Várzea Grande
Prefeita participa, pela primeira vez, da posse de líder comunitário em Várzea Grande
Publicado
7 de setembro de 2025, 10:59
O bairro Carrapicho viveu neste sábado (6), um momento inédito e histórico. Pela primeira vez na história de Várzea Grande, um prefeito compareceu à posse de um líder comunitário. A prefeita Flávia Moretti fez questão de prestigiar a recondução do pastor Agenor Sales da Silva, conhecido como Júnior Carrapicho, à presidência da associação de moradores. A cerimônia ocorreu na própria residência do líder, em clima de emoção e reconhecimento da importância do trabalho de base na transformação social.
Com quase duas décadas de atuação no Carrapicho, Júnior relembrou as dificuldades enfrentadas no passado, quando o bairro era marcado por lama, alagamentos e falta de infraestrutura. “Quando cheguei aqui, em 2005, o Carrapicho era só lama e bairro. Tivemos momentos difíceis, mas graças ao esforço dos moradores e à união da comunidade, avançamos. Hoje volto à presidência com a responsabilidade de continuar essa luta, levando qualidade de vida para todos”, afirmou, ressaltando também o papel de Deus e da fé em sua caminhada.
A prefeita destacou a singularidade da ocasião e reforçou o compromisso da atual gestão com os bairros da cidade. “Nunca antes um prefeito esteve presente em uma posse de presidente comunitário. Estou aqui porque acredito que a mudança se constrói junto com os líderes comunitários, com as mulheres que são força nessa luta e com cada cidadão que sonha com um futuro melhor. Vamos destravar obras de urbanização para o Carrapicho, como o asfalto, como destravamos obras paradas de creches, como a do Nova Esperança, e vamos entregar mais dez novas unidades. Nosso compromisso é reescrever a história de Várzea Grande, planejando o presente e sem olhar para trás”, afirmou.
Lideranças comunitárias de várias entidades também marcaram presença. Walter Arruda, presidente da FAMAB e vice-presidente nacional da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), ressaltou a força do movimento social. “Cada vez que um líder assume uma associação, é uma comunidade inteira que passa a estar resguardada pelas asas da federação. A luta não pode parar. Estaremos juntos com o Júnior, buscando projetos e recursos para trazer ao Carrapicho a tão sonhada qualidade de vida”, disse.
Para Rodrigo Oliveira, vice-presidente da UNAMGECREI, a escolha de Júnior representa a continuidade de um trabalho sólido. “Ele sempre foi um líder nato, voltado para o social, para a saúde e para as melhorias de infraestrutura. Um homem que conhece de perto a comunidade e nunca virou as costas para o bairro. Sua volta fortalece todo o Grande Cristo Rei”, avaliou.
Na mesma linha, Ademílcio de Oliveira, secretário-geral da entidade, destacou o espírito voluntário do presidente empossado. “O Júnior é um líder que abre as portas de casa, doa o tempo e não mede esforços para atender sua comunidade. É exemplo de dedicação, alguém que não busca lucro, mas sim resultados para o bairro”, frisou.
A posse de Júnior Carrapicho, portanto, extrapola a formalidade de um ato comunitário. Simboliza a valorização das lideranças populares e o fortalecimento do diálogo entre prefeitura, associações de bairro e sociedade civil organizada. Para os moradores, a presença inédita da prefeita representou não apenas reconhecimento, mas também esperança de que os investimentos anunciados se transformem em melhorias concretas. E para Júnior, a certeza de que a luta continua, agora com mais aliados ao lado da comunidade.
Várzea Grande
Prefeita apoia moradores de área com risco de despejo em Várzea Grande
Publicado
7 de maio de 2026, 13:00
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), participou, no início da noite desta quarta-feira (6), de uma reunião com moradores do bairro Princesinha do Sol para discutir a situação de cerca de 700 famílias que vivem na área e enfrentam uma ação de reintegração de posse, com prazo judicial de 60 dias para desocupação.
O encontro foi convocado pela presidente da comunidade, Diva Barão, após os moradores serem surpreendidos pela decisão judicial envolvendo a área, ocupada há mais de 20 anos. Também participaram da reunião o procurador-geral do município, Maurício Magalhães, a secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, a chefe de gabinete, Ana Helena, e o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos.
Durante a reunião, a prefeita reafirmou o posicionamento da gestão municipal em defesa das famílias e informou que determinou ao procurador-geral que o Município se manifeste no processo como terceiro interessado.
“Não vamos deixar essas famílias desamparadas. Pedi ao procurador Maurício Magalhães que o Município se manifeste no processo para defender a permanência dos moradores e buscar uma solução legal e justa para todos”, afirmou Flávia Moretti.
A prefeita destacou ainda que o bairro Princesinha do Sol já estava incluído, desde 2025, no projeto de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), formalizado neste ano pelo município. Segundo ela, além da discussão sobre eventual indenização ao suposto proprietário da área, também é necessário considerar os investimentos públicos já existentes ou previstos para a região.
“Dentro do processo de Reurb, também é preciso considerar a indenização das áreas destinadas a equipamentos públicos, como escola, posto de saúde e demais estruturas essenciais para atender a população”, pontuou.
O procurador-geral do município, Maurício Magalhães, explicou os aspectos técnicos da ação judicial e ressaltou que a Prefeitura não havia sido intimada oficialmente até o momento.
“O Município nunca foi intimado nesta ação. Agora, vamos acompanhar o caso de perto e recorrer dentro das possibilidades legais para garantir os direitos da comunidade”, declarou.
Conforme informado durante a reunião, o advogado dos moradores conseguiu na Justiça a suspensão temporária da ordem de desocupação.
A presidente da comunidade, Diva Barão, destacou a mobilização dos moradores em busca de apoio jurídico e institucional diante da insegurança enfrentada pelas famílias.
“Os moradores ficaram assustados com a notícia de que teriam apenas 60 dias para sair daqui. São famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas vivendo aqui há décadas. A presença da prefeita e a entrada do Município no processo como terceiro interessado são muito importantes para nossa comunidade”, afirmou.
A prefeita garantiu que continuará acompanhando o caso de perto, participando das reuniões e prestando apoio aos moradores, dentro dos limites legais, para a construção de uma solução para o conflito fundiário.
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