Tribunal de Justiça de MT

Juiz orienta agentes comunitários sobre proteção às vítimas de violência doméstica

Publicado

O juiz Maurício Alexandre Ribeiro, coordenador da Justiça Comunitária da comarca de Lucas do Rio Verde, reuniu-se de forma virtual com cerca de 40 agentes comunitários de todo o estado para tratar de um tema de fundamental importância: o fortalecimento da rede de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar. O encontro ocorreu no dia 24 de setembro, por meio do programa Educação Continuada da Justiça Comunitária do TJMT.

O magistrado ressaltou que a palestra foi de grande importância, principalmente pelo tema abordado, ainda mais diante do expressivo aumento de casos no estado. “Ter orientado diretamente os agentes comunitários — pessoas estas destinadas a estender a mão ao próximo, por meio de orientação e encaminhamento — permite reforçar o combate à violência doméstica. Essa abordagem, em uma conversa mais informal, possibilitou criar mais um braço amigo para orientar as possíveis vítimas na busca de amparo, como exercício de cidadania, junto aos órgãos públicos e, assim, cessar o ciclo da violência”, destacou

Leia mais:  Emissão de carbono poderá ser medida com calculadora itinerante no Mutirão Interligue Já

Com linguagem clara e acessível, o juiz explicou o contexto da Lei Maria da Penha, o ciclo da violência doméstica, as diferentes formas de agressão, as medidas protetivas de urgência e ainda apresentou estatísticas sobre feminicídios em 2025. Ele reforçou também a importância da escuta ativa e acolhedora, lembrando que “em briga de marido e mulher se mete a colher, sim”.

A proposta foi transformar conhecimento em ação: cada agente comunitário passa a ser mais um braço amigo para orientar e encaminhar possíveis vítimas aos órgãos competentes, ajudando a romper o ciclo da violência e fortalecer a cidadania.

Participaram do encontro os agentes comunitários de todo o estado, servidores do Poder Judiciário, além de outros ouvintes.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Publicado

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

Leia mais:  Registre-se garante documentos a privadas de liberdade do sistema prisional de Cuiabá e VG

Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

Leia mais:  Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana