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Congresso Raízes da Inovação promove tecnologia e sustentabilidade no Brasil

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A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) realiza nos dias 2 e 3 de dezembro, no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), o Congresso Raízes da Inovação. O encontro tem como objetivo fomentar negócios e parcerias estratégicas, reunindo representantes de empresas, fundos de investimento, universidades, instituições de ciência e tecnologia, organizações multilaterais e gestores governamentais.

Programação destaca inteligência artificial, bioeconomia e sustentabilidade

O primeiro dia do congresso contará com painéis e mesas de debate sobre os principais desafios e oportunidades da inovação no país. Entre os temas em pauta estão:

  • Integração da inteligência artificial ao desenvolvimento industrial;
  • Bioeconomia e sustentabilidade;
  • Cooperação entre instituições públicas e privadas.

A programação foi estruturada para estimular a troca de experiências, apresentar soluções tecnológicas e abrir espaço para novas parcerias estratégicas.

Fundepag como elo entre setores de inovação

Segundo Álvaro Duarte, diretor-presidente da Fundepag, o congresso reforça o papel da fundação como ponte entre governo, empresas e academia:

“Ao reunir diferentes setores em torno de temas estratégicos, criamos um ambiente propício ao diálogo, à geração de negócios e ao fortalecimento do ecossistema brasileiro de inovação.”

A iniciativa evidencia a importância da colaboração entre setores público e privado para o avanço da ciência, tecnologia e inovação no país.

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Participação governamental e oportunidades de investimento

O evento contará com representantes dos governos federal, estadual e municipal, reforçando a importância de políticas públicas alinhadas à inovação como instrumento de desenvolvimento sustentável e competitivo.

De acordo com Duarte, os participantes terão a oportunidade de:

  • Conhecer iniciativas inovadoras;
  • Debater tendências tecnológicas;
  • Identificar novas possibilidades de investimento e cooperação.

O congresso também reforça o protagonismo do Brasil em áreas como inteligência artificial e agricultura sustentável, promovendo o fortalecimento do ecossistema nacional de inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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