribuíram para a perda de dinamismo no mercado de trabalho.

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Evolução recente do câmbio e da bolsa
  • Dólar
    • Variação na semana: +0,47%
    • Variação no mês: +0,47%
    • Variação no ano: -11,85%
  • Ibovespa
    • Variação na semana: -0,31%
    • Variação no mês: -0,31%
    • Variação no ano: +17,21%
IPP registra sexta queda consecutiva em julho

No Brasil, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 0,3% em julho, segundo o IBGE. Essa foi a sexta taxa negativa seguida, puxada principalmente pelo setor de alimentos, que caiu 1,33%.

Apesar do recuo, a queda foi menos intensa que a registrada em junho (-1,27%). Em 12 meses, o IPP acumula alta de 1,36%.

Entre os 24 setores analisados, 12 apresentaram retração. Os destaques foram:

  • Metalurgia: -1,65%
  • Produtos de metal: -1,54%
  • Indústrias extrativas: +2,42%
  • Perfumaria e limpeza: +1,41%

De acordo com o IBGE, a retração dos alimentos foi determinante para o resultado negativo do índice em julho.

Banco Central anuncia coletiva sobre segurança financeira

Às 11h, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acompanhado de diretores da instituição, concede entrevista coletiva para detalhar novas medidas voltadas ao fortalecimento da segurança do Sistema Financeiro Nacional.

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Bolsas internacionais reagem ao payroll e expectativa sobre juros

Os principais índices de Wall Street encerraram o pregão de quinta-feira em alta:

  • Dow Jones: +0,76% (45.616 pontos)
  • S&P 500: +0,83% (6.502 pontos)
  • Nasdaq: +0,98% (21.707 pontos)

Na Europa, os mercados também operam no positivo nesta sexta-feira, impulsionados pela expectativa de corte de juros nos EUA. O STOXX 600 sobe 0,25%, enquanto o DAX alemão avança 0,14% e o FTSE 100 britânico registra ganho de 0,26%.

Na Ásia, os pregões encerraram em alta, com destaque para Tóquio (+1,03%), Hong Kong (+1,43%) e Xangai (+1,24%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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