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Governo federal regulamenta uso de créditos de carbono em concessões florestais

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O governo federal deu mais um passo estratégico para fortalecer a política de gestão sustentável das florestas públicas e ampliar a atração de investimentos para conservação e restauração ambiental. Foi publicado no Diário Oficial da União, desta sexta-feira (17/10), norma que altera o artigo 55 do Decreto nº 12.046/2024, que regulamenta a Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei nº 11.284/2006). 

O novo decreto estabelece que, na ausência de normas nacionais específicas, concessionários poderão escolher metodologias reconhecidas para certificação de projetos de carbono, garantindo maior previsibilidade regulatória e viabilizando o desenvolvimento de projetos de REDD+ em áreas concedidas.

A mudança busca preencher lacunas regulatórias e dar segurança jurídica aos concessionários, sobretudo enquanto avança a regulamentação da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. 

A possibilidade de adoção de metodologias internacionalmente reconhecidas permitirá que projetos de concessão florestal, tanto de manejo sustentável quanto de restauração, possam gerar créditos de carbono de forma mais célere e estruturada, sem abrir mão da observância das regras nacionais para reconhecimento e transferência internacional desses créditos.

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Ao permitir a monetização de serviços ecossistêmicos, o novo decreto abre caminho para que a receita proveniente de créditos de carbono complemente as fontes tradicionais ligadas à produção florestal, medida que fortalece o modelo de concessão e viabiliza iniciativas de restauração em larga escala.

A ação está alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que preveem, entre outros objetivo, zerar o desmatamento e restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. 

Ao criar condições regulatórias mais estáveis para projetos de carbono em florestas públicas, o país sinaliza ao mercado internacional que está preparado para mobilizar recursos privados e mecanismos de mercado em apoio à agenda climática.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Leilão Bonsmara Santa Silvéria comercializa 100% dos touros e registra média de R$ 18,2 mil por animal

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A 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria confirmou o aquecimento do mercado de genética bovina ao comercializar os 40 touros ofertados, alcançando média de R$ 18,2 mil por reprodutor. Realizado em formato totalmente virtual no dia 1º de julho, o remate reuniu animais selecionados pelo Programa Qualitas® de melhoramento genético, desenvolvidos para atender às exigências da pecuária de corte brasileira.

Além do desempenho nas vendas, o evento marcou a expansão da base de compradores da Fazenda Santa Silvéria, com a entrada de novos pecuaristas e elevada recompra de clientes que já utilizam a genética Bonsmara em seus rebanhos.

Segundo a proprietária da fazenda, Clélia Pacheco, o resultado demonstra a confiança do mercado no trabalho de seleção realizado ao longo dos anos.

“Observamos a chegada de novos compradores, inclusive do Mato Grosso do Sul, além do retorno de criadores que já utilizam a raça. Esse movimento reforça a credibilidade da genética que estamos produzindo e os resultados obtidos pelos animais nos sistemas de produção”, destaca.

Reprodutores jovens ganham espaço no mercado

Outro ponto de destaque do leilão foi a forte valorização dos reprodutores mais jovens, reflexo da crescente demanda por animais capazes de elevar o desempenho produtivo dos rebanhos desde as primeiras gerações.

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De acordo com Clélia Pacheco, as avaliações de carcaça também contribuíram para aumentar o interesse dos compradores, especialmente daqueles que buscam genética para programas de cruzamento industrial.

“A avaliação de carcaça agregou ainda mais valor aos animais e fortaleceu a procura por reprodutores destinados ao cruzamento com matrizes meio-sangue, visando maior eficiência e produtividade”, afirma.

Genética adaptada às condições da pecuária tropical

Reconhecida como pioneira na criação da raça Bonsmara no Brasil, a Fazenda Santa Silvéria direciona seu programa de seleção para a produção de animais adaptados às condições tropicais, reunindo características como fertilidade, rusticidade, eficiência produtiva e capacidade de percorrer grandes distâncias durante a estação de monta.

Segundo a criadora, o objetivo vai além da comercialização de reprodutores.

“Nosso compromisso é entregar ao pecuarista uma genética comprovada nas condições brasileiras, capaz de proporcionar mais eficiência, desempenho e rentabilidade aos diferentes sistemas de produção de carne”, ressalta.

Fazenda Santa Silvéria investe em melhoramento genético desde 2000

O programa de seleção da Fazenda Santa Silvéria é conduzido desde o ano 2000 com base nos critérios do Sistema Bonsmara de Seleção, aliado a avaliações permanentes de desempenho.

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A propriedade utiliza o Programa Qualitas® para avaliação genética e a ferramenta Progênie®, responsável por orientar os acasalamentos, buscando intensificar características de interesse econômico, como adaptação ao ambiente tropical, fertilidade, ganho de peso à desmama e desempenho ao sobreano.

Como resultado, a fazenda disponibiliza ao mercado reprodutores preparados para atuar em sistemas extensivos e transmitir aos descendentes atributos que contribuem para maior produtividade, eficiência e rentabilidade da pecuária de corte brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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