Educação

G20 Educação destaca primeira infância e valorização docente

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Nesta quarta-feira, 22 de outubro, ocorreu a Reunião de Ministros da Educação do G20, realizada em Skukuza, África do Sul. O encontro, que teve a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, marcou o encerramento da presidência sul-africana no grupo. Os documentos finais resultantes da presidência destacam o compromisso global com a educação infantil inclusiva, equitativa e de qualidade como direito humano fundamental.

O compêndio apresentado como um dos documentos resultantes do Grupo de Trabalho de Educação do bloco compartilha experiências nacionais, boas práticas e programas inspiradores desenvolvidos nos países membros e convidados. O documento aborda as áreas definidas como prioritárias pela presidência sul-africana: a aprendizagem na primeira infância; o reconhecimento mútuo de qualificações acadêmicas e profissionais; e a formação e valorização dos docentes para um mundo em transformação.

A Declaração da Presidência (Chair’s Statement, no termo em inglês), outro resultado do GT, reforça os pontos apresentados no compêndio e será encaminhada à Cúpula de Líderes do G20, em novembro.

“Juntas, essas iniciativas fazem parte de uma agenda mais ampla de formação, dignidade e inclusão.”
Camilo Santana, ministro da Educação

“Juntas, essas iniciativas fazem parte de uma agenda mais ampla de formação, dignidade e inclusão. Uma agenda que se alinha com o nosso compromisso internacional compartilhado para construir uma força de trabalho na educação, que seja capacitada e dedicada à equidade, sustentabilidade e à transformação social”, afirmou Santana. “Apesar das diferenças, trabalhamos com o mesmo propósito: assegurar uma educação de qualidade para todos, garantindo que ninguém seja deixado para trás”, completou, ao parabenizar a condução da presidência sul-africana.

Em sua fala durante a sessão plenária, o ministro ressaltou o compromisso brasileiro com a valorização docente, destacando o Programa Mais Professores para o Brasil, voltado à formação, ao ingresso e à permanência de professores no ensino público. Ele também divulgou a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, recentemente lançada, e o empenho do Brasil em avançar nas discussões sobre o reconhecimento internacional de diplomas, em alinhamento com a Convenção Global da Unesco sobre Educação Superior.

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Santana também lembrou que o Brasil encerrou sua presidência no G20 em 2024 com a produção de três importantes documentos que reforçam a relevância do diálogo internacional em educação, incluindo o Relatório sobre Educação. Ele pontuou a integração entre a agenda educacional do G20 e a Reunião Global da Unesco (GEM), o que permitiu alinhar esforços para enfrentar desafios comuns. Citou ainda o Relatório Global de Educação de 2024, lançado em Fortaleza, que mostra avanços no acesso escolar, mas alerta que 251 milhões de crianças ainda estão fora da escola. Por fim, defendeu a união global em prol da alfabetização na idade certa e do direito à educação para todos.

“Nestes tempos desafiadores, devemos reconhecer mais do que nunca a importância do diálogo e do multilateralismo genuíno. A cooperação internacional é essencial para ampliar o acesso à educação e melhorar sua qualidade e relevância.”, afirmou.

Próximos passos – A Declaração da Presidência sul-africana também aponta diretrizes para o futuro da cooperação educacional, com ênfase em ações conjuntas que assegurem a continuidade dos avanços alcançados. Entre as iniciativas, está o compromisso dos países em construir sistemas educacionais mais preparados para os desafios do século 21, investindo na formação de profissionais aptos a atuar em contextos digitais, multiculturais e em constante transformação.

O documento incentiva, ainda, o desenvolvimento de mecanismos de monitoramento e avaliação compartilhados, capazes de acompanhar o progresso das metas estabelecidas e fortalecer o intercâmbio de boas práticas entre os membros do grupo. Outro ponto de destaque é a ampliação do diálogo multilateral sobre financiamento sustentável da educação, reconhecendo o papel estratégico dos investimentos públicos e da inovação para garantir o direito à aprendizagem ao longo da vida.

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Compromissos bilaterais e cooperação internacional – A participação brasileira no G20 também incluiu agendas bilaterais e multilaterais realizadas entre os dias 20 e 23 de outubro. Na terça-feira (21), Camilo Santana assinou, em Pretória, um memorando de entendimento com a ministra da Educação Básica da África do Sul, Siviwe Gwarube, que prevê cooperação em políticas educacionais, formação de professores e fortalecimento da alfabetização.

No mesmo dia, o ministro participou da reunião trilateral do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e de encontro com o diretor de Educação e Habilidades da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher, para tratar de parcerias em avaliação, inovação pedagógica e formação docente. À noite, participou do Diálogo Ministerial da Força-Tarefa de Emprego e Educação do Business 20 (B20), espaço de interlocução entre governos e setor privado sobre políticas para o futuro do trabalho.

Agenda – Encerrando a missão oficial, Santana participará, na quinta-feira (23), do Seminário de Lançamento do Relatório da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, tradução de Teaching and Learning International Survey, promovido pela OCDE. O evento reunirá ministros de educação de diversos países para debater as tendências globais e locais sobre o desenvolvimento profissional de professores e líderes escolares.

Na ocasião, o ministro Santana apresentará as políticas brasileiras de valorização docente que reforçam a formação dos educadores para o avanço da aprendizagem e a construção de sistemas educacionais resilientes e inclusivos.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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