Educação

Lei denomina escolas indígenas, quilombolas e do campo

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Uma nova legislação, a Lei nº 15.215, de 18 de setembro de 2025, foi instituída nesta sexta-feira, 19 de setembro, para definir os procedimentos de nomeação de instituições públicas de ensino em territórios indígenas, quilombolas e do campo no Brasil. O documento alinha-se às Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação do Campo, Escolar Quilombola e Escolar Indígena do Conselho Nacional de Educação. 

A nova lei surge como uma reparação histórica para as comunidades quilombolas e os povos indígenas. Por décadas, a maioria dessas comunidades não teve a oportunidade de escolher os nomes de seus próprios espaços escolares. Em muitos casos, as escolas indígenas carregavam nomes que não se alinhavam com sua riqueza histórica e cultural. A Lei 15.215/2025 permitirá que eles substituam essas nomenclaturas, podendo utilizar nomes em suas próprias línguas e que representem suas memórias e tradições. 

Essa medida fortalece a identidade e a integração com o sistema educacional, possibilitando que sejam escolhidas figuras históricas que representam as comunidades. Um exemplo raro na realidade brasileira é a Escola Quilombola Professora Rosa Doralina Mendes, em Salgueiro, Pernambuco, que leva o nome de uma liderança local. No entanto, na mesma comunidade, ainda existem escolas com nomes de fazendeiros, exemplo que se repete por todo o Brasil. 

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A legislação também promove a valorização da cultura, da história e da memória coletiva, garantindo a participação social. Para as escolas quilombolas, a lei está alinhada à implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). Além disso, ela se baseia na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê a consulta e a participação de comunidades e lideranças em processos de tomada de decisão. 

A lei complementa a Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996, contribuindo para a valorização de suas memórias históricas e fortalecendo a identidade étnica e as línguas. A legislação ainda contribui para a institucionalização da Política Nacional de Educação Escolar Indígena, auxiliando na criação da categoria de escolas indígenas em Territórios Etnoeducacionais. 

Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. O público prioritário é formado por gestores, professores, funcionários e estudantes, ou seja, a Pneerq abrange toda a comunidade escolar. 

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Pneei-TEE – A Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (Pneei-TEE) tem como finalidade promover a organização e a oferta de qualidade da Educação Escolar Indígena multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, com respeito às especificidades e organizações etnoterritoriais dos povos indígenas. 

O objetivo geral da política relaciona-se a concretizar, na prática, a organização da Educação Escolar Indígena em Territórios Etnoeducacionais (TEEs), com a participação dos povos indígenas, observada sua territorialidade e respeitadas suas necessidades e especificidades sociais, históricas, culturais, ambientais e linguísticas, conforme orienta o Decreto 6.861/2009

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secadi   

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

UFCSPA leva informações de saúde a painéis digitais

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A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), passou a veicular conteúdos informativos sobre ciência e saúde em painéis digitais instalados em ruas de Porto Alegre e da Região Metropolitana, em mídia OOH (Out of Home). A iniciativa é realizada por meio de parceria institucional para a divulgação gratuita dos materiais produzidos pela universidade. 

Os vídeos, elaborados pela Assessoria de Comunicação Social da UFCSPA, têm dez segundos de duração e começaram a ser exibidos em 18 de agosto. Entre os temas abordados estão vacinação, combate ao tabagismo, intolerâncias alimentares, reforço da imunidade e primeiros socorros. 

A iniciativa de comunicação pública foi formalizada como ação de extensão e acordo de cooperação técnica. A empresa responsável pelos painéis disponibiliza os espaços de mídia exterior sem custos, enquanto a universidade produz os conteúdos. Não há repasse de recursos financeiros entre as partes. 

Conteúdos de saúde – A definição dos temas é realizada periodicamente pela equipe de comunicação da UFCSPA e validada com a vice-reitoria conjuntamente. A previsão é de que cinco novos temas sejam abordados a cada mês, em rotação contínua nos painéis. 

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Segundo a universidade, a iniciativa permite ampliar o acesso da população a conteúdos de ciência e saúde produzidos pela instituição. 

Pontos de exibição – Nesta fase inicial, os conteúdos estão distribuídos em 11 pontos da Região Metropolitana de Porto Alegre. 

Em Porto Alegre, os painéis estão localizados na Avenida Assis Brasil, Avenida Bento Gonçalves, Avenida Cacequi, Avenida Garibaldi, Rua Lucas de Oliveira, Avenida Pereira Franco, Avenida Protásio Alves e Rua Siqueira Campos. 

Em Canoas, há dois pontos na Avenida Getúlio Vargas, nos sentidos Novo Hamburgo e Porto Alegre. O material também é exibido na Avenida Júlio de Castilhos, em ponto indicado pela universidade como sentido Rodoviária. 

A parceria integra uma iniciativa de extensão da UFCSPA voltada à divulgação de conteúdos relacionados à ciência e à saúde para a população. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e UFSCPA 

Fonte: Ministério da Educação

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