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Açúcar Mantém Estabilidade Global Apesar de Oscilações na Produção; Brasil e Índia Ganham Destaque

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Mercado Global de Açúcar Encerra 2025 com Estabilidade

O mercado internacional do açúcar manteve-se estável no final de 2025, mesmo diante de notícias mistas sobre a produção mundial, conforme análise da Consultoria Agro do Itaú BBA. A leve pressão altista provocada por problemas produtivos na Tailândia e menor fabricação no Nordeste do Brasil foi equilibrada por resultados melhores que o esperado na Europa e na Índia.

Na Bolsa de Nova York, o açúcar bruto (contrato nº 11) registrou queda de 1,3% em dezembro, encerrando o ano a US$ 0,1501 por libra-peso. No acumulado de 2025, o recuo foi de 22%.

No mercado interno, o indicador CEPEA do açúcar cristal em Ribeirão Preto caiu 32% ao longo do ano, reflexo direto da desvalorização da commodity e da valorização do real frente ao dólar.

Europa Surpreende com Maior Produtividade na Beterraba

A produção de açúcar na União Europeia (UE27) apresentou desempenho acima do esperado. Apesar da redução de 8% na área plantada de beterraba, as condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura elevaram a produtividade.

Testes realizados na Alemanha mostraram teores médios de 17,2% de açúcar, superiores aos 16,4% da safra anterior. Com isso, o Itaú BBA revisou sua estimativa de produção para 16,6 milhões de toneladas, uma queda de apenas 3,6% em relação à última safra, menos severa do que o projetado inicialmente.

Nordeste Brasileiro Tem Safra Abaixo do Esperado

A safra 2025/26 no Nordeste e Norte do Brasil (NNE) está na segunda metade e mostra redução significativa na moagem de cana-de-açúcar e na produção de açúcar.

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De acordo com o MAPA, até 15 de dezembro, a região havia processado 36,6 milhões de toneladas de cana, queda de 8,5% frente ao mesmo período da safra anterior. A produção de açúcar somou 1,95 milhão de toneladas, recuo de 22% no comparativo anual.

Além disso, o mix de açúcar caiu para 43%, contra 48% no ciclo anterior. O Itaú BBA reduziu sua previsão total para 3,2 milhões de toneladas, uma baixa de 8,1% no ano.

Superávit Global e Foco na Próxima Safra

Com o avanço das colheitas no Hemisfério Norte, o Itaú BBA revisou seu balanço global de oferta e demanda, considerando maior produção na Europa, mas quedas expressivas na Tailândia e no NNE brasileiro.

Mesmo com essas variações, o mercado global de açúcar permanece superavitário, com excedente estimado em 2,6 milhões de toneladas.

A consultoria destaca ainda que a competitividade do etanol no Brasil deverá ser um fator-chave para os preços nos próximos meses, influenciando o mix produtivo da safra 2026/27 no Centro-Sul — a principal região produtora do país.

Índia Impulsiona Produção, Mas Exportações Avançam Lentamente

A Índia segue com safra positiva, atingindo 11,8 milhões de toneladas até dezembro, aumento de 24% em relação ao mesmo período anterior. A projeção total é de 31,5 milhões de toneladas, crescimento anual de 20,6%.

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Entretanto, as exportações permanecem lentas. Apenas 250 mil toneladas foram embarcadas até o momento, dentro da cota governamental de 1,5 milhão de toneladas, já que os preços domésticos estão acima da paridade de exportação.

Tailândia Enfrenta Queda na Safra e Problemas Sanitários

Na Tailândia, a moagem acumulada até 8 de janeiro atingiu 15,2 milhões de toneladas de cana, volume 24% menor do que o do mesmo período anterior. A produção de açúcar caiu 28%, totalizando 1,6 milhão de toneladas.

O uso de cana para etanol vem crescendo, impulsionado pelos preços baixos do açúcar, embora a mandioca ainda seja a principal matéria-prima do biocombustível no país.

Problemas sanitários em lavouras e atrasos na colheita acendem alerta para o setor. A estimativa de produção foi revisada para 10,4 milhões de toneladas, ainda 3,6% superior à safra passada, mas abaixo das expectativas iniciais.

Perspectivas

Apesar da estabilidade recente, o mercado global de açúcar deve permanecer atento às condições climáticas no Brasil e na Ásia, além da dinâmica do etanol e das políticas de exportação indianas.

Para 2026, o Itaú BBA prevê um cenário de leve superávit global, com volatilidade nos preços internacionais, ditada principalmente pela oferta asiática e pela decisão do Brasil sobre o mix de produção entre açúcar e etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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