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MMA disponibiliza consulta pública sobre o Plano Nacional de Arborização Urbana

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou, nesta quarta-feira (10/9), a abertura da consulta pública sobre o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU). A estratégia prioriza a expansão da cobertura vegetal nas áreas urbanas, com fortalecimento da biodiversidade, dos serviços ecossistêmicos, do combate à emergência climática e da melhoria da qualidade de vida da população. As contribuições deverão ser feitas até 30 de setembro pela plataforma Brasil Participativo.

O lançamento ocorreu na abertura do evento “A governança climática que o Brasil precisa”, realizado em Brasília, com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Quase 88% da população brasileira reside em áreas urbanas, segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE. O dado corresponde a um total de 203,1 milhões de pessoas.

Nesse contexto, o plano reforça as ações desenvolvidas pelo governo federal para enfrentar, de forma efetiva, questões como a degradação ambiental, a impermeabilização do solo e os impactos crescentes da mudança do clima, como calor extremo, um dos principais fatores de impacto à saúde e ao aumento da mortalidade nas áreas urbanas, explicou o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf. “O plano é um dos principais instrumentos de adaptação e resiliência para as cidades enfrentarem eventos extremos, como o calor ou outros impactos relacionados à mudança climática”, afirmou. “A iniciativa foi construída com oficinas participativas em todos os biomas, com uma ampla participação dos governos subnacionais”, acrescentou.

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O PlaNau abrange diretrizes de planejamento e monitoramento, estruturação da cadeia produtiva, expansão e manutenção da arborização urbana, financiamento, pesquisa, capacitação e educação ambiental, e fortalecimento institucional e participação social. A elaboração é realizada no âmbito do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), coordenado pelo MMA, em conjunto com os Ministérios das Cidades e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Construção coletiva
Antes da consulta pública, o PlaNAU passou por um processo de construção coletiva que reuniu gestores e técnicos municipais e estaduais, representantes da sociedade civil, da academia e do setor privado em oficinas presenciais promovidas nas cinco regiões do país, de junho a julho deste ano. Houve também outros três encontros virtuais, de março a agosto de 2025. Ao todo, a ação mobilizou mais de 650 pessoas e teve quase 5 mil visualizações.

Em outra frente, a elaboração participativa recebeu mais 454 manifestações, entre março e julho deste ano, pela plataforma ReDUS. As contribuições foram sistematizadas em um documento preliminar do plano, que agora é disponibilizado para consulta pública.

Uma nova análise das propostas será realizada após o encerramento do prazo de participação social. A versão final do plano será apresentada em ações da COP30, em novembro.

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A Universidade Federal do Alagoas (Ufal) e o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade apoiam o MMA na iniciativa. Também apoiam tecnicamente o INESC P&D, Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), Fórum de Secretários(as) de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras (CB27), Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma), Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Federal de Biologia (CFBio), Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP).

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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