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Café hoje: preços do arábica e robusta caem com avanço das chuvas nas regiões produtoras e mercado acompanha estoques da ICE

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O mercado internacional do café iniciou esta sexta-feira (26) em baixa nas principais bolsas de commodities, pressionado pelo avanço das chuvas sobre importantes regiões produtoras do Brasil. Apesar do recuo nas cotações, os investidores seguem atentos ao ritmo da colheita da safra brasileira e aos estoques certificados da ICE, que permanecem em níveis historicamente reduzidos e sustentam a perspectiva de oferta restrita.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica recuava 215 pontos, negociado a 274,25 cents de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro/26 também operava em queda, cotado a 261,75 cents/lbp, com perda de 165 pontos.

Já na Bolsa de Londres, referência para o café robusta, o contrato setembro/26 registrava baixa de US$ 12 por tonelada, sendo negociado a US$ 3.650 por tonelada. O contrato novembro/26 caía US$ 8, para US$ 3.585 por tonelada.

Chuvas dificultam a colheita nas principais regiões cafeeiras

O comportamento do mercado continua diretamente ligado às condições climáticas nas áreas produtoras brasileiras. As chuvas que atingem o Sudeste vêm atrasando o avanço da colheita e comprometendo as operações de secagem dos grãos.

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Segundo análise do escritório Carvalhaes, uma frente fria praticamente estacionária mantém instabilidades sobre importantes regiões cafeeiras até esta sexta-feira. Em localidades da Alta Mogiana e do Sul de Minas Gerais, os acumulados de chuva podem superar os 50 milímetros, prejudicando os trabalhos no campo e elevando os riscos de perda de qualidade dos cafés recém-colhidos.

A expectativa, porém, é de redução das precipitações durante o fim de semana na maior parte das áreas produtoras do Sudeste. Ainda assim, os modelos meteorológicos indicam que essa trégua deverá ser temporária, com um novo sistema climático previsto para levar chuvas novamente ao interior de São Paulo e à faixa leste da Região Sudeste no início da próxima semana.

Estoques certificados seguem em queda e limitam oferta

Além do clima, outro fator que continua oferecendo suporte ao mercado é o baixo volume de café disponível nos estoques certificados da ICE.

De acordo com levantamento do escritório Carvalhaes, os estoques de café arábica perderam mais 3.765 sacas na quinta-feira, encerrando o dia com 385.191 sacas certificadas.

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O volume permanece aproximadamente 469 mil sacas abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, reforçando a percepção de oferta limitada no curto prazo e mantendo a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado segue atento aos próximos dias

A combinação entre o avanço da colheita brasileira, as previsões climáticas e o comportamento dos estoques certificados deverá continuar ditando o rumo das cotações nos próximos pregões.

Enquanto as chuvas atrasam o trabalho nas lavouras e aumentam as preocupações com a qualidade da safra, a oferta global ainda segue apertada, cenário que tende a manter o mercado do café sensível a qualquer mudança nas condições climáticas ou na disponibilidade do produto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo

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As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.

O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.

Indústria amplia contratos e operações no mercado spot

Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.

Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.

Chuvas reduzem ritmo da colheita

Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.

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As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.

Oferta limitada faz produtores adiarem entregas

Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.

Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.

Perspectiva para o mercado de citros

A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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