Educação

UFCSPA leva informações de saúde a painéis digitais

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A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), passou a veicular conteúdos informativos sobre ciência e saúde em painéis digitais instalados em ruas de Porto Alegre e da Região Metropolitana, em mídia OOH (Out of Home). A iniciativa é realizada por meio de parceria institucional para a divulgação gratuita dos materiais produzidos pela universidade. 

Os vídeos, elaborados pela Assessoria de Comunicação Social da UFCSPA, têm dez segundos de duração e começaram a ser exibidos em 18 de agosto. Entre os temas abordados estão vacinação, combate ao tabagismo, intolerâncias alimentares, reforço da imunidade e primeiros socorros. 

A iniciativa de comunicação pública foi formalizada como ação de extensão e acordo de cooperação técnica. A empresa responsável pelos painéis disponibiliza os espaços de mídia exterior sem custos, enquanto a universidade produz os conteúdos. Não há repasse de recursos financeiros entre as partes. 

Conteúdos de saúde – A definição dos temas é realizada periodicamente pela equipe de comunicação da UFCSPA e validada com a vice-reitoria conjuntamente. A previsão é de que cinco novos temas sejam abordados a cada mês, em rotação contínua nos painéis. 

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Segundo a universidade, a iniciativa permite ampliar o acesso da população a conteúdos de ciência e saúde produzidos pela instituição. 

Pontos de exibição – Nesta fase inicial, os conteúdos estão distribuídos em 11 pontos da Região Metropolitana de Porto Alegre. 

Em Porto Alegre, os painéis estão localizados na Avenida Assis Brasil, Avenida Bento Gonçalves, Avenida Cacequi, Avenida Garibaldi, Rua Lucas de Oliveira, Avenida Pereira Franco, Avenida Protásio Alves e Rua Siqueira Campos. 

Em Canoas, há dois pontos na Avenida Getúlio Vargas, nos sentidos Novo Hamburgo e Porto Alegre. O material também é exibido na Avenida Júlio de Castilhos, em ponto indicado pela universidade como sentido Rodoviária. 

A parceria integra uma iniciativa de extensão da UFCSPA voltada à divulgação de conteúdos relacionados à ciência e à saúde para a população. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e UFSCPA 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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