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Marina Silva dá boas-vindas aos novos analistas administrativos do ICMBio

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Na manhã da última segunda-feira (20/10), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, realizou uma aula magna para os novos analistas administrativos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília. O ato abriu a etapa presencial do curso de formação dos 120 servidores empossados.

Ao dar boas-vindas, a ministra destacou a relevância do trabalho coletivo, da ética e da capacidade de “acreditar criando” para superar os desafios ambientais e sociais do país. “A técnica e o conhecimento são fundamentais. Mas o que orienta a técnica, senão os valores e a ética? A técnica sem ética é apenas tecnologia, soluções ou conhecimento. É a ética que orienta a ação na gestão pública”, salientou.

A ministra enfatizou o papel dos servidores na proteção das unidades de conservação, da biodiversidade e dos povos indígenas e comunidades tradicionais, defendendo a necessidade de ir “além das questões de natureza técnica”.

A importância da formação contínua e da superação dos resultados já alcançados para enfrentar os desafios cotidianos também foi destacada pela ministra. “A gente tem que quebrar a inércia do resultado já alcançado”, pontuou. “Era preciso ter pessoas que soubessem o que fazer para a gente poder alcançar os resultados que estamos alcançando agora, e que bom que vocês agora vêm se somar a esses esforços.”

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Marina Silva ressaltou ainda o esforço coletivo do governo federal para viabilizar o concurso e valorizar o serviço público. A ponderação foi reforçada pelo presidente do ICMBio, Mauro Pires. “O governo autorizou e vocês estão aqui hoje, nessa prova de que a consistência, a coerência e o compromisso com a gestão ambiental se traduzem em práticas, em posturas e em gestos”, avaliou.

O curso, que teve início de forma remota, segue até o dia 31 de outubro, com atividades na sede do Instituto Chico Mendes e saídas a campo.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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