Política Nacional

CAE vai debater limite para a dívida consolidada da União

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza na quarta-feira (8), às 10h30, audiência pública sobre o projeto de resolução do Senado que fixa limites globais para a dívida consolidada da União.

O PRS 8/2025 foi apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e outros parlamentares. Na CAE, o texto é relatado pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).

O projeto estabelece que a dívida bruta do governo geral — excluídas as obrigações dos entes subnacionais e as operações compromissadas do Banco Central destinadas à condução da política monetária — não poderá exceder 80% do produto interno bruto (PIB) e nem ser superior a 6,5 vezes o valor da receita corrente líquida (RCL) da União, acumulada nos 12 meses anteriores à sua apuração.

A dívida bruta do governo geral (DBGG) é o total das obrigações financeiras dos governos central, estadual, do DF e municipal, incluindo títulos públicos, empréstimos e passivos em moeda estrangeira. Esse indicador é geralmente utilizado para avaliar a saúde fiscal e a capacidade de solvência do país, sendo referencial para agências de risco e investidores internacionais. 

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Já a receita corrente líquida da União é a soma de todas as suas receitas correntes, excluídas as deduções legais, como transferências, deduções para a Previdência e receitas em duplicidade. Ela é calculada pela Secretaria do Tesouro Nacional e divulgada a cada quatro meses nos relatórios de gestão fiscal. Com base no relatório referente ao primeiro quadrimestre de 2025, a RCL da União ficou em R$ 1,486 trilhão.

O debate será realizado por iniciativa do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Ele considera que a definição de parâmetros para o endividamento público federal impacta diretamente a gestão fiscal, as expectativas de agentes econômicos, a sustentabilidade do Orçamento e as condições de financiamento do Estado brasileiro.

“A fixação de limites para a dívida pública possui efeitos indiretos sobre a política monetária, a estabilidade do sistema financeiro e a capacidade do governo em responder a cenários de crise, exigindo uma análise criteriosa que contemple múltiplas perspectivas”, afirma Rogério Carvalho em seu requerimento (REQ 96/2025 – CAE).

Convidados

A audiência pública contará com a participação, já confirmada, dos seguintes convidados:

  • economista-chefe e sócio da Warren Renascença, Felipe Scudeler Salto,
  • diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, Marcos Pestana, 
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A comissão ainda aguarda a confirmação da participação do secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil da Presidência da República, Bruno Moretti, e do coordenador do Centro de Política Fiscal e Orçamento Público, Manoel Pires.

A reunião da CAE será realizada na sala 19 da ala Alexandre Costa.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Jaguaruna (SC) recebe título de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil

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O município catarinense de Jaguaruna foi denominado, oficialmente, a Capital Nacional da Maior Onda do Brasil. O título foi reconhecido após a Presidência da República sancionar a Lei 15.461/26, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (8).

“Essa iniciativa é de grande importância para o reconhecimento da relevância deste município catarinense no cenário do surfe nacional e internacional”, disse a deputada Ana Paula Lima (PT-SC), que foi relatora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) do projeto que deu origem à lei.

De iniciativa da ex-deputada Angela Amin (SC), o Projeto de Lei 1960/22 foi aprovado na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado. Quando apresentou a proposta, ela ressaltou que o município de Jaguaruna é reconhecido por apresentar “um dos fenômenos naturais mais impressionantes do litoral sul catarinense: as ondas gigantes da Laje da Jagua”.

Segundo ela, essas ondas podem ultrapassar os 10 metros de altura e, por isso, Jaguaruna é chamada de “Nazaré Brasileira” (pelas semelhanças geográficas e esportivas com a Praia de Nazaré, em Portugal, destino procurado por surfistas de vários países).

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Turismo na região
Ao recomendar a aprovação do projeto na CCJ, a deputada Ana Paula Lima afirmou que a oficialização contribuirá para o aumento do turismo na região, “atraindo tanto surfistas profissionais quanto amadores, além de entusiastas do esporte”.

“Com o aumento do fluxo turístico, espera-se um impacto positivo na economia local, beneficiando setores como hospedagem, alimentação, comércio e serviços, gerando emprego e renda para a população local”, disse a parlamentar.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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