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Inflação desacelera e arrecadação federal mantém ritmo forte, aponta relatório do Rabobank

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O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, avançou 0,18% em outubro, resultado abaixo das projeções do mercado (0,21%), conforme análise do RaboResearch. O dado indica continuidade do cenário de moderação inflacionária no Brasil, impulsionado pela valorização do real e pela queda dos preços de commodities.

No acumulado em 12 meses, a inflação alcançou 4,9%, superando levemente o teto da meta (4,5%), mas sinalizando perda de força em relação aos meses anteriores. O grupo Transporte foi destaque de alta (0,41%), pressionado por passagens aéreas e combustíveis, enquanto Habitação e Artigos de residência registraram alívio.

O relatório do Rabobank projeta que o IPCA encerre 2025 em 4,6% e 2026 em 4,2%, mantendo trajetória de desaceleração. Ainda assim, o banco alerta que a inflação de serviços segue pressionada pela renda em alta e pelo baixo desemprego, fatores que podem limitar cortes futuros na taxa Selic.

Receita federal cresce e mantém recorde histórico

A arrecadação federal atingiu R$ 216,7 bilhões em setembro, avanço real de 1,5% sobre o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, o total chega a R$ 2,1 trilhões, o melhor resultado desde 2000 para o período, segundo dados da Secretaria da Receita Federal.

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O crescimento foi impulsionado principalmente pelo IOF, que subiu 33,4% após alterações legislativas, seguido pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), PIS/Cofins e Imposto de Importação. A expansão reflete o bom desempenho da atividade econômica e a retomada do crédito corporativo.

Conta corrente registra déficit, mas IED alcança recorde histórico

Apesar do avanço nas exportações, o déficit em transações correntes subiu para US$ 9,8 bilhões em setembro, pressionado pelas importações em patamar recorde, que somaram US$ 28,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, o déficit equivale a 3,6% do PIB, segundo o Banco Central.

Por outro lado, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) mostrou força, com US$ 10,7 bilhões em entradas líquidas — o maior valor já registrado para o mês de setembro. Em 12 meses, o fluxo soma US$ 75,8 bilhões, ou 3,5% do PIB, demonstrando confiança externa na economia brasileira.

Política e geopolítica: encontro Lula-Trump e desafios tarifários

O relatório destaca o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente norte-americano Donald Trump, realizado na Ásia, para tratar de tarifas e sanções comerciais. As equipes dos dois países iniciarão negociações imediatas para buscar soluções.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou esperar um acordo “nas próximas semanas”. A reunião reforça o tom diplomático em meio à tensão causada pelo aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.

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Perspectivas econômicas: câmbio, juros e PIB

O Rabobank manteve suas projeções para a economia brasileira em 2025, com crescimento do PIB de 2%, taxa Selic em 15% e dólar a R$ 5,55 no fechamento do ano. Para 2026, espera-se desaceleração do PIB para 1,6%, com Selic em 12,5% e câmbio médio de R$ 5,70.

No cenário externo, o banco projeta cortes graduais de juros pelo Federal Reserve, e prevê que a fraqueza do dólar e o diferencial de juros ainda favoreçam o real no curto prazo.

Agenda da semana

Entre os principais dados esperados no Brasil, o Rabobank cita:

  • Resultado fiscal de setembro, previsto para quinta e sexta-feira;
  • IGP-M de outubro, estimado em -0,17%;
  • CAGED, com criação de 181 mil vagas em setembro;
  • Taxa de desemprego (PNAD), projetada em 5,5%.

Na América Latina, destaque para decisões de política monetária no Chile e na Colômbia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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