Saúde

Prêmio RESS Evidencia incentiva a produção científica em vigilância em saúde

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Os melhores artigos originais publicados em 2024 na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde (RESS) – A Revista do SUS foram apresentados durante a 13ª sessão de 2025 do Ciclo de Estudos da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), realizada no dia 01/10 e transmitida ao vivo a participantes de todo o Brasil. Os autores abordaram, em seus escritos acadêmicos, temas importantes como o abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes, incidência de coinfecção de tuberculoseHIV no Brasil e indicadores epidemiológicos da hanseníase.

O evento foi conduzido pela Coordenadora-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços, Vivian Gonçalves, com coordenação da editora científica da RESS, Maria Auxiliadora Parreira, da Universidade Federal de Minas Gerais. Os autores indicados ao Prêmio RESS Evidencia, por sua vez, tiveram 20 minutos cada para expor seus trabalhos. A votação ocorre até o dia 17 de outubro no site da Revista e o vencedor será contemplado com inscrição, passagens e diárias para um congresso científico a sua escolha. 

O editor científico da RESS e docente da Universidade de Brasília, Everton Nunes, comentou a relevância dos materiais para a contribuição no que diz respeito às diretrizes governamentais de saúde. “É muito importante vermos esses trabalhos que levam um processo editorial relativamente longo, mas trazem informações relevantes para tomadas de decisões e com foco no Sistema Único de Saúde. Dos três artigos apresentados, temos elementos importantes da tendência temporal de determinadas doenças, a questão da violência sexual, além das análises de grupos vulnerabilizados e que precisam de atenção mais urgente das políticas públicas”, analisou.   

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Indicados ao prêmio 

A enfermeira e doutoranda da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Beatriz Caroline Leão, apresentou seu trabalho intitulado “Análise temporal e espacial das notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes do sexo masculino no Brasil, 2013 a 2022: estudo ecológico. Já o enfermeiro e doutor em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Lucas Vinícius, apresentou o artigo “Tendência temporal da incidência de coinfecção de tuberculose-HIV no Brasil por macrorregião, unidade da Federação, sexo e faixa etária, 2010-2021″. O médico Ian da Costa Araújo, também da UFPI, expôs a publicação “Caracterização de casos e indicadores epidemiológicos e operacionais da hanseníase: análise de séries temporais e distribuição espacial, 2007-2021″. 

O Prêmio 

Criado em 2012 pela Portaria nº 25 da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), o Prêmio RESS Evidencia reconhece anualmente o melhor artigo original publicado na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde (RESS). A iniciativa tem como objetivo estimular a produção de pesquisas técnico-científicas que contribuam para o fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da saúde pública no Brasil, além de ampliar a visibilidade da RESS como veículo de divulgação científica. 

Todos os artigos originais publicados na revista concorrem automaticamente, exceto aqueles assinados por membros do corpo editorial. A seleção é realizada pelo comitê editorial, que escolhe três trabalhos finalistas. O artigo vencedor é definido por votação on-line e anunciado no site da RESS, onde também são disponibilizados os certificados aos autores dos finalistas e premiados. A primeira edição do Prêmio ocorreu em 2012, durante o encerramento da 12ª Mostra Nacional de Experiências Bem-sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEPI).

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A Revista 

A Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do SUS (RESS) é um periódico científico eletrônico de acesso aberto publicado trimestralmente. O material gratuito e de fluxo contínuo é editado pelo Ministério da Saúde e está em seu 34º volume. A RESS publica artigos científicos no ramo da saúde coletiva, incluindo epidemiologia, ciências sociais e humanas na saúde, gestão e planejamento e que apresentem evidências relevantes para o SUS. 

A publicação é a continuação do Informe Epidemiológico do SUS iniciado em 1992 pelo Centro Nacional de Epidemiologia, antecessor da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Em 2023, a partir do volume 12, número 1, a revista passou a ser denominada Epidemiologia e Serviços de Saúde. 

O público-alvo é composto por pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação da área da Saúde Coletiva; gestores e profissionais de saúde; e demais interessados em debater temas relacionados à saúde pública. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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