Agro News

Oferta limitada mantém preços do boi gordo em alta em todo o país, aponta Cepea

Publicado

Preços do boi seguem em valorização nas principais praças pecuárias

O preço do boi gordo continua em alta no mercado brasileiro. De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização é resultado da oferta limitada de animais prontos para abate, o que tem levado os frigoríficos a pagar mais para garantir a compra e manter suas escalas de produção.

Alta acumulada em todas as regiões monitoradas pelo Cepea

Em outubro, as 28 regiões acompanhadas pelo Cepea registraram aumento nas cotações. Em importantes praças pecuárias como Araçatuba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Triângulo Mineiro, Pará e Oeste da Bahia, a alta acumulada foi de 3%. Já em Goiânia, Rio Verde e Tocantins, o avanço chegou a 5% no mês.

Negociações em São Paulo mantêm preços firmes

No estado de São Paulo, principal referência nacional para o mercado do boi gordo, os negócios têm ocorrido entre R$ 315 e R$ 320 por arroba, conforme os dados do Cepea. O cenário reflete a disputa entre os frigoríficos por lotes disponíveis e a tendência de manutenção dos preços firmes no curto prazo.

Leia mais:  Confinamento bovino: Centro-Oeste reduz custos e volta a ganhar competitividade frente ao Sudeste

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

Publicado

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

Leia mais:  Confinamento bovino: Centro-Oeste reduz custos e volta a ganhar competitividade frente ao Sudeste

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Leia mais:  Licores artesanais ganham destaque e conquistam novos consumidores com experiências sensoriais e sabores criativos

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana