As forças de segurança de Mato Grosso realizaram, na noite dessa sexta-feira (10.10), em Nova Xavantina, a Operação Infância Segura, e uma ação conjunta contra a poluição sonora, que levou à condução da proprietária de um estabelecimento comercial da cidade para a delegacia.
Participaram das ações equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar.
Infância Segura
A operação teve o objetivo de combater a exploração sexual infantil e o fornecimento de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes.
Foram realizadas fiscalizações em estabelecimentos comerciais, ações de orientação preventiva e adoção de medidas administrativas e criminais por parte das forças de segurança pública e dos órgãos de proteção à infância e juventude.
O delegado Flávio Leonardo destacou que ações como esta ocorrerão de forma contínua e estratégica, visando a proteção integral de crianças e adolescentes, e frisou a importância de a comunidade participar das ações com denúncias.
“A Operação Infância Segura reflete o compromisso das instituições envolvidas com a defesa dos direitos da criança e do adolescente, reafirmando a prioridade absoluta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, disse o delegado.
Durante as diligências nessa sexta-feira (10), foi constatado que o equipamento de som de um estabelecimento comercial estava sendo utilizado em volume muito acima dos limites permitidos pela legislação, causando intenso incômodo e risco à saúde da vizinhança.
Diante da situação, os policiais realizaram a apreensão do aparelho de som e a proprietária do local foi conduzida à Delegacia da Polícia Civil, onde foi autuada pelo crime de poluição ambiental.
O delegado Flávio Leonardo destacou que a ação tem caráter preventivo e repressivo, visando não apenas a responsabilização de infratores, mas também a preservação da tranquilidade e do bem-estar coletivo.
“A perturbação causada por sons em níveis excessivos configura grave ofensa ao meio ambiente urbano e à saúde pública, razão pela qual as forças de segurança têm intensificado as fiscalizações”, afirmou o delegado.
O delegado também frisou que denúncias relacionadas a crimes ambientais podem ser repassadas à Polícia Civil ou à Polícia Militar, inclusive de forma anônima, contribuindo para a construção de uma comunidade mais segura e consciente.
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas para aplicar um golpe do falso empréstimo milionário, foram destruídos pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (30.6), na fornalha de uma empresa no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. A destruição do valor foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que apuraram o sofisticado esquema de golpe.
A mala com os valores milionários faz parte de investigações iniciadas em 2024, após um empresário do município de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando ter sido induzido a acreditar que receberia um empréstimo de R$ 10 milhões.
Na ocasião, para concretizar a suposta operação financeira, os criminosos exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão, aceitando inicialmente a quantia de R$ 400 mil em espécie.
Após meses de negociações, reuniões presenciais e contatos telefônicos, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá, onde entregou R$ 400 mil em dinheiro e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial, caracterizando o golpe.
Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada pelos criminosos e realizou diversas diligências, incluindo análise de imagens de segurança, identificação de linhas telefônicas utilizadas pelos suspeitos e coleta de outros elementos probatórios para individualização dos envolvidos.
Na conclusão do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Palmiro, o trabalho investigativo apontou que os autores utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, explicou o delegado.
As investigações prosseguiram para identificação completa dos integrantes do grupo criminoso e apuração da eventual participação dos investigados em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados da Federação.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.