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Tecnologia que alerta sobre deslizamentos com 72h de antecedência conquista primeiro lugar em premiação nacional

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O GeoRisk foi o vencedor do 29º Concurso Inovação no Setor Público, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). O sistema desenvolvido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) conquistou o 1º lugar na categoria Inovação em Serviços ou Políticas Públicas no Poder Executivo Federal. Ele também foi eleito a Escolha do Público, reconhecimento concedido à iniciativa mais votada entre todas as finalistas.

O GeoRisk monitora risco de deslizamento de terra ao combinar dados de modelos meteorológicos, informações ambientais e históricos de episódios. Ele consegue emitir alertas com até 72 horas de antecedência. O sistema é um exemplo de como o uso da ciência e da tecnologia pode aprimorar políticas públicas de prevenção de tragédias e de proteção de vidas.

Segundo tecnologista em Geodinâmica do Cemaden e coordenador do projeto, Pedro Camarinha, o desenvolvimento do sistema foi guiado por um planejamento centrado no usuário final. “O GeoRisk nasceu da necessidade de automatizar análises complexas feitas diariamente pelos especialistas. Trabalhamos para que ele entregasse previsões mais claras e confiáveis de forma acessível para gestores públicos e para a sociedade”, explicou.

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A premiação foi entregue durante a Semana de Inovação 2025, que ocorreu de 30 de setembro a 2 de outubro, em Brasília (DF). O Cemaden é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Lançamento

Criado em 1996, o Concurso Inovação no Setor Público é considerado uma das mais tradicionais e relevantes premiações voltadas à modernização da gestão pública brasileira. Em sua 29ª edição, o concurso reuniu 363 iniciativas inscritas de todo o País, das quais apenas 26 chegaram à fase final, distribuídas em quatro categorias. Na categoria em que o GeoRisk foi inscrito, concorreram mais de cem projetos, e apenas seis foram selecionados como finalistas para disputar o prêmio principal.

O GeoRisk foi lançado oficialmente em 17 de fevereiro de 2025, na sede do Cemaden, em São José dos Campos (SP), com a presença da ministra Luciana Santos e do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. A ferramenta utiliza metodologias avançadas de análise e integração de dados, consolidando o Brasil na liderança regional em sistemas de previsão e alerta de desastres naturais.

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Na ocasião, a ministra destacou o papel estratégico da ciência e da tecnologia na prevenção de desastres e na proteção da população. “Lançar este novo sistema, que aprimora a qualidade das previsões de risco de deslizamentos, nos coloca na vanguarda da antecipação de riscos. Trata-se de uma ferramenta inovadora, com o potencial de salvar vidas e evitar perdas materiais”, afirmou Luciana Santos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Semiárido amplia a capacidade de pesquisa em energias renováveis

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O Semiárido brasileiro ganha, nesta sexta-feira (19), uma nova estrutura voltada à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e a inovação em energias renováveis com a inauguração do Centro de Tecnologia em Energias Renováveis do Semiárido (CTERSA), no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), na Paraíba. 

Com investimento de R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o novo centro chega para fortalecer a pesquisa e a inovação em energia renováveis do Semiárido. O centro reunirá pesquisadores, empresas e instituições públicas no desenvolvimento de tecnologias voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável da região. 

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que participou da inauguração, afirmou que o novo centro representa um passo importante para consolidar o papel do Semiárido na agenda da transição energética brasileira. “A inauguração do CTERSA representa um marco para a ciência e a inovação no Semiárido brasileiro. O centro nasce para conectar pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e setor produtivo, ampliando a capacidade do país de gerar soluções em energias renováveis adaptadas às condições da região e contribuindo para uma transição energética que também promova desenvolvimento regional, inclusão produtiva e sustentabilidade”, destacou. 

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O complexo conta com uma estrutura de 2.205 m², distribuída entre áreas administrativas e laboratórios especializados. O espaço atuará em cinco frentes estratégicas: energia solar, energia eólica, biomassa, biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono, além de desenvolver pesquisas em temas como dessalinização, automação de processos, economia circular, captura de carbono e gestão inteligente de energia.  

Segundo o diretor do InsaEtham Barbosa, o novo centro atuará como um hub de inovação voltado às energias renováveis. “O CTERSA foi criado para conectar conhecimento, pesquisa e inovação. Nossa proposta é fazer do centro um hub capaz de aproximar diferentes atores do ecossistema científico e tecnológico, acelerando o desenvolvimento de soluções para os desafios das energias renováveis no Semiárido”, destacou. 

O CTERSA integra uma estratégia mais ampla do MCTI para consolidar o Semiárido como polo de inovação em energias renováveis. Entre as iniciativas associadas ao centro está a Agenda Estratégica para 2032, construída a partir de estudos técnicos que identificaram desafios e oportunidades para o setor energético regional e definiram mais de 300 ações voltadas ao desenvolvimento da energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio de baixo carbono.   

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O centro também abriga ações do Programa Vértice, iniciativa voltada à aceleração de deeptechs em energias renováveis. O programa apoia projetos dos 11 estados do Semiárido, iniciativa que busca aproximar instituições de pesquisa e setor produtivo por meio do desenvolvimento de soluções para desafios tecnológicos apresentados por indústrias parceiras. 

Investimento na Paraíba 

Entre 2023 e 2025, o MCTI destinou mais de R$ 513 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Paraíba. O valor é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022, período em que os investimentos somaram R$174 milhões. Os recursos têm fortalecido as pesquisas cientificas do Estado e apoiado iniciativas em áreas como energia renováveis, computação quântica e inovação industrial. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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