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Crédito rural se torna mais seletivo e técnico, impactando produtores no Brasil

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Liberação de crédito rural fica abaixo do esperado

Apesar da previsão de R$ 186,1 bilhões para o Plano Safra 2025/26, o volume de crédito efetivamente liberado no primeiro semestre ficou 15,6% abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural (Sicor), do Banco Central do Brasil.

O resultado indica que uma parte significativa dos recursos ainda não chegou aos produtores na velocidade e proporção esperadas.

Concessão de crédito agora é mais técnica e criteriosa

O acesso ao crédito rural deixou de ser uma simples negociação entre produtor e gerente bancário. Hoje, a liberação depende de uma análise estruturada, que envolve:

  • Organização documental completa
  • Avaliação de dados financeiros e históricos produtivos
  • Modelos de risco e indicadores de inadimplência
  • Decisões de comitês internos antes do avanço do pedido

Segundo Rayssa de Melo, cofundadora da Agree, “os bancos estão mais atentos ao risco, especialmente diante do recorde histórico de inadimplência no setor. Isso tornou o processo menos previsível para quem não está preparado”.

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Maior seletividade reflete cenário econômico e riscos do setor

O novo equilíbrio do crédito rural combina uma postura conservadora das instituições financeiras com a cautela dos produtores. Entre os fatores que influenciam essa dinâmica estão:

  • Margens mais apertadas no agronegócio
  • Taxas de juros elevadas
  • Maior incerteza econômica
  • Pressão por decisões baseadas em dados confiáveis

O resultado é um crédito mais técnico e menos relacional, no qual a qualidade das informações apresentadas pelos produtores é determinante.

Gestão financeira passa a ter papel estratégico

Rayssa destaca que o crédito deve ser tratado com o mesmo rigor estratégico aplicado à produção agrícola. “O produtor já entende a importância do apoio técnico em cada etapa da lavoura, mas ainda tende a tratar o crédito como uma decisão individual. Hoje, compreender os critérios do sistema financeiro e contar com suporte especializado faz parte do planejamento do negócio”, afirma.

A mensagem é clara: quem domina a gestão financeira e apresenta informações robustas tem mais chances de acesso ao crédito rural, essencial para manter a produtividade e competitividade no campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno

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Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.

A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.

Manejo do solo começa meses antes da colheita

Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.

Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.

Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.

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A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.

Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo

O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.

“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.

Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema

Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.

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As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.

Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz

O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.

Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.

Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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