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Vale e Wabtec firmam parceria inédita para testar uso de etanol em locomotivas da Estrada de Ferro Vitória a Minas

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A Vale e a Wabtec Corporation firmaram uma parceria inédita para testar o uso de etanol como combustível em locomotivas da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O acordo, anunciado nesta segunda-feira (13), marca um avanço importante nos esforços de descarbonização do transporte ferroviário e promete resultados até 2027.

Estudo vai desenvolver motor flex para diesel e etanol

O projeto prevê o desenvolvimento e a validação de um motor dual fuel, capaz de operar tanto com diesel tradicional quanto com mistura de diesel e etanol.

Os primeiros testes serão conduzidos em laboratório para avaliar o desempenho, a eficiência energética e a redução de emissões. Segundo o cronograma, os experimentos nas instalações da Wabtec devem ocorrer até 2027, abrindo caminho para possível aplicação do sistema na frota da EFVM.

Parceria reforça programa de descarbonização da Vale

A iniciativa integra o programa de descarbonização da Vale, que busca reduzir o uso de combustíveis fósseis em suas operações ferroviárias. Em março deste ano, a mineradora já havia firmado outro acordo com a Wabtec para a aquisição de 50 locomotivas com motor Evolution Series, preparadas para operar com mistura de até 25% de biodiesel.

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Nos próximos anos, as empresas devem realizar novos testes para ampliar a proporção de biocombustíveis utilizados nas locomotivas, fortalecendo a transição energética do setor ferroviário.

Setor ferroviário mundial terá primeiro uso de etanol em locomotivas

De acordo com Danilo Miyasato, presidente e líder regional da Wabtec LATAM, o uso de etanol como fonte de energia em locomotivas representa um marco histórico para o setor ferroviário mundial.

“Estamos comprometidos em desenvolver soluções tecnológicas que acelerem a transição para um transporte mais eficiente e sustentável”, afirmou Miyasato.

Já o vice-presidente de Operações da Vale, Carlos Medeiros, destacou que projetos como este demonstram o compromisso da empresa em acelerar a descarbonização de sua malha ferroviária, responsável por cerca de 14% das emissões de carbono da Vale em 2024.

Metas de sustentabilidade e neutralidade de carbono

A Vale mantém metas ambiciosas para reduzir seu impacto ambiental. Desde 2020, a companhia trabalha para diminuir em 33% suas emissões absolutas de escopos 1 e 2 até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono (Net Zero) até 2050.

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A empresa também se comprometeu a reduzir em 15% as emissões líquidas de sua cadeia de valor (escopo 3) até 2035, alinhando suas ações ao Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global a menos de 2ºC até o final do século.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA participa da Seafood Expo Global 2026 para ampliar mercados e fortalecer a imagem do pescado brasileiro

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa, entre os dias 21 e 23 de abril, da Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, na Espanha, considerada a principal feira mundial do setor de pescados e aquicultura. A missão oficial é chefiada pelo ministro Rivetla Edipo Araujo Cruz, acompanhado por representantes técnicos da pasta.

A presença brasileira no evento integra os esforços do Governo Federal para fortalecer a inserção internacional do pescado brasileiro, ampliar oportunidades comerciais e avançar no diálogo com autoridades e lideranças do setor pesqueiro europeu, com foco na retomada das exportações para a União Europeia.

Realizada anualmente, a Seafood Expo Global reúne autoridades governamentais, organismos internacionais, empresários, investidores e compradores de diversos países, consolidando-se como um dos principais espaços mundiais para a promoção de produtos da pesca e da aquicultura.

Durante a abertura do Pavilhão do Brasil, no dia 21 de abril, o ministro destacou o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e com a competitividade internacional do setor.

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“O Brasil tem trabalhado para consolidar sua posição como fornecedor de alimentos aquáticos de alta qualidade, produzidos com responsabilidade e sustentabilidade. Nossa participação nesta feira reafirma o compromisso do país com o desenvolvimento do setor e com a ampliação de novos mercados para o pescado brasileiro”, afirmou.

O ministro também ressaltou a parceria entre o MPA, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA) e o setor produtivo nacional para fortalecer a presença brasileira no mercado internacional.

Programação institucional

A agenda da missão inclui uma série de reuniões estratégicas com representantes de instituições e governos internacionais. Entre os compromissos previstos estão encontros com:

* representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO);
* dirigentes da INFOPESCA, organismo regional voltado à comercialização de produtos pesqueiros;
* autoridades do governo da Espanha;
* representantes da Noruega;
* membros da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT).

Além disso, o ministro participa do painel internacional “Scaling Sustainable Blue Foods: Policy, Technology, and Market Insights”, no qual apresentará a visão do Brasil sobre a importância dos alimentos aquáticos sustentáveis para a segurança alimentar global.

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Promoção do pescado brasileiro

Ao longo da feira, a delegação brasileira também realizará visitas técnicas e encontros com empresários, importadores e representantes da indústria internacional, reforçando a imagem do Brasil como um país comprometido com:

* a qualidade sanitária dos produtos;
* a rastreabilidade do pescado;
* a sustentabilidade da produção;
* e a geração de emprego e renda no setor aquícola e pesqueiro.

A participação do MPA na Seafood Expo Global 2026 reforça a estratégia do Governo Federal de ampliar a presença do pescado brasileiro no mercado externo e consolidar o país como referência internacional na produção sustentável de alimentos aquáticos.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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