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Cooperação entre MPor e TCU garante avanço de grandes obras de infraestrutura no Brasil

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O Brasil vive um período de intensa atividade em projetos de infraestrutura, com leilões e concessões em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país e o crescimento da economia. Esses empreendimentos, que têm grande impacto para a população e exigem investimentos do Estado e da iniciativa privada, são avaliados por diferentes setores do governo. No setor de portos, aeroportos e hidrovias, o MPor é o principal responsável pelas políticas públicas e atua em estreita parceria com outras instituições. O TCU é um parceiro crucial, pois assegura a legalidade, a eficiência e a transparência dos projetos.

Um exemplo recente dessa colaboração foi o leilão de concessão das obras do Túnel Santos-Guarujá, um projeto bilionário que o governo federal dividiu com o estado de São Paulo. O empreendimento, aguardado há 100 anos, despertou interesse de grandes empresas pela sua engenhosidade. Afinal, construir um túnel que terá parte de sua estrutura imersa não é para qualquer um. O projeto foi apresentado, os valores foram anunciados, uma consulta pública ouviu a população e o leilão para concessão foi marcado.

A atuação do Ministério para que o projeto saísse do papel e a avaliação do TCU para garantir a integridade do processo foram fundamentais para que o tão aguardado túnel se tornasse realidade.

Segundo a Consultora Jurídica do MPor, Camilla Soares, a participação do TCU decorre de uma norma do próprio Tribunal, que estabelece a obrigatoriedade de fiscalizar os processos de desestatização federal. “É papel do Ministério definir as políticas públicas nos setores de aviação, hidrovias e portos, pois é a pasta que detém a titularidade dos ativos, e ela é a responsável pela decisão de concedê-los. Mas tanto os contratos de arrendamento quanto os de concessão devem passar pela fiscalização do TCU”, explica.

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O ministro Silvio Costa Filho afirma que o Brasil vive hoje o melhor momento de sua história para concessões, com uma carteira robusta de projetos. “Somente em 2024, foram mais de R$ 200 bilhões contratados em investimentos via concessão. Esse interesse em investir no Brasil se deve à segurança jurídica, à clareza nas regras e ao forte diálogo com instituições como o TCU”, afirmou o ministro.

Segurança e transparência
O papel do MPor é identificar as necessidades de infraestrutura, realizar estudos técnicos e assegurar a segurança jurídica, a viabilidade econômica, a eficiência logística e a sustentabilidade dos projetos. Após os estudos, os resultados são submetidos à consulta social, garantindo transparência às decisões. Para o MPor, a participação social não é apenas uma obrigação legal, mas um componente estratégico que permite às comunidades influenciarem e aprimorarem a modelagem dos projetos antes dos leilões.

Já a função do TCU, como órgão de controle externo, é acompanhar e garantir que os projetos tenham viabilidade técnica e que o dinheiro público seja aplicado corretamente. O Tribunal deve emitir pronunciamento quanto à legalidade, legitimidade e economicidade dos atos fiscalizados. O aval do TCU garante mais segurança para investidores privados ao participarem de concessões e parcerias público-privadas (PPP).

Durante o processo de análise, o MPor pode ser acionado para prestar esclarecimentos ou realizar ajustes nos projetos, garantindo que todas as exigências técnicas e legais sejam cumpridas antes da autorização final. Essa cooperação contínua fortalece os projetos e dá mais garantia de que o serviço público será efetivamente entregue com qualidade à população.

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“A garantia é de projetos viáveis, bem estruturados e de que a prestação do serviço chegará a quem precisa. São vários olhares que se juntam para aprimorar o modelo que vai oferecer o melhor serviço para o usuário”, destacou Camilla Soares.

Atualmente, o Tribunal de Contas da União analisa projetos de grande importância para o setor. Dentre eles, a hidrovia do Rio Paraguai, a primeira do Brasil a ser concedida à iniciativa privada, o que representa um marco regulatório e logístico para o país. Também estão sob análise a concessão do terminal de contêineres Tecon Santos 10, do Porto de Santos (SP), e o canal de acesso ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

Todos esses projetos representam avanços logísticos significativos para o Brasil e são fundamentais para o desenvolvimento das regiões e para escoamento da produção nacional. “Um país com infraestrutura de transporte sólida apresenta custos logísticos reduzidos, impactando positivamente o comércio e a economia, através da diminuição do chamado ‘Custo Brasil’. Projetos de infraestrutura bem estruturados promovem o desenvolvimento econômico, refletindo na melhoria da qualidade de vida da população, com acesso mais equitativo a bens e a serviços essenciais”, ressaltou Camilla Soares.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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5º Relatório de Transparência Salarial aponta crescimento de 11% de mulheres no mercado de trabalho

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O 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado hoje, aponta que as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. Apesar de a desigualdade salarial não ter apresentado redução em relação ao relatório divulgado em 2023 (primeiro ano de vigência da legislação), a participação feminina cresceu 11% no mercado de trabalho, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas.

Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, o salário médio é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.

O estudo mostra aumento da presença feminina no mercado de trabalho. O número de mulheres empregadas cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões — um acréscimo de 800 mil trabalhadoras. Entre mulheres negras (pretas e pardas), o crescimento foi de 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o que representa mais 1 milhão de ocupadas.

Também houve aumento no número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras, que chegou a 21.759, crescimento de 3,6% em relação a 2023.

A massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, para alcançar participação equivalente à presença feminina no emprego (41,4%), seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos. “Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, ressalta a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.

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Apesar dos avanços no emprego, a desigualdade salarial aumentou levemente; do ponto de vista estatístico, trata-se de estabilidade. Em 2023, as mulheres recebiam 13,7% a menos no salário mediano de contratação; agora, a diferença é de 14,3%. No rendimento médio, a diferença passou de 20,7% para 21,3%.

Por outro lado, cresceu o número de estabelecimentos com menor desigualdade. Aqueles com até 5% de diferença no salário mediano aumentaram 3,8%, chegando a cerca de 30 mil. Já os com até 5% de diferença no rendimento médio cresceram 4,3%, totalizando 17,4 mil.

O relatório também aponta avanços em políticas internas das empresas entre 2023 e 2025. Houve aumento na oferta de jornada flexível (de 40,6% para 53,9%) e de auxílio-creche (de 22,9% para 38,4%). Também cresceram as licenças-maternidade e paternidade estendidas (de 20% para 29,9%), além da adoção de planos de cargos e salários (de 55,5% para 66,8%) e de metas de produção (de 63,8% para 75,7%).

A proporção de empresas que afirmam promover mulheres também aumentou, passando de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

Por outro lado, houve crescimento na contratação de mulheres indígenas, de 8,2% em 2023 para 11,2% em 2025, e de mulheres vítimas de violência, de 5,5% para 10,5%. O levantamento indica que 7% dos estabelecimentos afirmam contratar mulheres em situação de violência, com maior concentração nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os setores com maiores parcelas de contratação são os serviços de alimentação (17,8%), as atividades de vigilância e segurança (16,2%), os serviços de reparação e manutenção de equipamentos (13,6%) e os serviços para edifícios e paisagismo (13,1%).

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Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

Sobre a Lei

A Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, reforça a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres, alterando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a promoção da transparência salarial, a fiscalização contra a discriminação, o estabelecimento de canais de denúncia, a implementação de programas de diversidade e inclusão e o apoio à capacitação de mulheres. A lei é uma iniciativa do governo federal, conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.

Acesse aqui os dados do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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