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Preços do tomate disparam no atacado com redução da oferta no Brasil

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Os preços do tomate no atacado registraram fortes altas na última semana, segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea. Em São Paulo, o tomate Longa Vida 3A subiu 27,9%, sendo cotado a R$ 72 por caixa. No Rio de Janeiro, a valorização foi de 15,3%, com preço médio de R$ 75/cx, enquanto em Belo Horizonte (MG) o aumento chegou a 52%, com o produto cotado a R$ 76/cx.

Fatores que impulsionam a valorização

Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea apontam que o aumento das cotações está diretamente ligado à desaceleração da colheita e à proximidade do fim da safra de inverno em algumas regiões produtoras. Em municípios do Rio de Janeiro, como Itaocara e São José de Ubá, os agricultores devem oferecer os últimos lotes ao final deste mês, limitando a oferta nos atacados.

Oferta reduzida em Minas Gerais e início da segunda safra em São Paulo

Em Minas Gerais, as regiões de Pará de Minas, Araguari e Pimenta já apresentam menor volume de tomates disponíveis para os mercados atacadistas. Por outro lado, em São Paulo, a cidade de Sumaré iniciou a colheita da segunda parte da safra de inverno, mas ainda com quantidade limitada para abastecer os atacados paulistanos.

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Perspectivas para outubro

De acordo com o Hortifrúti/Cepea, a expectativa é de que, ao longo de outubro, a oferta oriunda da segunda parte da safra de inverno em São Paulo aumente gradualmente, ajudando a compensar a redução observada nas demais regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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