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Abertura da Colheita do Arroz 2027: áreas experimentais no RS entram em fase de preparo com forrageiras de inverno

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Os organizadores da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas já iniciaram o preparo das áreas experimentais que serão utilizadas na edição de 2027. O trabalho está sendo realizado na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), com foco na manutenção da qualidade biológica e química do solo.

A estratégia faz parte do manejo contínuo das lavouras demonstrativas e visa garantir melhores condições agronômicas para o cultivo do arroz na próxima safra de verão.

Manejo do solo começa meses antes da colheita

Embora o público associe a Abertura da Colheita do Arroz principalmente ao plantio e à colheita em si, o processo produtivo das áreas experimentais envolve etapas antecipadas de preparação do solo.

Após a realização da 36ª edição do evento, em fevereiro deste ano, as áreas que receberam as vitrines tecnológicas e a Lavoura Breno Prates passaram por novo ciclo de manejo.

Atualmente, os espaços estão sendo semeados com forrageiras de inverno, utilizadas como cobertura vegetal para preservação do solo até o próximo ciclo produtivo.

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A 37ª edição da Abertura da Colheita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de fevereiro de 2027.

Forrageiras de inverno garantem qualidade do solo

O uso de plantas de cobertura é uma das principais estratégias adotadas no sistema de produção das áreas experimentais. O objetivo é manter a estrutura do solo protegida, além de preservar sua fertilidade e atividade biológica.

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, o manejo com coberturas de inverno é essencial para garantir a sustentabilidade das áreas destinadas ao cultivo de arroz.

“A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas empresas PGW e Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou.

Mix de espécies reforça sustentabilidade do sistema

Neste ciclo de preparo, foi utilizado um mix de forrageiras e sementes de trevo, estratégia que contribui para melhorar a estrutura do solo, ampliar a fixação biológica de nitrogênio e reduzir a degradação ao longo do período de entressafra.

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As áreas experimentais funcionam como vitrines tecnológicas, permitindo a avaliação de práticas de manejo que podem ser aplicadas em larga escala pelos produtores de arroz no Rio Grande do Sul e em outras regiões de terras baixas.

Tecnologia e manejo antecipado fortalecem produção de arroz

O preparo antecipado das áreas reforça a importância da adoção de tecnologias de manejo conservacionista no cultivo de arroz irrigado.

Além de contribuir para a produtividade futura, as práticas adotadas pela Embrapa Clima Temperado e pela Federarroz buscam aumentar a eficiência do sistema produtivo e promover maior sustentabilidade agrícola.

Com isso, a preparação para a Abertura da Colheita do Arroz 2027 já começa a ganhar forma, consolidando o evento como referência nacional na difusão de tecnologias para a orizicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Chile para o Brasil somam US$ 897 milhões em 2026 e têm salmão, vinhos e frutas como destaques

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As exportações do Chile para o Brasil seguem em expansão no início de 2026, com destaque para o desempenho de salmão, vinhos e frutas frescas, que lideram a pauta de embarques no período de janeiro a abril.

Segundo dados do ProChile, instituição vinculada ao Ministério das Relações Exteriores responsável pela promoção comercial do país, as exportações chilenas para o mercado brasileiro totalizaram US$ 897 milhões no acumulado do período, reforçando o Brasil como um dos principais destinos estratégicos da América Latina.

Brasil é o quinto maior destino das exportações chilenas

O Brasil ocupa a quinta posição entre os principais mercados de destino das exportações do Chile, atrás de China, Estados Unidos, Japão e Índia.

No período analisado, o país respondeu por 4,72% do total exportado pelo Chile, evidenciando a relevância crescente da relação comercial entre os dois países, especialmente no segmento de alimentos e bebidas de maior valor agregado.

Durante a APAS Show 2026, realizada em São Paulo, uma delegação com 22 empresas exportadoras chilenas apresentou ao mercado brasileiro uma ampla oferta de produtos premium, incluindo frutas, vinhos, azeites, pescados, queijos e bebidas tradicionais como pisco e cervejas.

Salmão lidera exportações e reforça peso do setor pesqueiro

O salmão e a truta seguem como os principais produtos exportados do Chile para o Brasil, com embarques de US$ 359 milhões entre janeiro e abril de 2026.

O segmento representa 40,03% do total exportado ao país e registrou crescimento de 3,6% no período.

Somando toda a cadeia de pesca e aquicultura, o volume chegou a US$ 365 milhões, alta de 3,3% na comparação anual, consolidando o Chile como um dos principais fornecedores globais de pescado para o mercado brasileiro.

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Vinhos chilenos ampliam presença no Brasil

O setor de vinhos também apresentou forte desempenho no início de 2026, com exportações de US$ 64 milhões, crescimento de 17,6% no período.

Entre os destaques estão:

  • Vinhos tintos engarrafados: US$ 31 milhões (+28,3%)
  • Vinhos brancos engarrafados: US$ 8 milhões (+38,7%)
  • Cabernet Sauvignon engarrafado: US$ 6 milhões (+7,6%)

O avanço reforça a estratégia chilena de ampliar a presença de rótulos premium no mercado brasileiro, com foco em maior valor agregado e diversificação de consumidores.

Frutas frescas ganham espaço e ampliam diversificação das exportações

As exportações de frutas frescas do Chile para o Brasil somaram mais de US$ 56 milhões entre janeiro e abril de 2026, com destaque para o crescimento em diferentes categorias.

Entre os principais desempenhos estão:

  • Cerejas frescas: US$ 7 milhões (+47,8%)
  • Kiwis frescos: US$ 7 milhões (+26,4%)
  • Tomates processados: US$ 5 milhões (+125,3%)
  • Nozes: US$ 3 milhões (+89,5%)
  • Avelãs: US$ 2 milhões (+957,1%)
  • Amêndoas: US$ 1 milhão (+426,4%)
  • Azeite de oliva: US$ 9 milhões (+42,5%)

Apesar do avanço em segmentos específicos, as exportações agrícolas totais registraram leve queda de 0,9%, somando US$ 123 milhões no período.

Agroalimentos representam mais de 60% das exportações chilenas ao Brasil

No agregado, os embarques de agroalimentos — que incluem produtos de origem animal e vegetal — totalizaram US$ 557 milhões entre janeiro e abril, o equivalente a 61,53% das exportações chilenas ao Brasil no período.

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Em 2025, essa categoria já havia superado US$ 1,53 bilhão, representando 57,37% do total exportado ao mercado brasileiro, o que evidencia o crescimento da participação de alimentos e bebidas na pauta comercial.

Relação comercial Brasil–Chile segue estratégica e com espaço para expansão

O diretor do ProChile no Brasil, Hugo Corales, destaca que o fluxo comercial entre os países permanece sólido, com exportações chilenas em torno de US$ 4,6 bilhões, enquanto as importações vindas do Brasil variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.

O cenário reforça o potencial de expansão da corrente de comércio, especialmente em produtos de maior valor agregado e nichos premium.

Segundo Corales, fatores como acordos comerciais, logística aérea eficiente e proximidade geográfica — com voos de cerca de quatro horas entre os países — tornam o Chile um parceiro estratégico para o mercado brasileiro.

Perspectivas: foco em produtos premium e novos mercados regionais

A estratégia chilena para o mercado brasileiro também envolve a ampliação da presença para além dos grandes centros consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro, com foco crescente em regiões como o Nordeste, impulsionado pelo turismo e pela diversificação do consumo.

O movimento reforça a tendência de fortalecimento do comércio agroalimentar entre Brasil e Chile, com destaque para produtos premium e de maior valor agregado, especialmente em pescados, vinhos e frutas frescas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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