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MJSP e Acnur acompanham integração de famílias afegãs acolhidas no Brasil

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Brasília, 21/10/2025 — Durante o mês de outubro, servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), realizam visitas a famílias afegãs que chegaram ao Brasil em 2025, por meio do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário para Nacionais Afegãos. O objetivo é avaliar o processo de integração, o apoio prestado por organizações da sociedade civil credenciadas e as melhorias necessárias para as próximas chegadas.

As visitas estão ocorrendo em cidades do interior de São Paulo e integram os instrumentos de monitoramento do programa, lançado pelo MJSP em abril de 2025. Desde então, já acolheu 282 pessoas em 24 municípios, com o suporte de três organizações da sociedade civil aprovadas: Panahgah e Estou Refugiado, que atuam em São Paulo; e MAIS, que atua no Paraná. Em breve, novas famílias também serão apoiadas pelas organizações Vila Minha Pátria e Rede sem Fronteiras.

Grande parte dos núcleos familiares conta com crianças pequenas, incluindo recém-nascidos no Brasil, além de públicos prioritários, como pessoas com deficiência, idosas, LGBTQIA+ e vítimas de perseguição política no Afeganistão. Em Americana (SP), por exemplo, foi visitada uma família de 11 pessoas, incluindo uma gestante, uma pessoa idosa e dois bebês.

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Integração e desafios

A família de Americana (SP) chegou em junho e recebe auxílio financeiro da organização apoiadora, garantido por no mínimo 12 meses, conforme as regras do programa. Com o valor, conseguem arcar com aluguel e despesas básicas, enquanto estudam português e buscam oportunidades de trabalho. Até o momento, apenas um dos membros conseguiu emprego temporário, revelando a integração socioeconômica como um dos maiores desafios.

Por outro lado, o acesso rápido e gratuito a serviços de saúde foi um dos pontos fortes destacados, incluindo atendimentos em saúde mental. “Eu e um de meus filhos fomos presos pelo Talibã por três meses. Aqui no Brasil, estamos recebendo ajuda psicológica para conseguir recomeçar”, relatou uma das mulheres da família, que não será identificada por motivos de segurança.

A dificuldade em aprender o idioma aparece de forma recorrente e impacta desde a socialização até as oportunidades de emprego. Nesse processo, o papel das organizações patrocinadoras é essencial, com equipes — muitas vezes voluntárias — que auxiliam no acesso a serviços de saúde, educação, programas assistenciais e reforço no aprendizado do português.

Entre as demandas identificadas durante as visitas, estão a ampliação do número de mediadores interculturais e o apoio à revalidação de diplomas no Brasil. A maioria dos adultos das famílias visitadas possui ensino superior em áreas como Ciências Sociais, Agronomia, Letras, Administração, Direito e Jornalismo, e manifesta interesse em atuar profissionalmente no País.

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“Gostaria muito de trabalhar na mesma área que eu trabalhava no Afeganistão. Tenho formação e experiência, mas minha prioridade é conseguir um emprego que sustente minha família”, disse um afegão visitado em Americana.

Próximos passos

Os depoimentos coletados servirão de base para o monitoramento e avaliação do programa e para a implementação de melhorias. Atualmente, quatro organizações da sociedade civil estão em fase de análise documental e de planos de trabalho e, se aprovadas, se somarão às outras cinco já habilitadas para apoiar a chegada de novas famílias afegãs. Estima-se que, por meio dessas organizações, cerca de 1,5 mil vagas sejam disponibilizadas para acolhimento.

As visitas de monitoramento seguirão nos próximos meses e serão expandidas para outros estados, permitindo avaliar os impactos do programa e fortalecer as estratégias de inclusão e acolhimento de pessoas refugiadas. Essa avaliação também apoiará a possível expansão do modelo de patrocínio comunitário para outras nacionalidades.

O trabalho de monitoramento, realizado em parceria com o Acnur, conta com o apoio financeiro do Governo da Itália, que viabiliza parte significativa das atividades.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Mercado formal celetista gera 58.568 empregos em julho e acumula 972.203 postos no ano

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Em julho de 2026, o mercado de trabalho formal celetista gerou 58.568 postos de trabalho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês, acumulando no ano 972.203 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,06%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (agosto/2025 a julho/2026) a ampliação do emprego formal no país chega a 880.717, crescimento de 1,87%.

Com o resultado de julho, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país.
Em 4 dos 5 grandes grupamentos de atividades econômicas os saldos foram positivos no mês, com destaque para o setor de Serviços (24.098), seguido da Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.
Nos estados, foram registrados saldos positivos em 22 das 27 unidades federativas. Em valores absolutos, São Paulo (17.814), Mato Groso (5.766) e Minas Gerais (5.199) tiveram os maiores saldos. Em valores relativos, os percentuais foram maiores no Amazonas (0,63%), Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).
Dos postos de trabalho gerados, 95,1% podem ser considerados típicos e 4,9% não típicos, majoritariamente trabalhadores intermitentes (+4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas – os CAEPF (+1.911).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a julho de 2026, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 591.519 postos formais de trabalho, crescimento de 2,58%, com destaque para o setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo de 211.823 empregos no ano.
Também positiva, a Construção gerou 180.449 postos formais no ano, crescimento de 6,12%, com destaque para o setor de Obras de Infraestrutura (71.711). A Indústria apresentou saldo de 154.052 postos (1,72%) e a Agropecuária 54.106 postos (2,99%). O Comércio foi o único grande grupamento com resultado negativo no ano, acumulando perda de 7.896 postos formais de trabalho (-0,08%).
Nos estados, os maiores saldos acumulados ocorreram em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

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Dados populacionais
Em julho, o saldo é foi positivo para homens (38.085) e para mulheres (20.483). Na população até 24 anos, o saldo foi positivo em 89.425 postos de trabalho, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.
O saldo foi também positivo para as pessoas com nível médio completo (50.675) e para o com nível médio incompleto (12.027). Demais níveis de instrução totalizam saldo negativo de 4.134 postos. O saldo foi positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).

Salário admissão
O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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