Agro News

Mix de plantas impulsiona sustentabilidade e produtividade na agricultura e pecuária

Publicado

O uso de mixes de plantas, que combinam espécies vegetais selecionadas, tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para a agricultura e a pecuária, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas, a produção de forragem de alta qualidade e a manutenção de sistemas agropecuários mais sustentáveis.

Segundo especialistas, essas combinações favorecem solos mais equilibrados, promovendo descompactação, aumento da matéria orgânica e melhoria na retenção de água, criando condições ideais para culturas subsequentes.

Benefícios nutricionais e produtivos na pecuária

Na produção de forragem, a associação de gramíneas de rápido crescimento com leguminosas ricas em proteína e fixadoras de nitrogênio gera um alimento mais equilibrado, com melhor digestibilidade e eficiência de conversão alimentar.

Essa prática resulta em pastagens mais produtivas e duradouras, com menor necessidade de adubação nitrogenada, beneficiando o desempenho do rebanho e a sustentabilidade do sistema pecuário.

Cobertura vegetal, adubação verde e proteção do solo

Os mixes de plantas também desempenham papel essencial na cobertura do solo e adubação verde, prevenindo erosão, promovendo a ciclagem de nutrientes e auxiliando na supressão de plantas daninhas e patógenos.

Leia mais:  Anec aumenta projeções de exportação de soja, farelo e milho do Brasil para agosto

“Cada espécie cumpre uma função específica no sistema, contribuindo para o equilíbrio da microbiota e a saúde do solo”, destaca Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo e gerente de P&D e Inovação da Semembrás.

Além disso, a prática ajuda a reduzir emissões de carbono, aumenta o sequestro de CO₂ e mantém a cobertura permanente do solo, beneficiando a resiliência agroecossistêmica.

Tecnologia e padronização industrial

Antes, a formulação de mixes era feita diretamente nas fazendas, sem critérios técnicos, o que gerava impurezas e proporções inadequadas. Hoje, empresas como a Semembrás oferecem mixes industrialmente padronizados, tratados e balanceados para otimizar o plantio.

Segundo Nascimento, os mixes personalizados permitem acelerar o estabelecimento das plantas, aumentar o volume de biomassa e intensificar a ciclagem de nutrientes, tornando os sistemas mais eficientes e sustentáveis.

“Cada formulação é desenvolvida conforme o solo e o objetivo de manejo, garantindo assertividade e melhor desempenho”, explica.

Portfólio e soluções da Semembrás

A Semembrás oferece mais de 40 espécies vegetais, possibilitando combinações adaptadas a diferentes condições edafoclimáticas e sistemas de produção. A empresa também conta com equipe técnica para auxiliar do diagnóstico da área à escolha das proporções ideais.

Leia mais:  Governo recua em regra de inspeção e tenta destravar exportações de soja para a China

Entre os mixes pré-formulados, destacam-se:

  • SBMix Café: cobertura e reestruturação do solo na primavera/verão.
  • SBMix Cana / SBMix Palhada: produção de biomassa e cobertura em áreas de reforma ou implantação de canaviais.
  • SBMix Precoce: ideal para janelas curtas de semeadura e pós-safrinha, focando em biomassa e benefícios ao solo.
  • SBMix Nematoide: combina cobertura do solo com controle de nematoides em rotação e sucessão.
  • SBMix Pastejo: voltado para integração lavoura-pecuária (ILP), oferecendo cobertura vegetal em rotação ou sucessão.

Essas soluções permitem maximizar a produtividade e a sustentabilidade, adaptando os mixes às necessidades específicas de cada propriedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Erros em notas fiscais travam créditos de ICMS no agro e ampliam prejuízos financeiros no campo

Publicado

A gestão tributária voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro diante do aumento de inconsistências em notas fiscais eletrônicas que vêm comprometendo o aproveitamento de créditos de ICMS no setor. Erros considerados simples, mas recorrentes, têm provocado bloqueios fiscais, perda de valores milionários e dificuldades financeiras para produtores rurais e empresas ligadas à cadeia agroindustrial.

Levantamento da Confederação Nacional dos Contadores mostra que mais de 60% das empresas brasileiras já emitiram notas fiscais com erros ou divergências. Outros 15% sequer souberam informar se os documentos estavam corretos. Paralelamente, dados da IOB indicam que cerca de 70% das empresas analisadas no primeiro semestre de 2024 apresentaram algum tipo de inconsistência tributária.

No agronegócio, onde o volume de operações fiscais é elevado e o fluxo financeiro depende diretamente da regularidade tributária, o impacto dessas falhas é ainda mais significativo.

