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Energia solar: tendências e futuro do mercado

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No Brasil, o setor de energia solar já representa uma das matrizes mais promissoras, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O crescimento é impulsionado tanto por políticas públicas quanto pela busca da população por alternativas de energia limpa e acessível.

De acordo com matéria publicada no Portal Solar, em 2025, o país ocupa atualmente a sexta posição mundial em capacidade instalada de energia solar, reflexo direto do potencial de radiação e das condições climáticas favoráveis. Mas quais são as principais tendências desse mercado e o que esperar para os próximos anos?

Como investir em energia solar

O investimento em energia solar pode ocorrer em diferentes frentes. Além da instalação residencial, há expansão de usinas de grande porte e modelos de geração compartilhada. Segundo artigo publicado pela Amperi, em 2025, entre as principais formas de investimento, estão:

  • Sistemas fotovoltaicos residenciais: instalação de placas em casas e condomínios.
  • Geração distribuída: empresas e consumidores compartilham créditos energéticos.
  • Usinas solares: projetos em larga escala voltados para comercialização.

Esse leque de possibilidades faz com que investidores de diferentes perfis encontrem espaço no setor, com retorno estimado entre 3 e 7 anos, dependendo do porte do projeto.

Custo de energia solar residencial

O preço ainda é um ponto de atenção. Instalar painéis solares em residências demanda investimento inicial significativo. No entanto, a redução gradual no valor dos equipamentos tem tornado a tecnologia mais acessível.

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Hoje, o custo médio de um sistema fotovoltaico para residências varia entre R$ 15 mil e R$ 25 mil, dependendo do consumo de energia. Apesar disso, o retorno pode ser sentido na redução da conta de luz, que, em alguns casos, chega a 90%.

Energia solar é sustentável?

Além da economia, a energia solar é considerada uma das fontes mais limpas disponíveis. Não há emissão de gases de efeito estufa durante a produção de eletricidade, e os painéis têm vida útil que ultrapassa 20 anos.

Segundo especialistas citados pela Amperi em matérias recentes, essa fonte renovável contribui não apenas para a redução da poluição, mas também para a segurança energética, já que diminui a dependência de hidrelétricas em períodos de seca.

Inovações no mercado de energia solar

O futuro do setor também está ligado à inovação. De acordo com publicação do Solar Market, de 2025, algumas das principais tendências já em curso são:

  • Painéis bifaciais: captam energia dos dois lados, aumentando a eficiência.
  • Armazenamento em baterias: solução para usar energia mesmo em horários sem sol.
  • Telhas solares: integração arquitetônica com geração de energia.
  • Integração com mobilidade elétrica: recarga de veículos por energia renovável.
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Esses avanços devem ampliar ainda mais o alcance da energia limpa, tornando-a parte do cotidiano de empresas e residências.

Subsídios para energia solar

O papel do Estado também é relevante para ampliar o acesso. Incentivos fiscais, linhas de crédito específicas e programas de financiamento têm sido fundamentais. Segundo reportagem publicada pelo Portal Solar, também em 2025, a tendência é de que políticas públicas continuem estimulando a expansão do setor, alinhadas a compromissos de descarbonização.

Nesse contexto, muitos especialistas apontam que as tendências de mercado para essa área podem impactar diretamente a forma de como vender energia solar, já que a demanda crescente exigirá novas estratégias comerciais e modelos de negócio mais acessíveis.

Futuro promissor

Com crescimento constante, queda de custos e avanços tecnológicos, a energia solar se consolida como uma das principais apostas do futuro energético no Brasil e no mundo. Além do aspecto econômico, ela carrega um valor simbólico e estratégico: alinhar inovação à sustentabilidade, aproximando consumidores de um modelo de desenvolvimento mais responsável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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