Política Nacional

Izalci alerta para irregularidades no seguro-defeso e fraude na Previdência

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (7), o senador Izalci Lucas (PL-DF) questionou a transferência da gestão do seguro-defeso para o Ministério do Trabalho e Emprego, proposta incluída na Medida Provisória (MP) 1.303/2025, em tramitação no Congresso Nacional. O benefício é pago a pescadores artesanais durante o período em que a atividade é proibida por razões ambientais. Para o senador, a mudança pode comprometer o controle e dificultar investigações sobre irregularidades identificadas no programa.

Izalci explicou que atualmente o seguro-defeso é controlado pelo INSS e pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, O senador relatou que, nesta semana, o ministério cancelou 131.695 licenças de pesca em todo o Brasil, sendo cerca de 100 mil delas no Maranhão, por irregularidades no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

— Cem mil pessoas recebendo o seguro-defeso há quantos anos? Quanto representa isso em termos de previdência? E qual é a previdência que aguenta, realmente, um rombo desse tamanho há anos e anos? Então, isso é um assunto que nós vamos tratar na CPMI [do INSS] e vamos tentar também identificar quem é que está por trás de tudo isso — afirmou.

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O senador disse haver denúncias de recebimento indevido do benefício por pessoas que não exercem atividade pesqueira e vivem em regiões sem cursos d’água. Haveria ainda relatos de trabalhadores urbanos e domésticos que evitam o registro na carteira de trabalho para não perder o acesso ao seguro-defeso. Izalci chamou a atenção para o impacto fiscal dessas irregularidades na Previdência Social e alertou para o risco de colapso do sistema. 

— Estamos vendo um rombo bilionário sendo sustentado pelos recursos da Previdência. O sistema brasileiro não tem poupança; o que entra é o que paga os aposentados. Só que a pirâmide está invertida: cada vez menos trabalhadores e mais aposentados. E agora, além disso, temos fraudes sistemáticas em benefícios como o seguro-defeso — afirmou.

O senador informou que já solicitou dados ao INSS e ao Ministério da Pesca para detalhar o número de beneficiários por município e a existência de infraestrutura hídrica compatível com a atividade pesqueira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão de Assuntos Sociais aprova vacina contra herpes-zóster no SUS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (1º), a inclusão da vacina contra herpes-zóster no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS). O público previsto no projeto de lei são os maiores de 50 anos e menores de 18 anos com sistema imunológico comprometido. O texto ainda precisará ser confirmado em um turno suplementar na comissão.

A relatora do Projeto de Lei (PL) 4.426/2025, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou que o impacto da doença na sociedade tende a aumentar em razão do envelhecimento da população. Ela afirmou que já sofreu com a doença em 2023.

— O meu rosto ficou paralisado. É uma doença que dói muito — relatou. 

Damares manteve o texto aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH). Trata-se de um substitutivo (versão alternativa) da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) ao texto original, da senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL).

O herpes-zóster é causado pelo mesmo vírus da catapora. Após a infecção inicial, pode ficar adormecido durante anos e ser reativado em adultos ou em pessoas que têm o sistema imunológico comprometido. A doença provoca lesões na pele, geralmente precedidas por sintomas como dor nos nervos, ardor e coceira, dor de cabeça, formigamento e febre.

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Câncer infantojuvenil

A CAS aprovou audiência pública com especialistas sobre o câncer infantojuvenil, com o tema “Tempo é Vida”. O pedido foi protocolado por Damares Alves (Republicanos-DF).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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