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Agricultura regenerativa já é realidade e transforma lavouras no Mato Grosso

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A agricultura regenerativa vem se consolidando como uma prática presente no agronegócio brasileiro, unindo sustentabilidade e produtividade. Nos últimos anos, essa abordagem tem conquistado cada vez mais espaço entre produtores rurais, incentivando uma gestão eficiente dos recursos naturais.

Fórum do GAAS debate práticas regenerativas em Sinop

A quinta edição do Fórum do GAAS, realizada em Sinop (MT), reuniu agricultores, empreendedores e especialistas para discutir temas estratégicos da agricultura regenerativa. Entre os tópicos abordados estavam:

  • A importância dos microrganismos na produção agrícola;
  • Redução do uso de pesticidas e impactos em organismos não-alvo;
  • Multiplicação de fungos e bactérias em meio sólido diretamente na fazenda.

Segundo Wladimir Crancianinov, diretor comercial da Allbiom, o evento reforça a importância de conectar sustentabilidade à produtividade, mostrando que práticas regenerativas são viáveis e essenciais para o presente da agricultura.

Inovação local: biológicos produzidos no Mato Grosso

No estande da Allbiom, produtores compartilharam experiências e desafios. Aline Helena da Rosa Oliveira, fundadora da Somia — marca de biológicos inspirada em soja, milho e algodão —, explicou que criou a empresa após ouvir que biológicos de qualidade eram caros. A iniciativa visa produzir soluções biológicas localmente, beneficiando agricultores do Mato Grosso com produtos acessíveis e de alta performance.

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Engajamento e expansão da agricultura regenerativa

O fundador do GAAS, Rogério Vian, também participou do Fórum e destacou que o evento plantou “uma valiosa semente” para incentivar a prática da agricultura regenerativa. Segundo observações do estande da Allbiom, produtores que ainda não adotavam essas técnicas já consideram implementá-las, enquanto aqueles que já utilizam planejam expandir suas práticas.

Soluções tecnológicas para a agricultura regenerativa

Durante o evento, a Allbiom apresentou suas principais soluções, como o Biofabrik e os biorreatores, que permitem maior eficiência na produção de biológicos e contribuem diretamente para a sustentabilidade das lavouras. A receptividade dos produtores mostra que a resistência inicial às tecnologias regenerativas vem diminuindo à medida que os benefícios ficam evidentes.

Agricultura regenerativa é tendência do presente

A adoção de práticas regenerativas não é apenas uma tendência futura, mas uma realidade impulsionada por consumidores que buscam alimentos sustentáveis e por produtores rurais cada vez mais conscientes sobre a gestão de recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos

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A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.

Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.

Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil

Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.

Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.

O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.

Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador

O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

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Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.

Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência

Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.

Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.

“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.

Estratégias integradas ganham força no controle sanitário

Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.

Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.

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Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.

Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência

A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.

Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo

Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.

A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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