O Governo de Mato Grosso entregou nesta sexta-feira (12.9) as obras de reforma e ampliação realizadas no campus de Sinop da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Para a reitora da instituição, Vera Maquêa, os investimentos demonstram que o Governo do Estado acredita no futuro dos mato-grossenses.
“Nós tivemos um grande investimento do Governo de Estado na nossa universidade, como nunca vimos antes. E isso não é só sobre o recurso, é o Estado que tem olhado para as pessoas que vivem nessa região, acreditado nas pessoas e dito que aqui é um lugar que tem qualidade de vida”, afirmou a reitora.
A entrega das reformas faz parte das solenidades pelos 35 anos da instituição em Sinop. No município, a universidade conta com duas unidades, Aquarela e Imperial, que possuem mais de 2.750 alunos matriculados em 11 cursos de graduação, seis cursos de mestrado e um de doutorado.
Além das reformas dos prédios existentes, o Governo também construiu o Centro Experimental e Tecnológico, que abriga os blocos de laboratórios e da pós-graduação. Ao todo, o investimento para as melhorias foi de R$ 14,5 milhões.
O governador Mauro Mendes ressaltou que o investimento representa a boa gestão fiscal do Estado e a boa aplicação dos recursos públicos.
“Eu tenho muito orgulho do nosso Mato Grosso, de tudo que todos nós estamos fazendo. Eu não faria nada se a população que trabalha aqui, que empreende, não pagasse impostos para que o governo possa fazer o que precisa ser feito”, afirmou.
Ainda em Sinop, o governador Mauro Mendes também participou do lançamento da pedra fundamental da usina de etanol de milho Evermat, que está em construção no município. A biorrefinaria é formada por 36 famílias produtoras da região e gera mais desenvolvimento econômico para as cidades do entorno.
“Essa obra mostra a capacidade empreendedora dessa região. Estamos muito orgulhosos de ver esse espetáculo acontecendo, mais uma indústria de transformação que gera emprego qualificado, traz tecnologia e ainda mais desenvolvimento para a região de Sinop”, avaliou o governador.
O vice-governador Otaviano Pivetta, que também é produtor agropecuário, ressaltou que a biorrefinaria agrega valor à produção mato-grossense e gera mais desenvolvimento com a abertura de novas oportunidades de trabalho e negócios.
“Eu sei muito bem o sentimento do empreendedor quando sai de um segmento da economia do ciclo primário, de plantar, cultivar e colher, e vai para a agroindústria”, destacou.
A expectativa da Evermat é que a indústria entre em funcionamento já no primeiro trimestre de 2026, com a produção de etanol, óleo vegetal e outros derivados.
A caminho de Sorriso, Mauro Mendes ainda vistoriou os trabalhos de duplicação de um trecho de 54,2 km da BR-163, entre os municípios, e ressaltou que as obras estão em ritmo acelerado.
“Essa é a maior obra de infraestrutura hoje que está sendo realizada no Brasil. Tenho orgulho muito grande de falar isso porque é uma obra espetacular, que vai trazer segurança, qualidade de vida, conforto, vai salvar muitas vidas e trazer mais desenvolvimento para toda a região do Norte e Médio Norte de Mato Grosso”, afirmou.
Solenidade
Participaram das agendas em Sinop a senadora Margareth Buzetti, o presidente da Evermat, Thiago Stefanello, o deputado federal José Medeiros, o deputado estadual e Carlos Avallone, o presidente da MT Par, Wener Santos, e o prefeito de Sinop, Roberto Dorner.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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