Agro News

Da tradição à inovação: Dulcinéia Prado se destaca na cafeicultura das Matas de Minas

Publicado

Filha e neta de cafeicultores, Dulcinéia Carvalho de Abreu Prado, natural de Luisburgo, nas Matas de Minas, manteve o legado da família ao assumir a gestão da propriedade herdada do pai aos 20 anos. Hoje, ela divide o trabalho com o marido, Daniel Prado, engenheiro agrônomo, e transmite às filhas Maria Alice e Mariana os valores do campo.

“Somos uma família do café”, afirma Dulcinéia, ressaltando a importância da tradição aliada à inovação na condução da propriedade.

Transformação com cafés especiais

No início, a produção seguia o modelo convencional, vendendo café como commodity, com apoio da mãe, Therezinha Carvalho de Abreu. A mudança veio com o casamento e o suporte técnico de Daniel, e especialmente com a aproximação ao universo dos cafés especiais.

Cursos do Senar Minas, promovidos pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Manhuaçu, despertaram o interesse de Dulcinéia pela seleção de grãos e processos de torra, mostrando o potencial de agregar valor ao produto.

Em 2017, ela começou a investir em qualidade, assumindo o controle do pós-colheita e definindo os processos que elevam a bebida a outro patamar. Com 70% dos lotes classificados como de qualidade superior, Dulcinéia abriu novos mercados e criou a marca Dulce Marias, em homenagem a si e às filhas.

Leia mais:  Emater/RS e RTC intensificam monitoramento da cigarrinha-do-milho no Rio Grande do Sul
Reconhecimento e certificações

A produção da família agora conta com o selo Certifica Minas e certificação de origem das Matas de Minas, chegando a cafeterias em Belo Horizonte e Florianópolis, além de consumidores em todo o país via redes sociais.

Segundo Dulcinéia, “é difícil, mas vale a pena investir em qualidade. Para pequenos produtores, isso faz muita diferença”.

Conhecimento aplicado na prática

Formada em contabilidade, Dulcinéia se especializou em cafeicultura por meio de cursos do Sistema Faemg Senar e pós-graduação em cafeicultura sustentável, conhecimento que aplica diariamente na propriedade.

O marido Daniel também mantém forte vínculo com o Sistema, atuando como supervisor do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG Café+Forte) e instrutor de cursos na cadeia cafeeira.

“O Senar é parte da nossa vida em todo o processo. É gratuito, de alta qualidade e acessível”, ressalta a produtora.

Liderança feminina e atuação coletiva

Além de produtora, Dulcinéia se consolidou como referência feminina na cafeicultura. É presidente da Associação de Mulheres das Matas de Minas e Caparaó (AMUC), com cerca de 80 famílias, e vice-presidente da Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA Brasil), movimento presente em 36 países.

“O trabalho da mulher sempre esteve na cafeicultura, mas era invisível. Hoje mostramos que podemos ser protagonistas da lavoura à xícara”, afirma Dulcinéia.

Reconhecimento pelo Sistema Faemg Senar

Em outubro, o café Dulce Marias será servido na sede e nos escritórios regionais do Sistema Faemg Senar, com bebida avaliada em 84,5 pontos, apresentando notas de chocolate, caramelo, mel e laranja.

Leia mais:  Governança corporativa impulsiona fusões, aquisições e valorização de empresas do agro em 2025

Para Dulcinéia, a oportunidade reforça a valorização de seu trabalho e história:

“É gratificante ver nosso café reconhecido em uma vitrine tão importante. Mais do que o meu café, todos conhecerão a minha trajetória.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

Publicado

Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

Leia mais:  Agrodefesa abre prazo para regularização de cadastros no Sidago e alerta sobre bloqueios

Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

Leia mais:  Fazenda Nova Cintra recebe primeira certificação de agricultura regenerativa no Brasil

“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana