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Comitê Permanente de Gestão da Pesca debate ordenamento nas bacias hidrográficas continentais do Nordeste

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A 5ª Reunião Ordinária do Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Continentais das Bacias do Rio São Francisco, Parnaíba, Atlântico Nordeste Ocidental, Atlântico Nordeste Oriental e Atlântico Leste (CPG Nordeste) aconteceu em Penedo, Alagoas, nos dias 14 a 16 de outubro.

O encontro reuniu pescadores e pescadoras, representantes do poder público, pesquisadores e instituições de ensino e pesquisa, em um espaço de diálogo e construção coletiva sobre medidas de ordenamento pesqueiro voltadas às bacias hidrográficas continentais do Nordeste.

O pescador e presidente da Colônia de Pescadores do Sertão do Pajeú, Luiz Fred Vieira dos Santos, relatou que o trabalho no CPG vem permitindo a articulação de políticas públicas para a organização dos rios da região. “Nós, pescadores, participamos para incluir nossas propostas nas portarias que estão sendo atualizadas. Uma de nossas recomendações é fazer uma oficina no sertão do Pajeú. A gente, que faz parte do rio Pajeú, dependemos das regras do São Francisco. As oficinas vão mostrar a realidade do sertão do Pajeú”, destacou.

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A coordenadora de Gestão Participativa Continental da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal, Bianca Larissa Mesquita, relatou que a reunião avançou na consolidação da revisão do ordenamento pesqueiro na região. “O momento também teve um caráter simbólico e estratégico, ao consolidar o planejamento para a revisão do ordenamento pesqueiro da Bacia do Rio São Francisco e reforçar o compromisso com o fortalecimento da pesca artesanal e com uma gestão participativa e sustentável da atividade pesqueira na região”, frisou.

Rede Pesca Brasil

Os CPGs do MPA possuem papel fundamental na sustentabilidade dos recursos pesqueiros do Brasil. Criados pelo Decreto 10.736, de 2021, eles fazem parte da Rede Pesca Brasil, um esforço colaborativo que reúne representantes de diversos setores da sociedade e do governo para assessorar a gestão pesqueira.

Cada comitê foca em um tipo específico de recurso ou região geográfica, possibilitando uma abordagem setorizada e eficaz para atuar nos desafios da pesca em diferentes áreas do país.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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