Saúde

Brasil registra 41 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

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O Ministério da Saúde atualiza, nesta quarta (15), o número de notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. Até o momento, 148 notificações foram registradas, sendo 41 casos confirmados e 107 em investigação. Outras 469 notificações foram descartadas. 

O estado de São Paulo concentra 60,81% das notificações, com 33 casos confirmados e 57 ainda em investigação.  

Até a última atualização, apenas os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul haviam registrado casos confirmados. Agora, o estado de Pernambuco também confirmou casos por esse tipo de intoxicação. Com isso, os números de casos confirmados são: 33 em SP, 4 no PR, 3 em PE e 1 no Rio Grande do Sul. 

Em relação aos casos em investigação, São Paulo investiga 57, Pernambuco (31), Rio de Janeiro (6), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (3), Rio Grande do Sul (3), Alagoas (1), Goiás (1) e Paraná (1). 

Em relação aos óbitos, 6 foram confirmados no estado de São Paulo e 2 em Pernambuco. Outros 10 seguem em investigação, sendo 4 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 na PB e 1 no PR. 

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Atualização 

A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras —, após às 17h. 

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Indígenas Yanomami terão acesso a consultas e exames especializados durante expedição do SUS em Roraima

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Entre os dias 23 e 30 de setembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza uma nova expedição de atenção especializada à saúde indígena no território Yanomami, em Roraima. A ação será concentrada no Polo Base Surucucu, com expectativa de realizar 750 procedimentos entre consultas nas áreas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.

Os serviços serão ofertados no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami (CRSI) e nas comunidades da área de abrangência. A iniciativa busca aproximar o atendimento especializado das populações que vivem em áreas de difícil acesso. Assim, avaliações, diagnósticos e acompanhamento poderão ser realizados no próprio território. A estratégia também pretende reduzir remoções evitáveis e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena.

Entre os públicos prioritários estão crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição; gestantes e mulheres em idade reprodutiva; pessoas com doenças crônicas; pacientes com agravos respiratórios; e indígenas com malária, especialmente nos casos de complicação, recorrência ou necessidade de avaliação complementar.

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A expedição também atenderá pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção, além daqueles com condições clínicas que possam ser avaliadas ou tratadas no próprio território. A proposta é dar maior resolutividade à assistência local e favorecer a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).

Assistência para 2,5 mil indígenas

Localizado no município de Alto Alegre (RR), o Polo Base Surucucu integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana e tem uma população de aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos em 33 comunidades, predominantemente do povo Yanomami.

Áreas serranas, comunidades espalhadas pelo território e forte isolamento geográfico impõem desafios específicos à assistência de saúde na região. O deslocamento ocorre por via aérea, especialmente por helicóptero, condição que interfere na mobilidade das equipes, no transporte de insumos, nas remoções sanitárias e na continuidade da assistência.

A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e é realizada em articulação entre o DSEI Yanomami e Ye’kwana, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a AgSUS. A ação também busca apoiar a investigação de casos de maior complexidade, reduzir agravos decorrentes de diagnósticos tardios e melhorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, desde o encaminhamento de pacientes para serviços especializados até o retorno de informações às equipes locais, garantindo maior continuidade do cuidado.

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Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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