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Erro do Ministério da Agricultura deixa agricultores sem atendimento e bancos parados

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O Ministério da Agricultura (Mapa) publicou na última terça-feira (14.10) uma portaria para incluir mais 56 municípios gaúchos que tiveram perdas por eventos climáticos na lista de cidades aptas a renegociar dívidas rurais com recursos do pacote federal de R$ 12 bilhões.

O grande problema foi que o anexo com a relação dessas cidades não foi divulgado junto com a portaria, o que causou muita confusão e travou todo o processo de atendimento para os agricultores nessas regiões.

A linha de crédito para renegociação de dívidas foi criada pela Medida Provisória 1.314/2025 e a União já transferiu o dinheiro para o BNDES, responsável por operacionalizar essa renegociação. Mesmo assim, até agora os produtores não conseguem registrar suas propostas nos bancos. O sistema usado pelas instituições financeiras, o Sicor, ainda não está preparado para essa nova linha, e isso impede que os agricultores tenham acesso ao programa.​

A pressão dos produtores e representantes do setor gaúcho levou o governo a abrir exceção nas regras do Conselho Monetário Nacional e incluir esses municípios na lista, indo além dos critérios iniciais que exigiam perdas médias em determinadas culturas agrícolas.

Os produtores, no entanto, têm sofrido com a demora, já que o atraso na operacionalização prejudica diretamente o plantio da soja e do arroz, principais culturas da região. Muitos relatam sentimento de abandono, endividamento acumulado e ansiedade diante da incerteza de quando poderão renegociar suas dívidas e seguir com a produção.​

Além disso, bancos informaram que só devem começar a aceitar propostas a partir da próxima semana, após serem feitas as adequações técnicas necessárias. Enquanto isso, os agricultores seguem sem acesso ao crédito essencial para pagar passivos relacionados a fenômenos climáticos extremos dos últimos anos, que atingiram duramente a safra gaúcha.

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Fontes ligadas ao Ministério da Agricultura afirmam que a portaria será revista e o anexo com os municípios será divulgado em breve, o que deve eliminar a principal pendência que trava o início da renegociação. Também há expectativa de que o Banco Central libere orientações sobre o registro das operações, outro ponto fundamental para que o programa entre em funcionamento de fato.​

Esse atraso ocorre em um momento crítico para o agronegócio do Rio Grande do Sul, em que as condições financeiras dos pequenos e médios produtores estão fragilizadas e o calendário agrícola já exige solução rápida para a retomada das atividades.

Isan Rezende (foto),  presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT) comentou o erro do Mapa: “O produtor rural já enfrenta uma série de obstáculos burocráticos no acesso ao crédito e nas políticas públicas, e ver erros como esse na publicação de portarias só aumenta a insegurança. Cada detalhe operacional que atrasa a liberação dos recursos penaliza diretamente quem está na ponta, dependendo do sistema para pagar dívidas e continuar produzindo. É inadmissível que uma falha simples acabe virando um novo entrave para milhares de famílias no campo, principalmente num Estado tão afetado como o Rio Grande do Sul”.

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Para Rezende, causa estranheza que o Ministério da Agricultura, responsável por executar políticas de apoio ao setor, tenha cometido um erro tão básico. “Não publicar o anexo da portaria com a lista das cidades aptas à renegociação trava todo o processo e gera efeito cascata: instituições financeiras não atuam, o Banco Central não libera o sistema e o produtor fica de mãos atadas. O setor esperava uma resposta mais ágil e precisa. Pequenos deslizes assim têm reflexo real na vida do agricultor; não são só números ou burocracia”, reforçou o presidente do IA.

“Quando erros deste tipo acontecem, é legítimo o produtor ficar desconfiado e se perguntar se não há algum interesse em retardar o processo para dar fôlego ao governo diante de pressões fiscais ou operacionais. O atraso na operacionalização da linha de crédito não só aprofunda o endividamento, mas também compromete o calendário de plantio e a recuperação das propriedades”, pontuou Isan Rezende.

A demora não afeta apenas a agricultura comercial, mas toda a cadeia produtiva local, que depende de crédito para manter o ritmo de trabalho e investimento. A pressão por respostas e pela liberação do programa só cresce, na esperança de que finalmente os produtores possam recuperar sua capacidade de produção e superar os desafios financeiros acumulados.

