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ANC confirma 3ª edição da Fenagen Promebo para julho de 2026 em Pelotas (RS)

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A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) anunciou a data da 3ª edição da Feira Nacional de Genética (Fenagen Promebo). O evento será realizado de 1º a 4 de julho de 2026, na Associação Rural de Pelotas (RS), e terá caráter especial ao celebrar os 120 anos da entidade, a mais antiga em registro genealógico de bovinos no Brasil.

Fenagen Promebo consolida espaço no calendário pecuário

Segundo Silvia Freitas, superintendente de Registro da ANC, a feira tem ganhado destaque nacional.

“As expectativas são bastante positivas, considerando o sucesso das duas primeiras edições. Esperamos aumento no número de animais, pois o público já reconhece a importância do evento. Exemplares avaliados em outros programas também poderão participar, desde que tragam suas avaliações para o Promebo, aumentando a competitividade”, afirma.

Genética superior e produtividade em foco

O diferencial da Fenagen Promebo, segundo Silvia, é apresentar animais que combinam fenótipo atrativo e desempenho comprovado.

“Não se trata apenas de atender padrões raciais, mas de selecionar exemplares que aumentem a produtividade e a lucratividade nas propriedades, seja por meio da compra de animais ou de doses de sêmen. Nosso objetivo principal é contribuir para o rendimento e a produção no campo brasileiro”, explica.

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Público-alvo e programação

A 3ª Fenagen reunirá criadores, técnicos e investidores interessados em genética superior. A programação detalhada será divulgada nos próximos meses, incluindo julgamentos, exposições e oportunidades de negócios voltadas à melhoria genética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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