Política Nacional

CE analisa nesta terça deveres e garantias de entidades estudantis

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A Comissão de Educação (CE) se reúne nesta terça-feira (30), a partir das 10h, para examinar cinco projetos, sendo a maior parte em decisão terminativa — isto é, que podem seguir diretamente à Câmara dos Deputados ou à sanção presidencial, sem passar pelo Plenário, salvo recurso. Entre os temas estão regras sobre organizações estudantis, valorização de artistas locais e cultura afro-brasileira.

Livre associação estudantil 

De autoria do ex-senador Rodrigo Cunha, o PL 3.618/2019 garante a livre associação dos estudantes da educação básica e do ensino superior em organizações representativas. A proposta reforça o direito de criação de grêmios e diretórios acadêmicos, com acesso a informações de interesse e infraestrutura adequada.

O relatório do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) aprova a proposta por meio de um texto alternativo (substitutivo). O relatório prevê que essas entidades participem de conselhos e tenham garantias de espaço físico e apoio institucional. Se for aprovado, o projeto poderá ir para a Câmara.

Artistas locais

Proposto pelo senador Magno Malta (PL-ES), o PL 3.973/2024 altera a Lei de Licitações, de 2021, para exigir a contratação de artistas locais em eventos promovidos pela administração pública. O relator, senador Izalci Lucas (PL-DF), apresentou substitutivo. A nova versão estabelece cotas mínimas — 30% dos artistas contratados devem residir no estado do evento e 10% no município ou região administrativa — e prevê que os artistas regionais sejam contratados por meio de chamamento público, com rodízio e transparência.

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Se aprovado, o projeto também poderá seguir para a Câmara.

Cultne

Também está na pauta o PL 2.345/2023, da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que declara a Cultne como manifestação da cultura brasileira. Instituto cultural e produtora, a Cultne mantém o maior acervo digital de cultura negra da América Latina. O relator é o senador Humberto Costa (PT-PE) e a proposta poderá seguir para sanção presidencial se for aprovada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Proposta autoriza fundos regionais a oferecer garantias para projetos de infraestrutura

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O Projeto de Lei 2427/26, do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), autoriza os fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) a oferecerem garantias a operações de crédito voltadas à execução de projetos estruturantes de infraestrutura econômica. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, esses fundos atuam principalmente por meio da concessão direta de financiamentos. O projeto amplia esse papel, permitindo que também cubram riscos de operações de crédito concedidas a empresas, por meio de instrumentos garantidores – incluída a participação em fundos garantidores.

Para Fernandes, o Nordeste possui condições únicas para se tornar uma plataforma logística global e um centro de energia renovável. Porém, para aproveitar essas oportunidades precisa de instrumentos financeiros modernos capazes de atrair capital nacional e estrangeiro. Dotar os fundos existentes de instrumentos garantidores é, segundo ele, “a forma mais moderna e menos custosa para garantir os investimentos privados em infraestrutura”, com efeitos positivos sobre o emprego e a renda da região.

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Como funcionará
Pelo texto, os fundos constitucionais passam a poder oferecer cobertura de riscos em operações de crédito destinadas a empreendimentos de infraestrutura econômica. O FDNE receberá autorização semelhante, podendo atuar como garantidor para assegurar recursos voltados à realização de investimentos em sua área de atuação.

A proposta altera a lei que regula os fundos constitucionais (Lei 7.827/89) e a medida provisória que instituiu o FDNE (MP 2156/01).

Próximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como teve a urgência aprovada em junho, a proposta poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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