Fonte: Pensar Agro

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Raça Angus cresce 80% em Rondônia e impulsiona produção de carne premium no Norte do Brasil

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O uso da genética da raça Angus registrou crescimento de 80% em Rondônia no primeiro trimestre de 2026, consolidando o estado como um dos polos emergentes da pecuária de corte premium no Brasil. O avanço indica um mercado aquecido, com maior adoção de tecnologia genética e busca por animais mais produtivos, adaptados e com maior valor agregado.

Os dados foram apresentados pelo Programa Carne Angus Certificada durante o Rondônia Rural Show, reforçando a expansão da raça no Norte do país e sua crescente participação na cadeia produtiva de carne de qualidade superior.

Rondônia se consolida como polo de carne premium

Segundo o gerente nacional do programa, Maychel Borges, o estado apresenta forte vocação para a produção de carne de alto padrão, com evolução consistente na adoção da genética Angus.

O executivo destaca que o aumento na comercialização de sêmen da raça reflete o interesse crescente dos pecuaristas em sistemas mais eficientes e rentáveis, com foco em qualidade de carcaça e padronização de produção.

A estratégia do programa inclui orientação técnica aos produtores sobre os critérios de certificação e as etapas necessárias para acessar o mercado de carne premium.

Crescimento supera média nacional do setor

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o crescimento registrado em Rondônia supera a média nacional de comercialização da genética Angus, que ficou em torno de 31% no mesmo período do ano anterior.

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O desempenho é atribuído ao ciclo pecuário favorável, à valorização dos animais meio-sangue Angus e à ampliação do interesse dos produtores da região Norte por tecnologias que aumentam produtividade e qualidade.

Outro fator apontado pelo dirigente é a parceria com a indústria frigorífica, especialmente com a Minerva Foods, que atua como importante indutor da cadeia de carne premium no estado por meio de programas de valorização e tabelas de remuneração diferenciadas.

Evento em Ji-Paraná reforça integração da cadeia produtiva

Durante a ação realizada em Ji-Paraná, produtores, consumidores e visitantes participaram de atividades voltadas à divulgação da raça Angus, com degustação de cortes certificados como picanha, maminha, fraldinha, red e chorizo.

O evento ocorreu no estande da Minerva Foods e reforçou a estratégia de aproximação entre pecuária de origem e consumidor final, destacando a valorização da carne certificada no mercado interno.

Na ocasião, também foram anunciadas as datas da Rota Angus em Rondônia, iniciativa que leva tecnologia, informação e genética aos principais polos pecuários do estado.

Rota Angus percorre municípios estratégicos do estado

A programação da Rota Angus terá início em julho e percorrerá importantes regiões produtoras de Rondônia, com foco na disseminação de tecnologia e capacitação de produtores.

Calendário da Rota Angus Rondônia:

  • 27 de julho – Theobroma
  • 28 de julho – Santa Luzia do Oeste
  • 29 de julho – Chupinguaia
  • 30 de julho – Colorado do Oeste
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A iniciativa busca ampliar a adoção da genética Angus e fortalecer a cadeia produtiva da carne premium no estado.

Concurso de Carcaças destaca desempenho produtivo

Em novembro, o destaque será o Concurso de Carcaças Angus de Rolim de Moura, marcado para o dia 10, no frigorífico da Minerva Foods, localizado na Rodovia RO-010.

A iniciativa tem como objetivo demonstrar, na prática, a relação entre genética, manejo e nutrição na obtenção de carcaças de alto padrão, com maior rendimento e valor comercial.

Segundo Maychel Borges, o reconhecimento dos produtores é fundamental para consolidar a cadeia de carne premium no Brasil.

“A carne Angus conquista consumidores e agrega valor para a indústria, mas tudo começa na fazenda”, destaca o executivo.

Carne premium ganha espaço e fortalece pecuária de Rondônia

O avanço da raça Angus em Rondônia reforça a tendência de especialização da pecuária brasileira, com maior integração entre genética, indústria e mercado consumidor.

A expansão da carne premium no estado indica um cenário de maior profissionalização da atividade, com foco em eficiência produtiva, padronização de qualidade e acesso a mercados mais exigentes, tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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