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Brasil avança na construção de diretrizes nacionais para regeneração natural assistida

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Entre os dias 2 e 4 de setembro, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), promoveu a oficina virtual “Regeneração Natural Assistida no Brasil”. O encontro reuniu cerca de 50 representantes de organizações da sociedade civil, órgãos governamentais e instituições acadêmicas para subsidiar a construção de uma resolução da Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg).  

O documento irá estabelecer diretrizes nacionais para a implementação da regeneração natural assistida (RNA), considerada uma das estratégias mais promissoras para a restauração florestal no país 

O debate foi realizado em parceria com o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), com apoio do Fundo Bezos Earth. 

Conteúdo da oficina 

Entre os assuntos debatidos, estiveram o marco legal da RNA, conceitos e definições técnicas, diretrizes e diagnósticos sobre o tema, além do mapeamento do potencial de implementação no Brasil. Os participantes também discutiram metodologias de monitoramento da regeneração natural e a proposta de estruturação de uma estratégia nacional de RNA. 

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Foram ainda apresentadas análises sobre as condições ecológicas e socioeconômicas locais que podem garantir a efetividade da regeneração natural, trazendo benefícios ambientais e sociais relacionais, como conservação da biodiversidade, mitigação da crise climática e geração de renda em territórios rurais. 

Importância estratégica 

A oficina destacou que o Brasil dispõe de milhões de hectares aptos à regeneração natural, capazes de contribuir de forma decisiva para o alcance das metas nacionais de restauração e para compromissos internacionais assumidos pelo país no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica e do Acordo de Paris. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil avança na OMC em negociações sanitárias para abertura de mercados

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O Brasil obteve avanços nas negociações sanitárias e fitossanitárias para a abertura e ampliação de mercados durante a 95ª reunião do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada entre os dias 22 e 26 de junho, em Genebra, na Suíça. A atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) incluiu 17 reuniões bilaterais com países estratégicos para o agronegócio brasileiro, contribuindo para destravar negociações, atualizar certificados sanitários e fortalecer o comércio internacional de produtos agropecuários.

A delegação brasileira foi composta pela adida agrícola do Brasil junto à OMC, Andréa Moura; pelo coordenador de Temas Multilaterais da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, César Vandesteen; pelo auditor fiscal federal agropecuário Bernardo Todeschini; e pelos diplomatas do MRE que atuam na OMC, Diego Fernandes Alfieri e Paulo Henrique Moraes Tapajós.

No âmbito do Comitê SPS, o Brasil tratou diretamente com parceiros comerciais de temas que impactam o acesso de produtos agropecuários aos mercados internacionais. As reuniões bilaterais tiveram como foco o avanço de negociações sanitárias pendentes, a ampliação de mercados, a atualização de certificados sanitários internacionais e a defesa dos interesses do agronegócio brasileiro.

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Entre os principais resultados, a Ucrânia sinalizou a possibilidade de realizar, ainda em setembro deste ano, uma auditoria no sistema brasileiro de inspeção. A medida representa uma etapa importante para a retomada das exportações brasileiras de carne suína ao país europeu, suspensas desde 2018.

Também houve avanços nas tratativas com o Canadá, que confirmou a realização de uma auditoria no início de outubro para o reconhecimento da regionalização brasileira para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle. A iniciativa permitirá dar continuidade às negociações para a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais aplicáveis às exportações brasileiras de carne de aves, processo conduzido pelo Brasil desde 2023.

Ao longo da semana, também foram discutidas 13 Preocupações Comerciais Específicas (PCEs), instrumento utilizado pelos membros da OMC para buscar esclarecimentos sobre medidas sanitárias e fitossanitárias que possam afetar o comércio internacional. Aproximadamente metade das PCEs é solucionada em até dois anos. Por privilegiar o diálogo técnico entre os países-membros, o mecanismo consolidou-se como uma importante ferramenta para prevenir disputas comerciais, apoiar a abertura de mercados e defender os interesses do agronegócio brasileiro.

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Sobre o Comitê SPS

O Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) é o principal foro internacional para discutir medidas sanitárias e fitossanitárias que afetam o comércio de produtos agropecuários. Seu objetivo é assegurar que as medidas adotadas para proteger a saúde humana, animal e vegetal sejam fundamentadas em critérios científicos e não constituam barreiras injustificadas ao comércio internacional.

O Brasil mantém atuação ativa no Comitê SPS e atualmente é o segundo país que mais apresenta notificações ao colegiado, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa atuação contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica das regras aplicadas ao comércio internacional de produtos agropecuários.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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