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Brasil apresenta tecnologias da pecuária tropical na African Livestock Exhibition and Congress, na Etiópia

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da African Livestock Exhibition and Congress (ALEC), realizada na Etiópia. A ação foi coordenada pelo Mapa, em parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), por meio do projeto setorial Brazilian Renderers, desenvolvido em conjunto com a ApexBrasil.

O Pavilhão Brasil, um dos destaques da feira, reuniu empresas e instituições que apresentaram soluções em genética, nutrição, reprodução, forrageiras e manejo da pecuária tropical. A presença brasileira teve como objetivo fortalecer a cooperação com países africanos, promover o intercâmbio técnico e ampliar oportunidades de negócios no setor pecuário.

A delegação brasileira participou de reuniões bilaterais, visitas técnicas e um seminário setorial, em uma agenda voltada à identificação de demandas, alinhamento regulatório e prospecção de parcerias. As conversas abriram caminho para futuras habilitações e novas aberturas de mercado.

O diretor técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Bento Mineiro, destacou que a participação na ALEC reforça o compromisso da entidade em promover o zebu e o modelo de produção tropical brasileiro como ferramentas de transformação produtiva e social. “O Brasil tem muito a contribuir com a pecuária africana, compartilhando conhecimento, genética e tecnologias desenvolvidas para climas semelhantes, que podem impulsionar o desenvolvimento local”, destacou.

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O presidente-executivo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Décio Coutinho, ressaltou a importância da presença do setor de reciclagem animal no evento. Para ele, “o Brasil possui um sistema moderno e seguro de reaproveitamento de subprodutos da pecuária, que contribui para a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio. A troca de experiências com países africanos abre oportunidades para novos negócios e parcerias tecnológicas”.

A participação brasileira contou com o apoio institucional do Mapa, por meio da adida agrícola do Brasil na Etiópia, Fabiana Maldonado, e da diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio, Ângela Peres. As atividades integram a estratégia de diversificação de mercados e de cooperação Sul-Sul, com ênfase em capacitação, marcos sanitários e facilitação de comércio.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño

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A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra de 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a redução pode superar 30% em relação ao ciclo anterior, refletindo a preocupação dos produtores com os riscos climáticos associados à possível atuação do fenômeno El Niño durante o período de desenvolvimento da cultura.

A implantação das lavouras está em fase inicial no Estado, mas muitos agricultores já demonstram cautela diante das previsões meteorológicas para o inverno e a primavera, fatores decisivos para o desempenho produtivo da cevada.

El Niño aumenta percepção de risco no campo

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a expectativa de um cenário climático mais instável tem sido o principal motivo para a diminuição da área destinada à cultura.

Mesmo com a oferta de contratos de integração e comercialização por parte da indústria cervejeira, tradicional compradora da produção gaúcha, muitos produtores optaram por reduzir os investimentos na cevada ou direcionar áreas para outras culturas de inverno consideradas menos suscetíveis aos riscos previstos.

A possibilidade de excesso de chuvas durante fases importantes do ciclo produtivo preocupa o setor, uma vez que pode comprometer a qualidade dos grãos e reduzir o potencial de rendimento das lavouras.

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Lavouras implantadas apresentam bom desenvolvimento

Apesar das incertezas para o restante da temporada, as áreas já semeadas apresentam condições satisfatórias de desenvolvimento.

Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu de forma adequada e o crescimento vegetativo está dentro do padrão esperado para esta fase da cultura. As condições iniciais de cultivo são consideradas favoráveis, contribuindo para um bom estabelecimento das lavouras.

O desempenho final da safra, entretanto, dependerá do comportamento climático nos próximos meses.

Erechim lidera retração da área cultivada

A região administrativa de Erechim, principal polo produtor de cevada do Rio Grande do Sul, deverá registrar uma das maiores reduções de área no Estado.

As projeções apontam que a área cultivada ficará abaixo de 6 mil hectares em 2026, representando queda superior a 35% em comparação com a safra anterior.

O movimento reforça a tendência observada em todo o território gaúcho, onde produtores avaliam com cautela os custos de produção e os riscos associados ao clima.

Safra anterior alcançou mais de 32 mil hectares

Os números finais da área plantada para a safra 2026 ainda estão sendo levantados pela Emater/RS-Ascar. Na temporada passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, com produtividade média de 3.622 quilos por hectare.

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O Estado responde pela maior parte da produção nacional da cultura, sendo peça fundamental para o abastecimento da indústria de malte e cerveja no Brasil.

Preço da cevada permanece estável

No mercado, a cevada destinada à indústria de malte segue sendo negociada a preços considerados estáveis.

Levantamento da Emater/RS-Ascar indica que, na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada, em média, a R$ 80,00.

O comportamento dos preços ao longo da temporada dependerá da evolução da área efetivamente cultivada, das condições climáticas e da qualidade dos grãos colhidos, fatores que poderão influenciar diretamente a oferta disponível para a indústria.

Clima será decisivo para a safra 2026

As atenções do setor permanecem voltadas para as previsões meteorológicas dos próximos meses. Caso o El Niño se confirme com maior intensidade, os impactos poderão ir além da redução de área, afetando também produtividade e qualidade da produção.

Diante desse cenário, produtores, cooperativas e indústrias acompanham de perto a evolução das condições climáticas, que deverão definir os rumos da safra de cevada no principal estado produtor do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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