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Diálogo entre agricultura e apicultura fortalece produtividade e sustentabilidade no campo

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Em um cenário global que exige maior eficiência e sustentabilidade na produção de alimentos, a cooperação entre agricultura e apicultura surge como um dos pilares para unir produtividade e conservação ambiental. Mais do que coexistirem no mesmo espaço, agricultores e apicultores precisam atuar de forma integrada, e o diálogo é o principal caminho para essa convivência harmônica.

Segundo Isabela Rivato, bióloga e analista de Uso Correto e Seguro do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a comunicação entre os setores é indispensável para garantir resultados produtivos e preservar a saúde das abelhas.

Polinização é aliada da agricultura e garante lavouras mais produtivas

A polinização desempenha papel essencial no desenvolvimento de frutos, sementes e grãos, impactando diretamente a produtividade agrícola. As abelhas, principais agentes desse processo, também se beneficiam das lavouras, encontrando alimento e abrigo nas áreas cultivadas.

Essa relação de interdependência reforça a necessidade de planejamento conjunto. Quando há diálogo entre agricultores e apicultores, ambos podem alinhar práticas de manejo, assegurando boas colheitas e a saúde das colmeias.

Comunicação e planejamento reduzem riscos no manejo agrícola

Pequenas atitudes fazem grande diferença no campo. A simples troca de informações sobre o período de aplicação de defensivos agrícolas permite que apicultores adotem medidas de proteção às colmeias.

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Da mesma forma, compartilhar a localização dos apiários ajuda agricultores a planejar o manejo de forma mais segura e responsável. Essas ações, baseadas na cooperação e responsabilidade mútua, reduzem riscos, fortalecem a confiança e promovem uma convivência produtiva e sustentável.

Sustentabilidade no campo depende de equilíbrio e boas práticas

A convivência equilibrada entre agricultura e apicultura é uma das bases para o futuro sustentável do agronegócio. A polinização natural não apenas aumenta a produtividade das lavouras, mas também melhora a qualidade dos alimentos, influenciando tamanho, uniformidade e valor comercial das safras.

Por outro lado, práticas agrícolas responsáveis — como o respeito aos horários de aplicação de defensivos, a preservação de áreas verdes e o uso de fontes de água limpa — criam condições favoráveis à sobrevivência das abelhas. Essa reciprocidade mostra que produção e conservação podem caminhar juntas, sustentando um mesmo ecossistema produtivo.

Cooperação e diálogo: pilares da convivência produtiva

Fortalecer a conexão entre agricultores e apicultores é fundamental para reduzir conflitos, aprimorar resultados e promover a sustentabilidade. A comunicação constante no campo se torna, além de uma prática de boa convivência, uma ferramenta de gestão eficiente e um componente essencial da sustentabilidade.

“A cooperação é a base das boas práticas agrícolas e da harmonia entre as atividades produtivas”, reforça Isabela Rivato, destacando que ambos os setores compartilham o mesmo objetivo: produzir de forma sustentável.

Ferramentas que aproximam agricultura e apicultura

Como parte desse compromisso com o uso responsável e seguro de defensivos agrícolas, o Sindiveg desenvolveu diversas ferramentas de apoio voltadas à convivência produtiva no campo.

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Entre elas, destaca-se o Programa Colmeia Viva, criado para fortalecer a comunicação entre agricultores e apicultores. Por meio do Colmeia Viva App, produtores podem informar sobre aplicações nas lavouras, enquanto apicultores recebem alertas e orientações para proteger suas colmeias.

O programa também oferece o canal de atendimento 0800 771 8000, com suporte técnico especializado em todo o país, além da Plataforma de Treinamentos Online, que disponibiliza cursos gratuitos sobre boas práticas agrícolas e convivência sustentável entre agricultura e apicultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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