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Ibovespa recua após feriado enquanto bolsas globais oscilam com tensões no Oriente Médio

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Bolsas globais hoje: Wall Street sobe, Europa recua e Ásia fecha mista

Os mercados internacionais operam sem direção única nesta quarta-feira (22), refletindo um cenário de cautela global diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, os índices futuros indicavam abertura em alta em Dow Jones Industrial Average, com avanço de 0,66%, enquanto o S&P 500 subia 0,68% e o Nasdaq Composite avançava 0,86%, impulsionado principalmente por ações de tecnologia.

Na Europa, o tom era mais negativo. O STOXX Europe 600 recuava 0,14%, aos 615,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 caía 0,3%, enquanto o DAX e o FTSE 100 operavam próximos da estabilidade.

Na Ásia, o fechamento foi misto. O Hang Seng caiu 1,22%, aos 26.163 pontos. Já na China continental, os índices tiveram alta: o Shanghai Composite subiu 0,52%, aos 4.106 pontos, e o CSI 300 avançou 0,66%, aos 4.799 pontos.

No Japão, o Nikkei 225 registrou alta de 0,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,46%.

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Ibovespa hoje: índice abre em queda após feriado

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão em baixa nesta quarta-feira, refletindo ajustes após o feriado de Tiradentes e acompanhando o cenário externo mais cauteloso.

Por volta das 10h10, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,29%, aos 195.571,93 pontos.

Já o Ibovespa Futuro operava em queda de 0,62% no contrato mais curto, indicando viés negativo no curto prazo.

Tensões geopolíticas e ADRs pressionam o mercado brasileiro

O movimento de queda no Brasil é influenciado por fatores externos e ajustes técnicos. Entre os principais pontos de pressão estão:

  • Desempenho negativo dos ADRs de empresas brasileiras negociadas nos EUA na véspera
  • Incertezas sobre um possível cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Clima global de maior aversão ao risco

Com uma agenda econômica doméstica mais fraca, o mercado brasileiro segue altamente dependente do cenário internacional.

Destaques corporativos movimentam o mercado

Apesar do dia mais fraco em indicadores econômicos, algumas empresas chamam atenção dos investidores:

  • Movida: registrou lucro líquido de R$ 124,6 milhões no primeiro trimestre, alta de 59% na comparação anual, superando expectativas
  • IRB(Re): reportou lucro de R$ 11,5 milhões em fevereiro, com piora no resultado de underwriting
  • Positivo Tecnologia: fechou contrato de financiamento de até R$ 300 milhões com o BNDES
  • Energisa: assinou memorando com o Itaú Unibanco para entrada do banco como sócio minoritário na Denerge
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Mercado segue atento ao cenário internacional

O retorno das negociações após o feriado ocorre em um ambiente de cautela, com investidores monitorando:

  • Desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio
  • Direção das bolsas globais
  • Fluxo de capital estrangeiro

Com isso, a tendência é de manutenção da volatilidade no curto prazo, enquanto o mercado aguarda sinais mais claros sobre o cenário externo e seus impactos na economia global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor rural poderá recuperar ICMS sobre insumos e diesel até 2032

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Os produtores rurais do Estado de São Paulo seguem com o direito de recuperar valores pagos de ICMS sobre insumos utilizados na atividade agrícola, mesmo diante das mudanças previstas pela Reforma Tributária. A possibilidade está mantida até 2032 e considera a recuperação do imposto recolhido nos últimos cinco anos.

Na prática, isso permite que gastos com itens essenciais à produção — como óleo diesel, fertilizantes e embalagens — sejam convertidos em crédito tributário, podendo ser reaplicados diretamente na atividade rural.

Diesel concentra parte relevante dos custos no campo

Entre os principais insumos impactados está o óleo diesel, um dos maiores componentes do custo de produção agrícola. O combustível é utilizado no funcionamento de máquinas, como tratores e colheitadeiras, além do transporte da produção.

Em 2026, a alíquota do ICMS sobre o diesel passou a ser de R$ 1,17 por litro. Com isso, um produtor que consome cerca de 100 mil litros durante um ciclo produtivo pode acumular aproximadamente R$ 117 mil em ICMS embutidos no custo do combustível.

Dependendo da estrutura da operação e da comprovação das aquisições vinculadas à atividade rural, esse valor pode ser recuperado integralmente na forma de crédito tributário.

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Recuperação do ICMS fortalece o planejamento financeiro

De acordo com especialistas, a recuperação do ICMS é um instrumento relevante para a gestão financeira no campo, embora ainda seja pouco explorado por parte dos produtores.

Segundo Viviane Morales, sócia proprietária e diretora administrativa da Lastro, o mecanismo foi criado justamente para reduzir o peso da carga tributária sobre a produção agropecuária.

“Esse crédito existe há anos e, quando recuperado corretamente, retorna ao caixa da propriedade, podendo ser reinvestido na própria atividade produtiva”, afirma.

Mudanças recentes geraram preocupação no setor

O direito à recuperação do ICMS chegou a ser colocado em dúvida recentemente com a publicação do Decreto nº 68.178, que gerou apreensão no setor produtivo ao indicar possíveis restrições ao benefício.

A mobilização de especialistas e representantes do agronegócio ampliou o debate técnico e contribuiu para a manutenção do mecanismo, considerado essencial para a sustentabilidade econômica das propriedades rurais.

Crédito tributário impacta diretamente a rentabilidade

Para Gustavo Venâncio, sócio proprietário e diretor comercial e de marketing da Lastro, a recuperação do imposto tem efeito direto sobre os resultados financeiros da atividade rural.

“O produtor enfrenta custos elevados e, muitas vezes, margens apertadas. Recuperar parte do imposto pago em insumos essenciais contribui para equilibrar as contas e fortalecer o planejamento do negócio”, destaca.

Recuperação até 2032 exige atenção dos produtores

Mesmo com o avanço da Reforma Tributária e a previsão de substituição do ICMS, o direito à recuperação permanece válido até 2032. Diante disso, especialistas recomendam que os produtores acompanhem de perto os valores pagos nos últimos anos.

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Em muitos casos, o montante recuperável pode representar uma economia significativa, além de reforçar o caixa para investimentos em tecnologia, melhoria de processos produtivos e expansão das atividades.

Ferramenta estratégica para o agronegócio paulista

Mais do que um tema tributário, a recuperação do ICMS se consolida como uma ferramenta estratégica de gestão no agronegócio de São Paulo. Ao permitir que parte dos recursos pagos em impostos retorne à produção, o mecanismo contribui diretamente para o fortalecimento e o desenvolvimento das propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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