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MPor realiza Market Sounding da Hidrovia do Rio Paraguai para atrair investidores

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) promoveram nesta segunda-feira (15), na sede do ministério, o Market Sounding da Concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, incluindo o Canal do Tamengo, entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa. Essa modalidade de consulta visa promover rodadas de conversas com investidores e especialistas para avaliar o interesse do mercado e reunir sugestões sobre projetos em estudo.

O encontro com potenciais investidores apresentou o projeto da primeira concessão hidroviária interior do país e colheu sugestões técnicas e econômicas que serão analisadas para que o projeto de concessão seja aprimorado.

“É um momento importante de escuta que vai nos permitir aprimorar a proposta de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, minimizando entraves jurídicos e tornando o processo mais ágil”, afirmou o secretário-executivo do MPor, Tomé Franca.

O formato do evento foi one-on-one, permitindo reuniões individuais entre participantes, diretores e secretários do ministério. “As sugestões foram coletadas e agora serão analisadas criteriosamente por nosso corpo técnico em parceria com a Secretaria Especial de Programas de Parcerias de Investimentos e Agência Nacional de Transportes Aquaviários”, concluiu.

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“O Market Sounding é estratégico para ouvir o mercado, fortalecer políticas públicas de transporte sustentável, ampliar a integração logística e garantir maior eficiência na navegação interior”, destacou o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes.

A diretora de programas do MPor, Helena Venceslau reforçou que “a iniciativa também contribui para a modernização da logística nacional e a atração de investimentos privados, fortalecendo o desenvolvimento regional e a competitividade do agronegócio”.

Também estiveram presentes representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Modernização e integração
A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai integra o Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, e tem como objetivo modernizar a navegação interior, fortalecer a logística sustentável e promover a integração entre os modais rodoviário, ferroviário e aquaviário.

O projeto prevê dragagem, sinalização náutica, monitoramento hidrográfico, gestão de tráfego e operações ambientais, garantindo navegação segura durante todo o ano, com calado operacional de 3 metros em períodos de cheia e 2 metros na estiagem. Está previsto um investimento inicial de R$ 43 milhões nos cinco primeiros anos, chegando a R$ 311 milhões ao longo da vigência da concessão.

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A próxima etapa do projeto será a consolidação dos estudos finais, submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). Após a aprovação, o edital da concessão será publicado e o leilão poderá ser realizado.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Semana do Trabalhador e da Trabalhadora mostra a força da economia solidária

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Do artesanato ao hortifrúti, quem passou pela Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na Esplanada dos Ministérios entre os dias 4 e 8 de maio, pôde conferir esses e muitos outros produtos expostos e comercializados na feira promovida pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Ao todo, foram 30 estandes que reuniram mais de 50 empreendimentos de economia solidária do Distrito Federal e do Entorno. Entre eles, estava a banca do José Roberto Machado, que atua no ramo da agricultura familiar e é conhecido como Zé do Coco, apelido que ganhou por ter sido um dos fundadores da Cooperativa de Coco do DF. A iniciativa recicla e dá nova utilidade às cascas de coco, que são transformadas em vasos, tapetes, estofamentos para carros, adubos e diversos outros produtos.

Na Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, a equipe de Zé, composta majoritariamente por assentados e agricultores familiares, expôs produtos produzidos de forma artesanal. “Aqui nós temos produtos caseiros, como flocão, café orgânico e broa de milho”, destacou. O feirante ressaltou a importância da economia solidária e da agricultura familiar para a preservação ambiental e para a produção de alimentos saudáveis.

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Já o artesão Alex Magno, que trabalha com placas e imãs personalizados, destacou a possibilidade de alcançar diferentes públicos do Distrito Federal. “Aqui você tem um público muito diversificado, amplo. Isso permite expor o seu produto para uma variedade muito grande de pessoas”, ressaltou.

Economia solidária

A economia solidária é um modelo econômico baseado na cooperação, na autogestão e na solidariedade entre os participantes. Reúne práticas que envolvem produção, distribuição e consumo, priorizando o ser humano e o meio ambiente em detrimento do lucro individual.

Para a coordenadora de Monitoramento e Avaliação do Departamento de Parcerias e Fomento da Senaes, Claudia Machado, o modelo aponta para a construção de uma alternativa mais inclusiva. “A Economia Solidária tem esse olhar de um outro mundo possível, tem essa lógica de um universo de inclusão, com geração de trabalho e renda”, afirma.

Para a educadora aposentada Adenilce Maria, que expôs produtos ligados à cultura afro, a economia solidária é uma forma mais coletiva e humana de organizar o trabalho. “Quanto mais juntos, quanto mais próximos nós estamos, melhor nós produzimos, melhor nos compreendemos e nos aceitamos. Na economia solidária, todas somos donas dos nossos trabalhos e das nossas rendas. Compartilhamos tristezas, alegrias, gostos, vendas e produção”, destacou.

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Sobre a Semana do Trabalhador e da Trabalhadora

A Semana do Trabalhador e da Trabalhadora é uma iniciativa do MTE que integra as celebrações do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. O evento ocorre entre os dias 4 e 8 de maio, no estacionamento do Bloco F, na Esplanada dos Ministérios. O objetivo é promover uma programação especial voltada à valorização do trabalho e à ampliação do acesso a serviços públicos.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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