Segundo o contador e especialista em gestão tributária no agro, Altair Heitor, o problema está principalmente na qualidade da emissão fiscal.

“Não basta emitir a nota fiscal. Ela precisa estar tecnicamente correta. Um único erro pode comprometer toda a operação e impedir o aproveitamento do crédito tributário”, afirma.

Erros fiscais mais comuns bloqueiam créditos de ICMS

Entre as principais inconsistências identificadas estão erros na classificação fiscal dos produtos (NCM), preenchimento incorreto do CFOP, falhas no CST e ausência do destaque correto do imposto.

Dados do setor apontam que aproximadamente 55,6% das falhas estão justamente nesses campos considerados essenciais para validação do crédito tributário.

Na prática, isso significa que muitos produtores rurais e empresas deixam de recuperar valores importantes por problemas operacionais que poderiam ser evitados com maior controle documental e revisão técnica.

Leia mais:  Semana da Pecuária reforça protagonismo global do Brasil

Além da perda financeira direta, inconsistências fiscais podem gerar autuações, multas e bloqueios futuros de créditos tributários.

Fiscalização digital aumenta rigor sobre operações do agro

O avanço da fiscalização eletrônica pelos fiscos estaduais reduziu significativamente a margem para correções posteriores.

Atualmente, os sistemas estaduais realizam cruzamento automático de informações fiscais em tempo real, identificando divergências imediatamente após a emissão dos documentos.

Segundo especialistas, esse cenário se torna ainda mais crítico durante períodos de maior movimentação no campo, como comercialização de safra e fechamento de grandes operações agrícolas.

“Em muitos casos, o produtor só descobre o problema quando tenta utilizar o crédito e encontra o bloqueio fiscal”, explica Altair Heitor.

A situação é agravada pelo fato de que muitos estados vêm endurecendo os critérios para homologação dos créditos acumulados de ICMS.

Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual anunciou recentemente a liberação de até R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados por meio do programa ProAtivo, reforçando o potencial financeiro desses recursos para empresas que mantêm regularidade fiscal.

Mesmo assim, parte significativa do setor produtivo continua sem acesso aos créditos devido às falhas documentais.

Falta de integração operacional amplia perdas financeiras

Especialistas apontam que boa parte dos problemas fiscais no agronegócio está relacionada à ausência de integração entre os setores contábil, fiscal e operacional das empresas.

Sem padronização de processos e revisão constante, a emissão de notas fiscais acaba sendo realizada de forma manual e vulnerável a erros recorrentes.

Além disso, muitos produtores ainda não mantêm rotinas estruturadas de auditoria fiscal preventiva, o que dificulta a identificação antecipada de inconsistências.

Leia mais:  Coamo anuncia investimento de R$ 3 bilhões em porto próprio em Santa Catarina

O resultado é o acúmulo de créditos não aproveitados, perda de capital de giro e aumento da dependência de financiamentos externos.

Medidas podem evitar perdas e proteger o caixa do produtor

Especialistas em gestão tributária defendem que a recuperação e preservação dos créditos de ICMS exigem organização documental, monitoramento contínuo e suporte técnico especializado.

Entre as principais medidas recomendadas para reduzir riscos estão:

  • Revisão periódica das notas fiscais: A análise recorrente da documentação permite identificar inconsistências e corrigir falhas antes de eventuais autuações fiscais.
  • Padronização do preenchimento fiscal: Uniformizar informações como NCM, CFOP e CST reduz divergências e melhora a consistência dos documentos.
  • Organização documental: Notas fiscais, livros fiscais e registros contábeis precisam estar completos e compatíveis para sustentar o direito ao crédito.
  • Atualização constante sobre mudanças tributárias: Alterações na legislação e nos entendimentos das secretarias estaduais impactam diretamente a validação dos créditos fiscais.
  • Suporte técnico especializado: Consultorias e equipes com foco em gestão tributária ajudam a reduzir riscos operacionais e ampliar o aproveitamento dos créditos acumulados.
Crédito de ICMS ganha importância estratégica no agro

Em um cenário de custos elevados, juros altos e maior pressão sobre as margens do produtor rural, os créditos tributários passaram a representar uma importante ferramenta de liquidez para o agronegócio.

Segundo especialistas, a correta gestão fiscal pode transformar créditos acumulados em fonte relevante de capital para investimentos, custeio e equilíbrio do fluxo de caixa.

“O crédito de ICMS é um ativo financeiro legítimo. Quando bem administrado, ele deixa de ser um valor parado e passa a apoiar decisões estratégicas dentro da operação agrícola”, conclui Altair Heitor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana