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Mapa participa da abertura do Altamira Summit 2025, evento internacional que antecede a COP 30

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), participou da mesa de abertura dos Diálogos do Altamira Summit 2025 – Juntos por um Futuro Livre de Desmatamento, evento oficial da Pré-COP 30, realizado no Centro de Eventos Vilmar Soares, em Altamira (PA).

O encontro reuniu representantes de 26 países da América Latina, África, Ásia e Europa, com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional e promover a troca de experiências voltadas à implementação de cadeias produtivas sustentáveis e livres de desmatamento.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, participou da cerimônia de abertura ao lado de autoridades da Comissão Europeia, do Ministério Federal Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ), dos Países Baixos e do governo local de Altamira.

Segundo Fiadeiro, o Altamira Summit é um espaço de diálogo e construção conjunta de soluções sustentáveis. “O Brasil está comprometido em aliar produtividade, conservação ambiental e inclusão social, fortalecendo pontes entre países produtores e consumidores”, afirmou.

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A programação incluiu workshops, painéis técnicos e visitas de campo a produtores locais de cacau e gado, com exemplos práticos de aplicação de critérios de sustentabilidade, legalidade e rastreabilidade na produção agropecuária. As discussões também trataram de estratégias de apoio a pequenos produtores e do fortalecimento de cadeias de valor que conciliam desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/Mapa) atua de forma integrada na formulação de políticas públicas voltadas à produção sustentável, à inovação tecnológica e à valorização das cadeias produtivas rurais, em consonância com os compromissos do Brasil no Acordo de Paris e nas discussões que antecedem a COP 30, que será realizada em 2026, em Belém (PA).

Organizado pela Team Europe Initiative on Deforestation-Free Value Chains, com apoio da Comissão Europeia e de Estados-Membros da União Europeia, o evento busca dissociar a produção agrícola do desmatamento, promover soluções conjuntas e fortalecer cadeias produtivas sustentáveis até 2030.

Com sua participação na abertura do Altamira Summit 2025, o Mapa reafirma o protagonismo do Brasil na agenda global de sustentabilidade e reforça o compromisso do governo com uma agricultura produtiva, responsável e ambientalmente equilibrada, da Amazônia para o mundo.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de trigo segue travado no Sul; moinhos priorizam cereal de qualidade e produtores reduzem expectativa para nova safra

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O mercado de trigo no Sul do Brasil continua operando em ritmo lento, com negociações pontuais e compradores cautelosos. A prioridade dos moinhos é garantir lotes de trigo de melhor qualidade para reduzir a necessidade de importações, mas a proximidade da nova safra e as incertezas sobre a demanda fazem com que o setor evite ampliar suas posições de compra.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o cenário é marcado por oferta restrita de trigo de qualidade superior, preços sustentados e preocupação crescente dos produtores com a próxima temporada, especialmente diante do aumento dos custos de produção, da baixa rentabilidade e dos riscos climáticos.

Rio Grande do Sul enfrenta incertezas para a próxima safra

No Rio Grande do Sul, os preços do trigo de melhor qualidade permanecem firmes. As referências para entrega nos moinhos variam entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada, enquanto o trigo melhorador chega a R$ 1.500 por tonelada.

Também foram registrados negócios FOB de menor volume a R$ 1.350 por tonelada, com embarque programado para julho e pagamento no início de agosto. A maior parte dos moinhos já possui cobertura para julho e começa a direcionar as compras para agosto.

No mercado de balcão, o valor pago ao produtor avançou para R$ 70,02 por saca.

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Apesar da sustentação dos preços, o cenário para a próxima safra preocupa o setor produtivo. O elevado custo de implantação das lavouras, os preços considerados insuficientes para garantir rentabilidade, além dos riscos associados ao fenômeno El Niño e à possível incidência de grãos com elevados níveis de DON (deoxinivalenol), aumentam a cautela dos agricultores.

Cooperativas das regiões Central e Noroeste do estado relatam, ainda sem confirmação oficial, que a área cultivada pode sofrer redução de até 40%. A estimativa da Emater-RS aponta produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, bem abaixo das cerca de 3,8 milhões a 4 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

Mercado catarinense continua pressionado pela baixa demanda por farinha

Em Santa Catarina, a comercialização segue limitada pela dificuldade de venda da farinha, fator que reduz o interesse dos moinhos por novas aquisições.

Os negócios registram referências de R$ 1.360 por tonelada FOB para trigo-pão e R$ 1.400 por tonelada FOB para trigo melhorador.

No mercado de balcão, os preços permaneceram praticamente estáveis na maior parte das regiões produtoras. Em Joaçaba, as negociações oscilaram entre R$ 66 e R$ 68 por saca.

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Paraná concentra vendas para abrir espaço à safrinha de milho

No Paraná, as negociações continuam voltadas principalmente para liberar espaço de armazenagem destinado à segunda safra de milho.

Os preços pagos pelos moinhos variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500 por tonelada CIF, enquanto as ofertas FOB começam em R$ 1.400 por tonelada.

Nos Campos Gerais, o mercado trabalha com referências próximas de R$ 1.420 CIF, enquanto no Norte do estado os valores chegam a R$ 1.480 por tonelada. Já no Sudoeste paranaense, os negócios são registrados entre R$ 1.350 e R$ 1.370 por tonelada FOB.

Mercado deve permanecer seletivo

A combinação entre demanda moderada, oferta restrita de trigo de alta qualidade e incertezas sobre a próxima safra deve manter o mercado brasileiro de trigo operando de forma seletiva nas próximas semanas.

Enquanto os moinhos seguem buscando matéria-prima de melhor padrão para abastecimento imediato, os produtores avaliam com cautela o plantio da nova temporada, pressionados pelo aumento dos custos, pelas margens reduzidas e pelos riscos climáticos que podem comprometer tanto a área cultivada quanto a produtividade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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