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Safra de trigo 2024/25 tem colheita acelerada, queda na produção e pressão do dólar sobre preços internos

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Colheita avança no Paraná e pressiona cotações

O mercado de trigo no Brasil enfrenta desvalorização dos preços diante do avanço da colheita da safra 2024/25, sobretudo no Paraná. De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), vendedores têm se mostrado mais ativos no mercado spot, enquanto compradores seguem retraídos, abastecidos com trigo importado adquirido nos últimos meses.

A queda do dólar frente ao real também contribuiu para tornar o produto argentino mais competitivo, ampliando a pressão sobre o cereal nacional.

Produção nacional tem menor volume desde 2020

Dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), apontam que a produção brasileira de trigo deve alcançar 7,53 milhões de toneladas, o menor patamar desde 2020. O volume representa queda de 4,5% em relação à safra de 2024 e recuo de 3,5% frente ao levantamento de agosto.

A redução está ligada principalmente à diminuição da área cultivada, que soma 2,45 milhões de hectares – queda de 19,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar do leve aumento de 0,3% na produtividade média, estimada em 3,07 t/ha, o avanço não foi suficiente para compensar a retração da área plantada.

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Do ponto de vista do desenvolvimento, quase metade das lavouras ainda está em fase vegetativa, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já no Paraná, a colheita foi iniciada, enquanto Goiás e Minas Gerais estão próximos de concluir os trabalhos. Em Mato Grosso do Sul, mais da metade da área já foi colhida.

Trigo gaúcho perde competitividade frente ao importado

No Sul do Brasil, a pressão do câmbio e a concorrência com o trigo argentino têm limitado a recuperação das cotações. Segundo análise da TF Agroeconômica, a exportação poderia ser uma alternativa para reduzir a oferta no mercado interno e sustentar os preços, mas os custos logísticos inviabilizam os embarques.

O trigo argentino ofertado para dezembro está em US$ 220 por tonelada, equivalente a cerca de R$ 60 por saca no interior do Rio Grande do Sul. Esse valor torna as exportações pouco atrativas e mantém os preços internos próximos de R$ 1.380 FOB para a safra velha, enquanto compradores ofertam R$ 1.250 para retirada em setembro e pagamento em outubro.

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Santa Catarina tem negócios lentos e preços estáveis

Em Santa Catarina, o mercado segue sem ofertas consistentes de trigo local, prevalecendo a presença do produto gaúcho. As indicações giram entre R$ 1.150 e R$ 1.200 por tonelada, mas sem registros relevantes de negócios.

Nos preços pagos diretamente ao produtor, houve variação regional: Canoinhas subiu para R$ 75,67/saca, Joaçaba manteve R$ 74,50/saca, e Xanxerê registrou queda para R$ 75,00/saca. Em outras regiões, como Chapecó, Rio do Sul e São Miguel do Oeste, as cotações seguem estáveis há semanas.

Paraná enfrenta concorrência paraguaia e argentina

Além da pressão cambial, o Paraná enfrenta forte competição do trigo importado. Moinhos iniciaram a semana com indicações de R$ 1.350 CIF para o trigo local, mas os negócios continuam limitados. Em Ponta Grossa, compradores chegaram a oferecer R$ 1.400 CIF para entrega em outubro.

Na mesma região, circulam ofertas de trigo paraguaio e argentino entre US$ 250 e US$ 269 CIF, reforçando o cenário de concorrência acirrada e ampliando os desafios para os produtores brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Banco do Brasil amplia atuação no Desenrola Rural e reforça apoio financeiro à agricultura familiar

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O Banco do Brasil reforçou sua participação no programa Desenrola Rural, iniciativa do Governo Federal voltada à regularização de dívidas da agricultura familiar e à ampliação do acesso ao crédito rural. A nova etapa do programa já está disponível e permitirá renegociações e liquidações de débitos até 20 de dezembro de 2026.

A ação prevê descontos expressivos, ampliação de prazos para pagamento e condições especiais para agricultores familiares enquadrados nas regras do programa.

Desenrola Rural já renegociou mais de R$ 23 bilhões

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares em todo o país.

Segundo dados do Governo Federal, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados desde o lançamento do programa. A expectativa agora é alcançar mais 800 mil produtores rurais, superando a marca de 1,3 milhão de beneficiados.

Além da regularização financeira, a iniciativa busca fortalecer as cadeias produtivas da agricultura familiar, promovendo geração de renda, segurança alimentar e manutenção da atividade econômica no campo.

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Banco do Brasil oferece condições especiais para renegociação

Como principal parceiro financeiro da agricultura familiar brasileira, o Banco do Brasil disponibilizou condições diferenciadas para liquidação e renegociação de débitos.

Entre os principais benefícios previstos no programa estão:

  • Descontos de até 80% para operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO);
  • Descontos de até 70% para débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU);
  • Condições especiais para operações ligadas ao Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA);
  • Ampliação de prazos e facilidades de negociação conforme a política de crédito do banco.

Também podem renegociar dívidas produtores com operações do Pronaf contratadas entre 2012 e 2022 com recursos do FCO e parcelas contabilizadas em prejuízo até maio de 2026.

Agricultores podem renegociar dívidas por canais digitais

Os produtores rurais podem buscar atendimento diretamente nas agências do Banco do Brasil ou utilizar os canais digitais da instituição.

As renegociações estão disponíveis pelo aplicativo BB, internet banking e também via WhatsApp oficial do banco.

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Os agricultores familiares com débitos inscritos na Dívida Ativa da União deverão realizar a negociação diretamente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, por meio da plataforma oficial Regularize.

Já os beneficiários com dívidas relacionadas ao Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária devem procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

Programa também amplia acesso ao crédito rural

Além da renegociação de passivos, o Desenrola Rural busca ampliar o acesso a novos financiamentos para agricultores familiares.

O programa contempla linhas do Pronaf A, A/C e B com recursos do Tesouro Nacional e do FCO, permitindo crédito para produtores com dívidas enquadráveis no programa ou inscritos em cadastros privados de crédito, desde que o valor total dos débitos não ultrapasse R$ 20 mil.

A iniciativa é considerada estratégica para fortalecer a recuperação financeira dos pequenos produtores e estimular novos investimentos na agricultura familiar brasileira.

Banco do Brasil – Desenrola Rural

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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