Agro News

Mercado da soja segue pressionado com incertezas externas e transição de safra no Brasil

Publicado

O mercado da soja atravessa um momento de oscilações, tanto no cenário internacional quanto no doméstico. No Brasil, os preços apresentam comportamento distinto entre os estados, enquanto nos Estados Unidos as lavouras enfrentam condições climáticas adversas que sustentam leves altas em Chicago. Ao mesmo tempo, a China mantém compras expressivas da oleaginosa brasileira, o que ajuda a dar suporte às cotações.

Soja no Brasil: cotações regionais seguem mistas

No Rio Grande do Sul, as referências para pagamento em meados de setembro recuaram para R$ 140,00 por saca nos portos. No interior, os preços ficaram em torno de R$ 134,00 por saca em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz, enquanto em Panambi o valor de pedra foi registrado em R$ 122,00.

Em Santa Catarina, as negociações ocorrem em ritmo lento, acompanhando a estabilidade nacional. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 142,84.

O Paraná inicia a transição para a nova safra com oscilações moderadas. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 142,50 (+0,35%), em Cascavel a R$ 130,29 (+1,45%), em Maringá a R$ 133,32 (+2,59%) e em Ponta Grossa a R$ 133,45 (+1,34%) por saca FOB. No balcão, Ponta Grossa registrou R$ 118,00.

Leia mais:  Exportações do agronegócio somam US$ 15,4 bilhões em março, mas recuam 0,7% ante 2025

No Mato Grosso do Sul, o mercado mostrou comportamento dividido, com preços de R$ 121,00 em Dourados (-2,03%) e Campo Grande (-1,87%), R$ 122,00 em Maracaju (-1,05%) e Chapadão do Sul a R$ 122,45 (+0,54%). Em Sidrolândia, a saca foi cotada a R$ 123,30.

Já no Mato Grosso, os preços se mantiveram firmes mesmo diante da pressão de Chicago. Em Campo Verde e Primavera do Leste, a saca atingiu R$ 123,50, enquanto Rondonópolis se destacou com R$ 130,00 (+8,11%). Em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, as referências ficaram em R$ 119,16, e em Sorriso a R$ 119,30 (+0,21%).

Chicago: soja opera em leve alta, mas pressão persiste

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja encerraram a quinta-feira (5) em leve valorização, sustentados pela deterioração das lavouras nos Estados Unidos e por compras de oportunidade. O contrato para novembro subiu 0,15%, a US$ 1.033,00 por bushel, enquanto janeiro avançou 0,14%, a US$ 1.051,50.

Os derivados também registraram ganhos: o farelo para outubro valorizou 0,90%, a US$ 280,10 por tonelada curta, e o óleo encerrou em US$ 51,51 por libra-peso (+0,14%).

Apesar do suporte climático, a ausência de compras da China nos EUA continua limitando os avanços. A consultoria Allendale revisou para baixo sua estimativa de produção americana, agora em 116,16 milhões de toneladas, abaixo da projeção de 116,82 milhões do USDA.

Leia mais:  Brasil emite primeiro certificado de qualidade de citros para exportação à União Europeia
Clima nos EUA amplia preocupações com produtividade

O monitoramento semanal da seca mostrou piora nas condições das lavouras. A área com seca moderada no Centro-Oeste norte-americano passou de 4,51% para 14,18%, e o percentual de soja sob algum grau de seca subiu de 11% para 16%. Embora ainda abaixo dos 19% registrados no mesmo período de 2024, o cenário reforça o viés de cautela no mercado.

China mantém compras no Brasil e dá suporte às cotações

Enquanto evita aquisições significativas nos Estados Unidos, a China segue comprando soja brasileira, o que tem ajudado a sustentar os preços internacionais. Essa movimentação mantém os prêmios em alta, mesmo diante da pressão exercida pela Bolsa de Chicago.

No Brasil, além das negociações regionais, produtores acompanham as condições climáticas para o avanço da nova safra, fator que será determinante para o ritmo da comercialização nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Preços do milho ficam estáveis no Brasil com foco no clima da safrinha e dólar pressionando exportações

Publicado

Mercado de milho segue com baixa movimentação no Brasil

O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de negociações mais lentas, com cotações pouco alteradas na maior parte das regiões produtoras. O ritmo reduzido foi influenciado pelo feriado no início da semana e pela postura cautelosa de compradores e vendedores.

Além disso, o câmbio em patamares mais baixos tem dificultado a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, impactando o ritmo das exportações.

Clima para safrinha domina atenções do mercado

Segundo o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o principal fator de atenção no momento é o clima nas regiões produtoras da segunda safra.

“O mercado mantém o foco nas condições climáticas para a safrinha, especialmente em estados como Goiás e Minas Gerais, onde as chuvas são determinantes para o desenvolvimento das lavouras”, destaca.

Preços do milho nas principais praças brasileiras

As cotações apresentaram variações pontuais nas principais regiões:

Portos:

  • Porto de Santos: R$ 65,00 a R$ 69,00/saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá: R$ 64,50 a R$ 69,00/saca
Leia mais:  Queijo agroecológico impulsiona regeneração ambiental na Serra da Canastra

Interior:

  • Cascavel (PR): R$ 62,00 a R$ 63,00/saca
  • Mogiana (SP): R$ 61,00 a R$ 64,00/saca
  • Campinas (SP – CIF): R$ 67,00 a R$ 68,00/saca
  • Erechim (RS): R$ 66,00 a R$ 67,50/saca
  • Uberlândia (MG): R$ 58,00 a R$ 60,00/saca
  • Rio Verde (GO – CIF): R$ 57,00 a R$ 59,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 49,00 a R$ 53,00/saca
Exportações avançam em volume, mas preço médio recua

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que as exportações brasileiras de milho somaram US$ 82,85 milhões em abril (até 12 dias úteis).

Os números mostram:

  • Volume exportado: 326,8 mil toneladas
  • Média diária: 27,2 mil toneladas
  • Receita média diária: US$ 6,9 milhões
  • Preço médio: US$ 253,5 por tonelada

Na comparação com abril de 2025:

  • Alta de 184,6% no valor médio diário
  • Crescimento de 205,4% no volume médio diário
  • Queda de 6,8% no preço médio
Dólar mais baixo limita competitividade externa

Apesar do avanço nos embarques, o câmbio mais valorizado do real frente ao dólar tem reduzido a atratividade do milho brasileiro no mercado internacional, especialmente nos portos.

Leia mais:  Perspectivas globais impulsionam alta nos preços dos óleos vegetais

Esse fator, aliado à expectativa da safrinha, contribui para um mercado mais travado no curto prazo.

O mercado de milho no Brasil segue em compasso de espera, com preços estáveis e decisões pautadas principalmente pelas condições climáticas da safrinha. Ao mesmo tempo, o cenário cambial e o ritmo das exportações continuam sendo fatores-chave para a formação de preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana