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Consumo interno impulsiona recuperação dos preços da carne de frango em setembro

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O setor de avicultura de corte encerrou setembro com desempenho favorável nos preços tanto no atacado quanto no mercado independente do frango vivo. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mês representou um período de recuperação para a cadeia produtiva.

Segundo Iglesias, a carne de frango segue como alternativa competitiva em meio ao baixo poder de compra da população brasileira. Além disso, os custos de produção permaneceram sob controle, sustentados pela boa oferta de farelo de soja e milho, o que contribuiu para manter as margens de lucratividade.

“As exportações também começam a reagir, com espaço para bons resultados no fechamento do ano”, acrescentou o analista. Os dados consolidados de setembro serão divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Preços da carne de frango no atacado e na distribuição

Um levantamento da Safras & Mercado mostrou variação positiva nos preços dos cortes congelados e resfriados em São Paulo durante o mês de setembro.

  • Cortes congelados – atacado (SP):
    • Peito: de R$ 9,70 para R$ 10,00/kg
    • Coxa: de R$ 6,90 para R$ 7,60/kg
    • Asa: de R$ 9,90 para R$ 11,00/kg
  • Cortes congelados – distribuição (SP):
    • Peito: de R$ 9,90 para R$ 10,10/kg
    • Coxa: de R$ 7,10 para R$ 7,80/kg
    • Asa: de R$ 10,10 para R$ 11,20/kg
  • Cortes resfriados – atacado (SP):
    • Peito: de R$ 9,80 para R$ 10,10/kg
    • Coxa: de R$ 7,00 para R$ 7,70/kg
    • Asa: de R$ 10,00 para R$ 11,10/kg
  • Cortes resfriados – distribuição (SP):
    • Peito: de R$ 10,00 para R$ 10,20/kg
    • Coxa: de R$ 7,20 para R$ 7,90/kg
    • Asa: de R$ 10,20 para R$ 11,30/kg
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Frango vivo apresenta valorização em diversas regiões

O levantamento nacional apontou também que, em setembro, os preços do frango vivo registraram altas em várias praças:

  • Minas Gerais: estável em R$ 5,60/kg
  • São Paulo: de R$ 5,60 para R$ 6,40/kg
  • Integração SC: de R$ 4,70 para R$ 4,75/kg
  • Integração PR (Oeste): de R$ 4,80 para R$ 4,90/kg
  • Integração RS: estável em R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 5,50 para R$ 5,55/kg
  • Goiás: estável em R$ 5,55/kg
  • Distrito Federal: estável em R$ 5,60/kg
  • Pernambuco: de R$ 5,80 para R$ 7,00/kg
  • Ceará: de R$ 6,00 para R$ 7,50/kg
  • Pará: de R$ 6,15 para R$ 7,25/kg
Exportações mostram sinais de recuperação

Em setembro, as exportações brasileiras de carne de frango e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 777,25 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

  • Volume exportado: 440,5 mil toneladas
  • Média diária: 22,0 mil toneladas
  • Preço médio por tonelada: US$ 1.764,50
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Na comparação com setembro de 2024, os números mostram:

  • Queda de 5,8% no valor médio diário;
  • Alta de 2,5% na quantidade média diária exportada;
  • Redução de 8% no preço médio da tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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